sábado, 7 de julho de 2012

14


  •   -Ótimo é assim que eu gosto, agora eu preciso de um ajuda sua –eu franzi o cenho.
  •        -Minha ajuda?
  •        -Sim, você é a namorada mortal dele certo?
  •        -Sim...
  •        -E sente um pouco de atração pelo irmão dele, estou errado? Que feio.
  •        -Está completamente errado, eu não sinto nenhuma atração por Robert –consegui falar sem gaguejar.
  •        -Me fala o que você quer.
  •        -Quero que você traga Robert e Luca a mim  –ele sorriu torto.
  •        -Por que eu faria isso?
  •        -Por que se você fazer o contrario, eu te mato  -ele sorriu.
  •        -Não me importo em morrer - Falei firme.
  •        -Você não tem medo de morrer?
  •        -Não por quem eu amo.
  •        -Então eu acho que eu devo fazer o contrario.
  •        -Como assim?
  •        -Eu mato todo que você ama –ele se aproximou de mim e sussurrou- você já sentiu bastante dor não acha? Quando viu Freddie todo dolorido, Sarah, seu pai.
  •        -Pare -gritei - não fale em meu pai -rosnei.
  •        -Aquilo que eu fiz com Freddie foi só um aviso, os próximos podem ser Lauren, seus tios, sua mãe... Conheço seus passos Helena, então vai fazer o que estou lhe pedindo? -perguntou ele.
  •        -Vou -abaixei a cabeça.
  •        -Não acredito em você.
  •        -Eu faria tudo, completamente tudo por quem eu amo.
  •        -Você sabe que se não cumprir a promessa mato todos –ele disse e se aproximou do botão de parada e clicou.
  •        Enxuguei minhas lágrimas, respirei fundo, eu não acredito que terei que traí o coração de Luca, mas se for ao contrario matarei ele e os outros que amo e ambos os dois não viveriam separados, fiquei pensando em um mentira boa o suficiente que  terei que contar a Luca para levar ele e Robert a Nathan, isso seria o mais difícil, Eu não poderia matar meus amigos, minha família,Luca, Robert ,Freddie, minha mãe...Finalmente a porta do elevador foi aberta, caminhei em direção da porta, mas Nathan me puxou pelo braço.
  •        -Foi avisada –ele sussurrou.
  •        Abaixei minha cabeça e puxei meu braço e sai do elevador, corri de cabeça baixa ao primeiro banheiro feminino que encontrei, me olhem no espelho eu estava com os olhos vermelhos, me lembrava de cada palavra de Nathan, “Foi avisada” Ou matarei quem você ama” “Mato todos incluindo Lauren, sua mãe, Luca, Robert...”.
  •       -NÃO –gritei batendo em minha cabeça, liguei a torneira e joguei água em meu rosto, volto a me olhar no espelho, nele vi o reflexo de Nathan atrás de mim, soltei um grito e me virei, não tinha ninguém, bati em minha cabeça eu falava “é tudo fruto de sua imaginação, ele não está aqui, ele não está aqui”, abri meus olhos e voltei a olhar o espelho, ele não estava mais ali, peguei um pedaço de papel e enxuguei meus rosto, olhei para meus olhos não estavam mais vermelhos.
  •       Sai do banheiro apressada, procurando a sala 119, a caminho pensava em tudo que era tipo de mentira para contar a Luca, mas nada vinha em minha cabeça, terei que me encontrar com Nathan novamente, isso me dava arrepios, enfim encontrei a porta com a plaquinha “quarto 119”Abri apressada, Luca estava lá junto a Freddie. Os olhares dos dois estavam voltados a mim.
  •       -Freddie –corri e me apoiei em sua cama –você está bem? –analisei ele dos pés a cabeça, não olhei no rosto de Luca, ainda.
  •       -Estou bem Helena, Eu estou muito feliz de saber que você está aqui.
  •       -Pode contar comigo sempre, somos melhores amigos lembra? –eu sorri.
  •       -Claro, Helena pode me alcançar meu remédio, ali em cima da bancada –ele apontou para a bancada, caminhei até a bancada e peguei o remédio de Freddie.
  •       -Água também? –perguntei pegando o copo.
  •      -Sim.
  •      Peguei a jarra de água que estava dentro da mini geladeira, servi um pouco de água e levei a Freddie o remédio em uma mão e a água em outra.
  •      -Toma –eu sorri , continuei não olhando para Luca.-Quando você se recuperar, vamos fazer uma festa para você, e você convida quem você quiser –eu sorria.
  •      -Helena...Não precisa –ele mexia a cabaça para os lados.
  •      -Precisa sim senhor –nós dois rimos. –agora toma seu remédio, quero ver você longe desse hospital, odeio hospitais, me trazem más recordações.
  •      -Eu também não gosto de hospitais, eles são tão melancólicos, principalmente agora –Freddie estremeceu.
  •      -Freddie, eu queria ficar aqui com você, todos os dias, o dia inteiro, a semana inteira, todos os dias que você ficar aqui, mas a Lauren vai se mudar lá para casa e eu preciso receber ela.
  •      -Tudo bem Helena, não se preocupe comigo.
  •      -Como não vou me preocupar com você?
  •      -Por que eu estou bem. –ele segurou minha mão –não se preocupe comigo Helena,.
  •      -Mas você...
  •      -Helena.
  •      -Freddie, você está nessa cama e quer que eu não me preocupe?
  •      -Sim.
  •      -Tarde de mais, já estou preocupada.
  •      -Helena, como a senhora é teimosa, eu só quero que você não perca seu tempo comigo aqui.
  •      -Isso não é perda de tempo.
  •      -Helena, eu quero que você vá ver sua prima.
  •      -Isso já é jogo sujo.
  •      -Por favor –Freddie fez beicinho.
  •      -Tudo bem –resmunguei –mas saiba senhor que eu vou voltar aqui para te ver – dei as costas e fui apressada em direção da porta.
  •      Será? Será que eu conseguiria passar o dia inteiro sem olhar no rosto de Luca? Eu não podia deixar ele criar suas próprias conclusões, como se eu não o amasse mais, isso que me assustava mais, é ele me procurar e me pedir explicações por que eu não olhem em sua cara hoje com Freddie, isso me assustava, por enquanto Luca não tinha me seguindo, mas eu achava que estava muito silencioso, senti um vento passar por minhas costas, um cabelo balançou, respirei fundo.
  •        -Por que está me evitando? –era Luca, eu sabia que ele vinha atrás de mim, mas não sabia quando.
  •        -Eu não estou te evitando –falei continuando a não olhar em seus olhos.
  •        -Então por que não olha mais em minha cara, não me quer por perto? o que eu fiz de errado?–aquelas palavras me partiram meu coração, eu não queria que ele pensasse isso, me virei e finalmente olhem para seus olhos e segurei seu rosto.
  •        -Não, Não , não pense isso, –encostei meus lábios nos seus , ele segurou minha cintura –Amor eu não olhei para sua cara por causa de Freddie, eu estava muito preocupada com ele, e você não fez nada de errado, não pense isso.
  •        -Me desculpa por pensar isso, é que com tudo que está acontecendo acabei exagerando, desculpa.
  •         -Tudo bem, Agora eu tenho que ir mesmo, você vai ficar com Freddie? -perguntei.
  •         -Vou ficar, te encontro hoje a noite-ele me deu um selinho.
  •         Respirei fundo, estava tonta, me virei e continuei meu caminho, meu coração estava acelerado, eu não acreditei que consegui falar isso a Luca. Encontrei o elevador e esperei ele abrir, quando ele abriu Nathan essa ali dentro, respirei fundo.
  •          -Bom trabalho –ele elogiou-me.
  •          -Você trabalha no elevador agora? –falei em ironia ele riu.
  •          -Eu quero saber como eu vou trazer Luca e Robert para você?
  •          -Isso é por sua conta.
  •          -Por favor , me ajuda.
  •          -Tudo bem –ele se aproximou dos botões do elevador e clicou no botão de parada – Você vai dizer a eles que vai fazer um piquenique de melhoras de Freddie, leva Freddie com você.
  •          -Você não vai machucá-lo não é? 
  •          -Não, eu prometi isso há você e promessa é promessa.
  •          -Claro –me virei e pressionei o botão descida.
  •          Eu ainda não acreditava que ia fazer isso com Luca, mas eu faria tudo por quem eu amo, eu queria parar de pensar nisso, mas não conseguia, isso martelava em minha cabeça.
  •          A porta se abriu e sai correndo do elevador.
  •          -Como foi sua visita senhora? –falou a mulher.
  •          Ignorei sua pergunta e sai correndo, eu queria morrer, esquecer de tudo, não queria fazer isso com Luca ,mas se eu morrer vai piorar tudo Luca vai sofrer, talvez até se matar eu não poderia fazer isso com ele, entrei dentro do carro, e abaixei minha cabeça em cima do volante.
  •           -EU NÃO QUERO! EU NÃO QUERO FAZER ISSO - gritei, estou me sufocando, não posso, mas tenho que fazer isso, minha mente está confusa, pensava em forma de enganar Nathan, mas o medo não deixava, se eu o enganasse ele mataria todos que eu amo, ele e seu clã eram os mais fortes, mas algo venho em minha mente algo que poderia dar certo, de acordo com que Robert me contou, Devil é um dos vampiros mais fortes do mundo, e tinhas mais três, os Marym são só um clã forte, mas contra Devil eles não sobreviveram ou simplesmente nem se atreveriam a lutar, isso era um belo plano, mas eu não sabia onde encontrar Devil, e o pior eu não poderia pedir ajuda a Robert nem Luca, isso estava se tornando um plano impossível, tudo está tão complicado.
    Logo depois percebi que já estava chegando em casa, abri minha porta, Robert estava sentado lendo uma revista.
  •            -Chegou cedo –ele falou.
  •            -é cheguei -coloquei a chave em cima do balcão.
  •            -Então como foi lá –Robert.
  •            -Freddie está se recuperando, melhor do que antes, consegue falar pelo menos -dei de ombros, caminhei até a geladeira -Nada da Lauren?
               -Nada.
  •            Abri a geladeira e achei leite, peguei meu copo e comecei a me servir, mas comecei a escutar um barulho de carro estacionando, espionei pela fresta da minha janela, avistei um carro estacionando na minha garagem, depois saiu do carro uma mulher, deixei o copo com leite cair no chão. 
  •            -LAUREN! –gritei e sai correndo da minha casa e abracei-a

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  •                                                    15.
  •              Fiquei horas abraçada com Lauren –foi o que pareceu- Minhas lagrimas não parava de escorrer.
  •               -Que saudades de você –sussurrei em seu ouvido.
  •               -Calma minha pequena, eu também estava –pequena era o apelido que ela tinha me dado.
  •               -Eu estou muito feliz –ela beijou meu cabelo.
  •               -Vamos entrar e desfazer minhas malas e matar a saudades? –ela disse me sacudindo, ela foi até o seu carro abriu o porta-malas e ela pegou uma mala e um estojo de maquiagens, eu ajudei-a pegar as malas, peguei uma enorme, abri ela, a mala era de rodinhas, puxei com todo meu esforço até chegar em casa, eu estava ofegante.
  •            -Helena, o que houve? O que foi aquilo? Quer ajuda? –era Robert, ele saltou do sofá.
  •            -Olha para a porta e você verá o motivo de tudo aquilo –ele aproximou a cabeça da porta e avistou Lauren.
  •            -Sua prima chegou! –ele sorriu –Oi sou Robert muito prazer, deixe que eu ajudo vocês –ele disse pegando as duas malas gigantes com facilidade e levou para o nosso quarto, eu aposto que Lauren ficou tonta quando Robert apareceu.
  •            -Seja bem-vinda –eu sorri.
  •            -Quem era ele? –Lauren olhou para a escada.
  •            -Meu amigo, por que? Se interessou por ele? –eu ri.
  •            -Não está louca? Eu tenho meu namorado , ele só é um pouco atraente -ela mordeu os labios.
  •            -Um pouco? –levantei uma sobrancelha.
  •            -Ta, muito atraente, ele é lindo e gentil, gostei dele, e quando você vai me apresentar seu namorado? –ela bateu em meu ombro.
  •            -Ele vai vir aqui hoje a noite para jantar conosco –eu sorri.
  •            -Estou muito curiosa viu, ele é gatinho? –Lauren soltou uma leve risada.
  •            -Lauren –adverti ela – é ele é lindo –cedi.
  •            -Eu sabia, você não é boba hein –Lauren falou em tom malicioso.
  •            -Para com isso, me conta do Ryan, como vocês estão?
  •            -Ele foi muito fofo em me deixar vir, bom eu iria vir aqui de qualquer jeito mesmo se ele não deixasse –ela falou se dirigindo ao sofá e se sentou –mas se ele não deixasse eu terminaria tudo, agora nós dois estamos namorando pela internet, que chique –ela riu.
  •            -Estou muito feliz por você Lauren –eu sorri.
  •            -Mas menina, como você cresceu, você está linda.
  •            -Já coloquei as malas no seu quarto Lauren –Robert disse descendo das escadas –vou deixar vocês a sós –ele sorriu e saiu de casa.
  •            Subimos a escada juntas, conversando, falando sobre Ryan de seus sms que ele mandou para Lauren, sobre seu novo celular, recordamos 5 meses em um dia.
  •            -Esse é o seu quarto –eu sorri.
  •            -Era do Tio David –ela sorriu.
  •            -Reservei esse quarto só para você, eu sabia que papai iria querer que uma de nós usássemos o quarto dele e como eu tenho o meu, reservei esse para você –eu sorri, ela me puxou para um abraço.
  •            -Você é a melhor prima de todas –ela sussurrou em meu ouvido –eu te amo pequena –ela beijou minha testa e se virou para o quarto –agora me ajudar a desfazer as malas.
  •            -Claro –eu fui em direção da mala gigante que eu tinha pegado.
  •            -NÃO –Lauren gritou, eu dei um pulo –essa não, era...da minha vó, e eu gosto de desfazer ela –ela sorriu.
  •           -Tudo bem, eu desfaço a outra –caminhei em direção da menor mala, abri-la e peguei todas as blusas de mangas curtas, regatas, manga cumpridas e moletons, coloquei tudo na primeira gaveta do armário, depois peguei as calças, shorts, leggings, calça jeans e coloquei tudo na segunda gaveta e na terceira eu coloquei os pijamas, depois peguei alguns casacos e pendurei no guarda roupa, depois peguei as meias,calcinhas e sutiãs e coloquei em duas gavetas a primeira sutiãs e calcinhas a segunda meias, depois peguei os tênis , tinha três pares, dois All stars e um vans, coloquei tudo no guarda roupas, terminei minha mala e coloquei ela na ultima prateleira do armário, depois peguei a mala de higiene, caminhei até o banheiro e coloquei a escova de dentes dela no armário junto com a pasta, peguei todos os cremes e coloquei em cima da pia , tudo arrumadinho, peguei sua escova de cabelo e coloquei na gaveta de baixo da pia, xampu e condicionador dentro do boxe, peguei seus dois sabonetes e coloquei na gaveta de baixo da pia
  •           -Enfim terminei –falei passando o braço na minha testa –quanta coisa ela tem –me virei e caminhei até o quarto de Lauren –Já terminei com a sua outra mala, quer ajuda com essa? –falei caminhando em direção da mala.
  •           -Eu já disse que não...precisa querida –ela se virou –vai falar com Robert ou seu namorado –ela sorriu e voltou a arrumar a mala.
  •           -Então ta –franzi o cenho, o que será que tem de tão importante naquela mala? Me virei e sai do quarto dela, deixando-a sozinha, desci as escadas abri a porta de casa e peguei o jornal, entrei em casa e me sentei no sofá, na primeira pagina estava escrito “Mais de 3.000 pessoas foram brutalmente assassinadas por algum animal não identificado, a maioria das vitimas são de Hollywood” 
  •           -Meu Deus –me assustei –LAUREN –gritei.
  •           -O que houve Helena? –Lauren desceu as escadas correndo.
  •           -Lê –joguei para ela o jornal.
  •           -Meu Deus, aqui também diz que tem mordida pelo corpo todo.
  •           -Eu acho que isso não foi um animal –murmurei a mim mesma.
  •           -O que você está insinuando?
  •           -Me alcança o celular? –pedi apontando para a mesa, ela se virou e me jogou o celular, disquei o numero de Luca.
  •           -Alô? Luca?
  •           -Sim, Helena? O que houve?
  •           -Tenho que falar com você, pode vim aqui para casa mais cedo?
  •           -Posso sim, já estou a caminho, tchau - desliguei o telefone e subi para meu quarto, ignorando todas as perguntas de Lauren, fui direto para o notebook, pesquisei sobre os assassinatos de Hollywood, não encontrei nada, peguei o jornal que tinha jogado em cima da minha bancada e a noticia tinha se passado 1 semana, estranhei, pois depois dessa semana parou os assassinatos, e essa semana foi a semana que Lauren estava viajando para vim morar aqui...
  •           -Helena! –gritou Lauren, pulei da cadeira assustada- o garoto está aqui te esperando.
  •           -Luca –murmurei a mim mesma-pode deixar ele subir aqui para meu quarto.
  •           -Helena? –ouvi Luca entrando no quarto-o que houve?
  •           -Olha isso-joguei a ele o jornal.
  •           -Nossa 3.000 assassinatos...por “animais” –sua voz estava tensa.
  •          -Já sabe o que eu penso sobre esses animais.
  •          -Sim, mas por que?
  •          -Por que ai diz –apontei para o ultimo parágrafo que Lauren havia lido –mordidas...em todo o corpo, coincidência não?
  •          -E que monstro faria isso?
  •          -O mesmo que tentou matar Freddie.
  •          -Os Marym?
  •          -Sim.
  •          -Eu acho que eles não fariam isso.
  •          -Por que não? Eles fariam de tudo para poderem chamar minha atenção, lembra?
  •          -Mas... não podemos afirmar que foram eles não temos provas suficientes.
  •          -Luca pensa comigo, Hollywood é a minha cidade natal e por lá tem muitas pessoas que eu amo, e eles mataram mais de 3.000 pessoas, e nelas podem estar minha família, meus amigos, e eles sabem que eu ia contar isso a você, Isso está me deixando maluca –falei me levantando e colocando a mão na cabeça.
  •          -Helena, Luca , o jantar está pronto! –Lauren gritava.
  •          -Ela cozinha? –Luca perguntou.
  •          -Parece que sim –falei caminhando até a porta, Luca me puxou pela cintura.
  •          -Está brava comigo?
  •          -Não... Por quê? –eu gaguejei.
  •          - Você está diferente comigo, está escondendo algo de mim?
  •          -Luca eu estou muito estressada...
  •          -Por que você não responde minha pergunta?  
  •          -Luca... Eu te amo...
  •          -Helena eu sinto que você está diferente comigo, eu só quero saber a verdade –eu queria contar tudo há ele, seus olhos de tristeza, eu não aguentava ver aquilo.
  •          -Helena, Luca –gritava Lauren.
  •          -Luca depois do jantar eu conto tudo há você.
  •          -Tudo?
  •          -Absolutamente tudo –afirmei.
  •          Luca segurou minha mão e beijou minha bochecha, descemos as escadas juntos, Lauren estava na cozinha com a mesa surpreendentemente cheia de comidas que ela mesmo fez, foi impressionante.
  •          -Nossa , você fez tudo isso? –perguntei a Lauren.
  •          -Sim –ela olhou para Luca – e você deve ser o famoso namorado da Helena certo?
  •          -Sou –ele sorriu torto.
  •          - Você é muito bonito viu –Lauren piscou para mim, Luca me olhou e eu enterrei minha cabeça em seu ombro morta de vergonha.
  •          -Bom, gente eu demorei muito para fazer essa comida, é hora de comer –eu e Luca íamos sentar um do lado do outro mais Lauren fez questão de sentar ao meu lado e eu já até sabia o porque, Luca sentou em minha frente, começamos a nos servir.
  •          -Vou pegar o refrigerante –falei levantando-me 
  •         -Vou ajudar a Helena –Lauren se levantou e sussurrou em meu ouvido –ele é muito gato, meu Deus eu to suando.
  •         -Lauren, ele pode ouvir, é eu sei ele deixa toda menina com calor –eu ri.
  •         -Sim ele é muito quente.
  •         -Lauren, o que você...
  •         -Relaxa...pega esse refrigerante logo, se não ele vai desconfiar.
  •         -Ele já até ouviu tudo –murmurei.
  •         - O que?
  •         -Nada-eu sorri pegando o refrigerante e levando para a mesa, olhei para Luca, ele sorriu maliciosamente para mim, me abaixei para servi o refrigerante no seu copo-você ouviu tudo não é?-sussurrei, ele assentiu, eu corei.
  •         -Helena, você está vermelha.
  •         -É esse calor –eu sorri maliciosamente.
  •         -Mas aqui está bastante frio –Luca falou.
  •         -É papo de mulher Luca –eu ri, me sentei e começamos a comer.
  •         -Lauren, você cozinha muito bem, esta comida está deliciosa.
  •         -Acho que a comida não é a única coisa deliciosa por aqui –chutei a canela de Lauren.
  •         -Você ficou maluca? –sussurrei.
  •         -Não –ela sussurrou e se levantou – um brinde para esse casal lindo, muito lindo, extremamente lindo...
  •         -Já entendemos muito lindo –falei levantando-me e brindando, me sentei.
  •         Depois que terminamos o jantar, estranho em família, me levantei para lavar a louça mais Lauren me parou no meio do caminho para a pia pegando meus pratos.
  •         -Nada disso, você vai subir com seu namorado...e vão “conversar” –Lauren piscou.
  •         -Para com isso –me levantei e Luca veio atrás de mim reprimindo uma risada.
  •         Entrando no quarto me sentei na cama.
  •         -Me desculpa por aquilo. 
  •         -Não foi nada de mais –Luca riu.
  •         -Foi muito estranho –eu corei, Luca sentou-se ao meu lado.
  •         -Me conta.
  •         -O que?-tentei disfarçar.
  •         -Sobre o que você ia me contar depois do jantar.
  •         -Sim –respirei fundo- Luca, por favor o que eu te falar aqui, permanece aqui, me promete isso?
  •         -Prometo.
  •         -Jura?
  •         -Juro –ele sorriu.        -.Bom é assim, sabe o Nathan Marym?
  •          -Sim, ele é o chefe do clã, por que?
  •          -Ele...-respirei fundo –me fez uma visita, digamos assim.
  •          -O que? Ele te machucou? 
  •          -Não...mas vai se eu não trazer você e Rob a ele –eu olhei para baixo –e eu concordei que faria isso, por que ele mataria você e todos que eu amo –me levantei da cama –e agora que eu te contei ele vai matar quem eu amo, eu to ficando estressada com isso, Luca eu pensei numa forma de matar ele.
  •          -Como? –Luca se levantou da cama e ficou em minha frente.
  •          -Robert me contou sobre Devil, e como ele é um dos vampiros mais fortes do mundo...e se a gente encontrar ele e pedir sua ajuda?
  •          -É um ótimo plano, mas eu nem Robert sabemos onde ele está.
  •          -Esse é o grande problema, mas se por acaso encontramos Devil, quem são os outros dois vampiros fortes?
  •          -O primeiro é Christian, o segundo é Devil, o terceiro é Logan Anthony, esses são os três, mas é meio impossível encontrá-los.
  •          -Mas eu preciso encontrá-los, Luca me desculpa –falei desesperadamente.
  •          -Calma Helena, não é sua culpa –ele segurou minha cintura.
  •          -Como vou ficar calma Luca?
  •          -Dorme um pouco, isso tudo que está acontecendo está te deixando estressada, e você não está dormindo direito e eu fico aqui com você -ele beijou minha testa -coloque seu pijama.
             Escovei meus dentes e coloquei minha camisola, entrei no meu quarto Luca estava na minha cama com uma blusa e uma calça de abrigo, uma cena muito agradável de se ver, caminhei até ele e me deitei do seu lado.
            -Dorme meu anjo, vai ficar tudo bem...-essas palavras se repetiram em minha mente e cai em um sono profundo.
  •  
  •         Acordei, olhando para os lados, Luca me olhava ele sorriu torto, ele afagava meu cabelo.
  •         -Você está linda –ele elogiou-me, corei na hora.
  •         -Obrigada – eu sorri –você também –me enterrei em seus braços.
  •         - Está mais calma? –Luca perguntou.
  •         -Por incrível que pareça, sim -sorri -onde está Lauren?
  •         -Ela saiu cedo de casa hoje.
  •         - Estranho, mas acho que é bom isso.
  •         -Luca não tem ninguém em casa não é? Além de nós.
  •         -Não –ele sorriu.
  •         -Isso até que é bom –passei os dedos em seu peito, me levantei e fiquei em cima de Luca e comecei a beijá-lo, ele passava as mãos nas minhas costas me puxando para mais perto dele, mas fomos interrompidos pela campainha.
  •         -Quem será? –me levantei e fui até a porta do meu quarto, mas Luca me puxou pela cintura e me envolveu em seus braços e beijou meu pescoço.
  •         -Fica mais um pouco comigo –ele beijava meu pescoço, eu estremecia.
  •         -Luca eu tenho que atender –me livrei de seus braços por meios segundo, ele voltou a me abraçar-então ta, você desce comigo- juntos e abraçados descemos as escadas, atendi a porta era o carteiro.
  •         -Desculpa atrapalhar vocês dois –o carteiro corou.
  •         -Você não atrapalhou nada –eu e Luca rimos –então...
  •         -Essa entrega é para Lauren, você é Lauren?
  •         -Não, mas pode me entregar que eu entrego –eu sorri.
  •         -Desculpa só entrego para ela.
  •         -Eu sou Lauren –escutei a voz de Robert.
  •         -Mas você é homem.
  •         -Tem como provar? –eu e Luca reprimimos um riso.
  •         -Desculpa senhora ou senhor Fox –o homem corou e entregou o pacote há “Lauren”
  •         Depois que o carteiro saiu traumatizado, fechei a porta e olhei para Robert.
  •         -Por que está em minha casa?
  •         -Não tinha nada para mim fazer na minha e então vim na sua, mas calma que eu não vi nada de vocês dois –Robert andou rindo até a cozinha –então vou abrir meu pacote.
  •         -Que isso? Você não pode abrir o pacote dos outros –falei tirando os braços do pacote de Lauren.
  •         -Mas de acordo com o que eu disse eu sou Lauren.
  •         -Não você não é a Lauren.
  •         -Helena qual é o problema de eu abrir o pacote?
  •         -O problema é que esse pacote é da minha prima.
  •         -E ela não vai saber de nada –Robert sorriu torto.
  •         - Ta abre essa droga –resmunguei.
  •         -Obrigada –Robert sorriu, ele pegou uma faca e cortou a fita isolante, ele com cuidado abriu as abas da caixa, eu não sabia o que esperava dentro daquela caixa, eu confesso que estava com um pouco de curiosidade, depois que Rob abriu a caixa, tinha um diário , fotos de varias pessoas e cada um deles estava riscada o rosto, algumas não e algumas sim, e duas flores em um frasco.
  •         -Vulculo? Por que ela tem Vulculo? Olha aqui em baixo tem um pano e em baixo do pano tem...duas cartas.
  •         -Um diário, deixa eu ver –estiquei minha mão e peguei o diário
  •         Abri a primeira pagina estava escrito:
  •            Lauren Fox
  •     Querido Diário 
  • Hoje foi um dia difícil para mim, fui trabalhar e voltei as nove e meia da noite,
  • mas o pior não é isso o pior é que quando eu estava entrando em meu carro, escutei barulhos altos e gritos, como eu sou muito curiosa fui ver o que estava acontecendo, fui guiada pelos sons dos gritos e barulhos estranho e cheguei a um beco, muito escuro espiei melhor havia uma mulher no chão se contraindo meu primeiro extinto foi correr, mas o meu segundo foi ajudá-la, corri até ela, me abaixei diante dela “o que houve com você?” eu perguntava a moça que se contraia no chão “meu bebe, estourou a bolsa, eu estou em trabalho de parto” “Meu deus eu posso te ajudar, vem comigo eu levo você para o hospital”-eu dizia a moça , me levantei e peguei a moça no colo com muito esforço e cuidado, tentei correr com ela no colo até meu carro, mas foi muito difícil, quando finalmente coloquei ela no banco do passageiro, depois fui para o volante, liguei o carro e corri para o hospital, a mulher gemia de dor, eu dizia a ela para se acalmar, mas a cada minuto que se passava ela gemia muito mais, enfim depois de horas na estrada cheguei ao hospital, sai correndo gritando a todos “MULHER EM TRABALHO DE PARTO, AJUDEM AQUI!” eu gritava carregando-a, todos me olhavam com caras feias, “POR FAVOR, ME AJUDEM, ELA ESTÁ EM TRABALHO DE PARTO” tive que repetir essa frase por quatro vezes seguidas até um médico chegar e levá-la para a sala, eu pensei em voltar para casa e deixá-la, mas o sentimento de culpa bateu, e também eu não poderia fazer isso com ela, fiquei sentada na sala esperando-a, passou-se minutos, eu estava muito preocupada com essa mulher que eu nem mesmo conhecia o nome, eu tinha roído as unhas todas, e finalmente a preocupação acabou quando o médico saiu da sala, corri até ele “Ela está bem? O bebe está bem?” Eu fazia varias perguntas para o médico, ele só respondeu: “gêmeas” –ele respondeu sorrindo “Gêmeas? Posso ver?” Ele assentiu e me levou até o quarto onde estava a mulher, ela segurava dois bebes, eles eram muito fofos, ela olhou para mim e sorriu, “obrigada, muito obrigada por ter me ajudado” eu sorria, “Não tem de que, então qual é o nome delas?” eu perguntei sorrindo, “essa aqui Selena, e essa Helena” ela falou apontando para cada uma “Um ótimo nome para gêmeas” eu ria “Eu não sei o quanto eu posso te agradecer, você salvou minha vida e a vida das minhas bebes” –ela disse sorrindo, “Olha eu fico muito feliz por você e suas gêmeas, mas agora eu tenho que ir” eu sorri beijando a testa de cada uma das gêmeas e beijando a bochecha da mulher, estava indo em direção da porta e me virei “Ah, me desculpa, mas qual é o seu nome?” ela sorriu e respondeu: “Meu nome é Rachel e o seu?” ela sorriu, “Lauren, muito prazer Rachel , se precisar de ajuda é só me procurar” fui até uma mesa ali perto e escrevi o numero do meu celular e dei para ela, me virei e fui até a porta.
  •        Saindo do hospital, entrei em meu carro...
  •        Escutei barulho de carro na garagem, me virei e olhei pela fresta da janela era Lauren.
  •        -Rob, Luca, a Lauren chegou, temos que esconder isso –falei apontando para a caixa.
  •        -Olha quem está interessada agora –disse Rob em tom de ironia.
  •        -Rápido, vamos esconder isso –eu dizia a Rob.
  •        -Eu levo para minha casa, me de o diário –ele esticou o braço.
  •        -Não o diário vai ficar comigo...-escutei o trinco- corre. 
  •        Tentei correr para meu quarto mais sozinha eu era muito lenta, Luca me pegou no colo e voou comigo para meu quarto, chegando lá, arranquei a madeira da parede e achei minha caixinha de madeira, abri-la e coloquei o diário ali dentro e fechei a parede, corri e pulei na cama ao lado de Luca.
  •         -Onde ela está? –sussurrei no ouvido de Luca.
  •         -Na cozinha, shh –ele me apertou contra ele –ela vai te ouvir.
  •         Eu reprimi uma risada.
  •         -Ela está subindo as escadas, ela está chegando no seu quarto. –escutei a porta do meu quarto sendo aberta, rapidamente fechei meus olhos.
  •         -Que lindinhos –escutei Lauren, depois escutei ela fechar a porta.
  •         -Quase –me virei meu rosto para ele e sorri.
  •         -Shh, se vira –ele disse fechando os olhos, rapidamente fiz o que ele me pediu.
  •         -HÁ –escutei Lauren abrindo a porta rapidamente –ah vocês estão dormindo mesmo –depois escutei a porta se fechar e por alguns minutos não escutei mais nenhum som.
  •         -Pronto, ela não vai mais entrar aqui –Luca sussurrou levantando-se.
  •         -Tem certeza?
  •         -Absoluta.
  •         -Então fica mais um pouco deitado aqui como –falei puxando-o para cama, ele cedeu e me envolveu em seus braços, ele beijava meu pescoço.
  •          -Sabia que você é linda? –ele sussurrava.
  •          -Luca –eu ria, me virei e fiquei de frente com seu rosto, ele passou os braços em minha cintura.
  •          -Sua mãe já foi para Flórida?
  •          -Ai meu Deus –me levantei da cama –com tudo isso que aconteceu acabei esquecendo de ligar para minha mãe, ela deve estar na casa da Whitney –caminhei até a bancada e peguei meu telefone e disquei o número de Julieta.
  •          -Alô? Mãe me desculpa... -fui falando, mas ela me interrompeu.
  •          -Calma filha, eu só vou para Flórida amanhã, Lauren já chegou?
  •          -Sim, ela já se acomodou, mãe eu vou desligar agora, te vejo amanhã, tchau –desliguei o telefone e me joguei na cama e me enterrei nos braços de Luca, minhas lagrimas escorriam.
  •          -O que foi Helena?
  •          -Julieta –só com esse simples nome comecei a derramar mais lagrimas.
  •          -O que  houve com ela?
  •          -Nada, mas comigo tudo.
  •          -Helena você está me deixando preocupado.
  •          -Eu vou sentir muita saudades dela.
  •          -Helena, calma –Luca me afagava.
  •          -Eu vou tentar, vou no banheiro lavar meu rosto já volto –me levantei e fui até o banheiro, me olhei no espelho, eu estava horrível, como Luca falava que eu estava linda? Eu acho que eu devia me arrumar mais, mas nesse momento não estava com cabeça para beleza, liguei a torneira e joguei a água no meu rosto, respirei fundo e peguei a toalha e sequei meu rosto, olhei para o espelho para ver como eu estava e me deparei com o reflexo de Nathan,  me virei ele estava parado diante de mim.
  •           -Eu quero o Luca e o Rob, se não você vai dar adeus a sua pobre mãezinha. 
  •           -Para de fazer isso comigo –eu pedia-a ele.
  •           -Eu não vou parar até eu ter o que eu quero.
  •           -Eu não posso fazer isso com Luca. –o homem me segurou pela garganta, ele pressionava-a.
  •           -Mas você vai –ele disse e depois desapareceu e eu cai no chão com a mão na garganta tossindo.
  •          -Helena? O que houve com você? –Era Luca, ele estava ajoelhando diante de mim, ele me carregou no colo me aninhando em seu peito, ele me levou até a cama e me colocou deitada nela-por que você está assim.
  •          - Pega...aquele papel e aquela caneta –eu tossia, não conseguia falar direito, ele rapidamente pegou a caneta e o papel e me alcançou, nela eu escrevi o seguinte:
  •           Luca é o Nathan, ele me visitou e falou que se eu não entregar você e Rob a ele, ele matará Julieta, Me ajuda! 
  •       
  •            Entreguei a Luca, ele arregalou os olhos e rasgou o papel.
  •            -Eu não aguento mais esse Nathan.
  •            -Luca me prometa que não vai fazer nada.
  •            -Ele está te machucando, e ninguém te machuca, eu não posso permitir isso.
  •            -Luca, ele é mais forte que você, nós temos que ter Devil ao nosso lado.
  •            -A busca de Devil vai começar apartir de semana que vem.
  •            -Você jura?
  •            -Eu juro –ele sorriu –mas nessa semana, vou me dedicar a você, vamos passar mais tempos juntos –ele sorria.  
  •            -Você é o melhor namorado que uma garota possa querer –me levantei e fiquei de pé na cama e abracei Luca, ele me puxou e me rodou, e eu desci lentamente até tocar meus pés no chão, nossos olhos se encontramos e trocamos um beijo lindo, parecia aqueles de filmes românticos.
  •            -Vou descer para falar com Lauren, me espere aqui –eu pisquei, me virei e desci as escadas no meio da escada eu escutei Lauren conversar no telefone com alguém, parei e espionei escondida.
  •            -Olha eu não quero saber, você vai trazer sangue para mim, eu vou, digamos brincar com esse sangue – por que ela queria sangue falso? – e as coisas que você trouxe não chegaram, eu? Eu não recebi nada –ela virou o rosto rapidamente em direção da escada, me joguei para o lado assustada –espera ai –escutei Lauren chegando perto da escada e começando a subir as escadas, tentei engatinhar rápido até meu quarto, mas ela já estava chegando perto, eu seria pega, levantei minha cabeça Luca estava me olhando.
  •             -O que? –ele sussurrou baixinho.
  •             -Me ajuda –eu sussurrei e apontei a cabeça para a escada –Lauren –Ele correu e me carregou no colo rapidamente abri meus olhos estava em meu quarto.
  •             -Obrigada –eu sussurrei e abracei-o
  •             -Helena? –escutei Lauren bater na minha porta.
  •             -Sim?
  •             -Podemos conversar?
  •             -Claro, entra.
  •             -Isso é uma coisa seria –me virei para Luca
  •             -Luca pode fazer um lanche para mim?
  •             -Claro-ele disse e saiu do quarto.
  •             -Então o que a mandona quer? –perguntei me sentando na cama.
  •             -Você recebeu algum pacote essa manhã?
  •             -Não, nem acordei cedo,hoje e como era o pacote?
  •             -Ah... Não importa –Lauren disfarçou.
  •             -Se não importasse por que você viria me perguntar?
  •             -Esquece isso, vou descer e preparar algo para eu beber, quer... Algo? –ela gaguejava.
  •             -Você está me escondendo algo?
  •             -Não, por que estaria? –ela disse se levantando e saindo do quarto.
  •             -É ela está me escondendo algo, e eu tenho que descobrir –murmurei.
  •  
  •                                13.Descobertas
  •          Depois de Lauren ter descido as escadas, analisei bem para ver se ela tinha descido realmente para a cozinha, entrei em meu quarto e peguei o diário que eu havia escondido, peguei-o e abri na parte onde eu havia parado.

  •            Depois que entrei no carro, me dirigi para a casa do meu namorado, o transito estava cheio, isso me irritava, mas eu me lembrei que os médicos falaram para mim não me estressar mais, mas com tudo isso acontecendo era impossível.
  •          Chegando na casa de James, encontrei a casa toda desarrumada, moveis no chão, copos quebrados “JAMES, JAMES” –eu gritava “CADE VOCÊ?” entrei em seu quarto não havia nada, entrei em todos os cômodos da casa não encontrei nada, decide procurar em seu quintal, fui até a piscina, encontrei seu corpo sobre a água , a água estava banhada de sangue “MEU DEUS, JAMES” –eu gritava e chorava ao mesmo tempo, eu me joguei na água e levei ele para fora dela, “O QUE FIZERAM COM VOCÊ? NÃO” –eu gritava e chorava ao me deparar que James estava morto,me deitei sobre seu corpo minhas lagrimas não paravam de escorrer, no entanto senti algo agarrar minha perna e me puxar para a água, a “coisa” estava me afundando, ela queria me matar também, eu sentia dor e agonia, eu queria respirar, essa dor era horrível, tentei varias vezes subir para a superfície, mas toda vez eu era pega e a “pessoa” me puxava pelo tornozelo, essa pessoa não largava, eu estava quase sem ar, então resolvi ser um pouco esperta e acertei um chute no rosto da “pessoa”, enfim consegui livrar minha perna das garras dessa pessoa, me joguei para trás com medo de ela pegar meu pé novamente, eu respirava ofegante olhando para os lados, me levantei mas cai, olhei para meu tornozelo, estava roxo e um pouco cortada, manquei até chegar em casa e peguei o primeiro telefone que avistei e disquei o telefone da policia e depois dos paramédicos. 
  •           Quando esperava os paramédicos e a policia eu tremia de medo, eu me virava para ver se tinha alguma coisa errada, na ultima vez que me virei a porta dos fundo estava aberta, congelei quando vi aquela cena, me virei e lentamente manquei até a cozinha e peguei uma faca, “Quem está ai?” –eu gritava mas ninguém respondia “Eu liguei para a policia, melhor sai de minha casa” eu estava armada com a faca na mão escutando barulhos, eu tremia eu estava realmente com medo “eu estou armada” eu olhava para os lados a procura da “pessoa”, nada “QUEM ESTÁ AQUI PORCARIA?” –eu gritava, eu já estava com raiva, minha respiração não se controlava, depois avistei um vulto correr pela casa “QUEM ESTÁ AI?” escutei algo cair no chão, olhei rapidamente para onde o som caía, eu avistei meu abajur no chão “quem fez isso?” –eu murmurei a mim mesma e depois senti algo cortar meu braço, eu gritei de dor, olhei para meu braço estava sangrando, “Seu maldito” –eu gritava, “Por que está brava?” escutei a voz de uma mulher “Quem está ai?” –eu perguntei ainda mais nervosa “Você não vai querer saber” eu olhava para os lados ainda com dor “Por que está fazendo isso comigo?” eu perguntava olhando para os lados a procura dessa mulher “Por que é divertido” eu franzi o cenho “Você é algum tipo de assassina?” ela riu de minha pergunta e depois ela jogo meu sofá na parede “PARE COM ISSO!” eu gritava desesperada “Por que parar se a diversão está recém começando?” eu estava tremula de tanto medo “Você quer me matar? Me mate” eu falei firme, por fora parecia que eu estava confiante sem medo algum, mas por dentro eu torcia para ela não me matar, eu estava com muito medo, de repente todas as luzes da casa se apagam “O que você fez?” perguntei a mulher “Você não te disse para eu te matar, é isso que eu vou fazer”, troquei a faca de mão ainda em posição de ataque e peguei meu celular e liguei a lanterninha e comecei a procura-la “APARECE!” eu gritava, “Não quero que você veja a morte te matando querida” “APARECE!” eu ignorava o que ela falava “Eu...”  “A.P.A.R.E.C.E” eu gritava interrompendo-a, “Então tá se você quer me ver , você vai!” ela gritou e daí eu vi uma mulher de cabelos pretos, muito pálida, gritando em minha frente, ela tinha caninos “Você é... vampira?” foi a ultima coisa que eu vi, depois só senti uma dor extrema em meu pescoço, essa dor era horrível, me queimava por dentro, depois só acordei em algum lugar desconhecido.
  •            Eu sentia uma coisa estranha em minha garganta, um tipo de ardência, eu me retorcia no chão, eu estava com cede, a dor não parava de aumentar, essa dor me queimava da cabeça até a ponta dos meus pés.
  •          “O que você fez comigo?” eu perguntei a mesma mulher da noite anterior, “Por que estou sentindo essa dor horrível”.
  •           “Eu sabia que estaria com cede, então trouxe um pouco de sangue, mais tome pouco para amanhã ter mais”
  •            “Eu quero sair daqui” eu ainda me retorcia no chão.
  •            “Você vai sair quando estiver cem por centro curada dessa cede” ela sorriu e saiu do quarto.
  •             “NÃO, ESPERA!” em um estante eu estava na frente da mulher “Como eu fiz isso?” 
  •             “Ah garota, me de um tempo, tenho negócios á fazer”
  •            “Espera, me explique, por que você fez isso comigo?”
  •            “Eu não sei, por isso tenho que sair daqui para poder saber, eu te conto tudo depois” ela disse me empurrando.
  •           Olhei ela saindo, depois que ela enfim saiu, eu me virei e vi o sangue no chão “Será que é mesmo bom?” pensei, corri até o sangue e bebi um pouco “É muito bom” eu murmurei mordendo meus lábios completos de sangue, olhei para meu tornozelo ele tinha curado, derramei mais algumas gotas do sangue em minha boca, eu queria parar mais não conseguia, então respirei fundo e fechei o sangue e guardei ele para mais tarde.
  •           Fiquei esperando pela mulher até escurecer e nada, de repente a minha porta abre eu olho rapidamente para a porta ela estava lá corri até ela, “Então pode me responder agora?” percebi que ao seu lado tinha um homem enorme “Quem é ele?”
  •          “Você está encrencada irmã” o homem falou.
  •          “O que? Por que?” eu perguntei confusa mas eles me ignoraram entrando em meu covil.
  •          “ Você matou ela, o chefe não vai ficar nada contente”
  •          “Eu não sabia o que ela era antes de eu a matar”
  •         “Morta?  Eu estou morta?”
  •         “De a ver outras delas espalhada aqui pelo mundo”
  •        “Sim, mas é muito difícil de se encontrar, e agora que você a matou...”
  •        “O chefe vai me matar” eu não entendia sequer nenhuma palavra que eles falavam.
  •        “ O QUE EU SOU” eu gritei e eles enfim me olharam o homem foi até em minha frente eu estava com um pouco de medo ainda. 
  •        “Você é a filha dos três poderosos vampiros, você é a filha de Devil”
  •        “Quem? Quem é ele? Por que eu estou aqui?”
  •       “Ele é o segundo filho mais forte e precisamos da filha, queremos o sangue dela como humana para tirar a maldição Solar”
  •       “O que é maldição Solar?”
  •       “É isso” a mulher abriu a cortina e o Sol foi em minha cara, isso me queimava.
  •       “FECHE ISSO” eu gritava de dor.
  •       “Viu? Precisamos do seu sangue como humana, mas como eu te matei precisamos de outra humana.”
  •       “Isso vai meio que impossível.”

  •      Querido diário.
  •     Depois de semanas presa com aquela mulher, enfim fui solta, e agora estou me controlando melhor e se eu sentir cede estou levando para tudo que é lugar comigo frascos de sangue, e essa semana vou na casa de minha prima Helena, na verdade vou morar com ela, vai ser difícil já que ela é humana mas se eu me controlar sei exatamente onde encontrar o sangue que eu guardei na casa de Helena, eu espero não ataca-la.
  •     Virei a pagina do diário de Lauren, mas não havia nada, eu acho que ela recebeu aquela caixa com o diário dela por que ela esqueceu em sua casa, e vai escrever mais por aqui.
  •      -Helena, eu vou no mercado e já volto –escutei Lauren gritando me assustei e como impulso corri até a parede e guardei o diário, abri a porta e gritei.
  •      -Tudo bem –me virei e encontrei Luca em minha cama, mas o que me assustou não foi ele e sim o cheiro que eu sentia, era forte, fui guiada pelo cheiro até o quarto de Lauren, era um cheiro azedo e forte, abri a porta não havia nada de mais em seu quarto, procurei mas em tudo que é local que eu procurava eu não achava, decide me jogar na cama –que cheiro é esse, de onde ele está vindo? –eu murmurava a mim mesma, depois senti o cheiro ficar mais forte, estava ali por perto, olhei debaixo da cama aumento um pouco, com raiva bati no colchão –Claro o colchão –exclamei a mim mesma, mas eu não tinha força para levantar o colchão parecia pedra –LUCA! –eu gritei e imediatamente ele estava ali todo preocupado.
  •       -O que houve?
  •       -Levanta o colchão?-pedi apontando para o colchão.
  •       Ele sem hesitar foi até o colchão e o levantou com uma mão, avistei uns frascos com algum produto vermelho dentro, me lembrei dá frase do diário “se eu sentir cede estou levando para tudo que é lugar comigo frascos de sangue” Peguei os frascos na mão e cheirei era dali que via o cheiro.
  •        -Minha prima é uma vampira –falei olhando para Luca.
  •  
  •                           14.Frente e Frente.
  •     Minha prima uma vampira? Meu Deus por que ela nunca me falou isso? Eu guardei o frasco que achei no quarto de Lauren debaixo do colchão e voltei para meu quarto e me joguei na cama, Luca veio logo atrás de mim e sentou ao meu lado na cama afagando minha cabeça, me enterrei em seus braços enquanto ele afagava minha cabeça o silêncio dominava até que Luca quebrou-o
  •       -Por que você disse que sua prima era uma vampira?
  •       -Abre minha parede ali –apontei  para a parede onde havia colocado o diário.
  •       Luca em um estante estava com o diário em suas mãos.
  •       -Lê a segunda página –olhei para minhas mãos estavam tremulas.
  •       -Ela é filha do Devil? –Luca disse com espanto.
  •       -Exatamente.
  •       -Se ela é filha de Devil,  ela pode nos ajudar Helena.
  •       -NÃO –eu aumentei minha voz – não quero minha prima envolvida nisso.
  •       -Mas ela faz parte do meu mundo.
  •       -Eu sei, eu ainda estou apavorada com isso, lê o ultima linha.
  •       -Eu posso te proteger.
  •       -Eu sei, mas se você não estiver aqui se isso acontecer?
  •       -Isso nunca vai acontecer, ela não mataria a própria prima.
  •       -Eu espero –escutei barulho da porta de casa –ela chegou.
  •       -Você vai conversar com ela? –Luca perguntou.
  •       -Vou –respirei fundo –tenta –finalizei.
  •       Me levantei da cama e guardei o diário dela no armário, Luca passou o braço em volta de mim afagando minhas costas.
  •        -Está com fome? –Luca perguntou descendo as escadas.
  •        -Agora que percebi, sim.
  •        -Olha que lindo o casal de pombinhos, vão querer comer algo? –eu ainda não olhava nos olhos de Lauren.
  •         -Sim, eu e a Helena estamos com fome, mas se quiser eu preparo...
  •         -Nada disso, vocês vão se sentar e deixa a chefe aqui fazer a comida, Helena –estremeci quando ela disse meu  nome –Eu sei que você está acostumada que Julieta não sabia cozinhar, mas comigo aqui em sua casa vai ter um monte de comidas gostosas –ela ria.
  •         -É eu sei –minha voz falhava .
  •         -Helena? Você está bem? –Lauren perguntou vindo em minha direção, eu me encolhia nos braços de Luca.
  •         -Ela está bem Sra. Fox.
  •         -Helena? –Lauren ignorava Luca, eu continuava a não responder –Por que você está assim ? O que eu te fiz?
  •         -O que você fez? VOCÊ FEZ TUDO –eu gritei e sai correndo para meu quarto.
  •         -HELENA? HELENA? ESPERA –Lauren gritava e corria atrás de mim, entrei em meu quarto e bati a porta, me joguei na cama.
  •       -Helena? Abre essa porta –Lauren falava e batia na porta.
  •       -Por que?
  •       -Eu quero saber por que você está assim.
  •       -ENTRA –eu gritei com raiva.
  •       -Agora  me explica por que está assim?
  •       -Senta ai –eu falei me levantando e fechando a porta –Lauren você está me escondendo algo?
  •       -Não...por que? –Lauren gaguejava.
  •       -Até onde vai continuar com essa mentira? –eu falei andando para um lado e outro.
  •       -Do que você está falando?
  •       -Ah, você sabe muito bem do que eu estou falando.
  •       -Então me explica, por que eu estou confusa.
  •       -Eu sei por que você queria aquela caixa, eu sei por que você veio me pergunta sobre aquela caixa, eu sei o que tinha naquela caixa –eu disse firme.
  •       -Você disse que não recebeu.
  •       -Eu menti, mas não vem com essa, por que você tem varias mentiras.
  •       -Me falava o que tinha na minha caixa?
  •       -Vulculo, fotos de pessoas com a cara riscada, sangue, e...isso –falei indo em direção da minha cama e peguei o diário –eu sei o que você é, Por que não me conto?
  •        -Era complicado.
  •        - Complicado? Complicado é um namoro que não da certo, isso não é complicado, era só ter me falado a verdade –minha você estava firme –Helena eu sou vampira –falei em uma voz de mulherzinha mal feita.
  •         -Helena me desculpa por não ter te contado a verdade, eu pensei que seria mais fácil assim.
  •         -Mas penso errado –ainda até a porta do banheiro e voltei –O que você sabe sobre o Devil.
  •         -Nada –ela gaguejou.
  •         -Lauren, eu preciso que você me conte.
  •         -Por que?
  •         -É uma longa história mas resumindo, tem um clã inimigo atrás de mim, Luca e Rob e eles vão matar todos se eu não entregar Luca e Rob a eles, e eu preciso de Devil, ele sim pode mata-los, então vai me ajudar?
  •         -Eu não sei muito sobre Devil... Os vampiros que me ajudaram falaram que Devil, atende todos os pedidos de sua única filha, que sou eu, e ele me deu esse colar quando eu era pequena –ela tirou de dentro na blusa –dentro dele tem um botão, e se eu aperta-lo provavelmente ele me escutará e me localizará.
  •         -Você tem certeza disso?
  •         -Não, eu acho que o botão não funciona mais.
  •         -E não dá para concertar
  •         -Certamente, mas eu nunca tentei.
  •         -Vou falar com Luca –falei saindo do quarto desci as escadas e avistei ele ali na sala, ele estava com uma cara tensa.
  •         -Você conversou com ela?
  •         -Ah, até parece que você não ouviu, vem me ajuda.
  •         -Tudo bem –ele se levantou e me acompanhou.
  •         -Lauren entrega o colar a Luca –falei a Lauren, ela rapidamente tirou o anel e entregou á Luca.
  •         -É uma relíquia antiga, eu acho que eu sei quem pode concertar.
  •         -Ótimo. –exclamei.
  •         -Então Lauren, como eu não senti sua presença? 
  •         -Como assim? –ela sorria, de repente seu sorriso se desfez –você é vampiro?
  •         -Sim...a Helena não te contou? –Luca olhou para mim.
  •         -Epa, eu esqueci –falei colocando a mão em minha boca –mas isso não importa –eu disse sorrindo.
  •         -Bom você não sentiu minha presença por que eu ando tomando vulculo e perfumes feitos para mim, que são de cheiros humanos, e isso disfarça meu cheiro de vampira.
  •       -Legal, bom pega –Luca falou arremessando o colar a Lauren, ele se virou para mim –vamos –ele disse esticando a mão á mim.
  •       -Onde? –perguntei sorrindo.
  •       -Eu não disse que ia me dedicar a você?
  •       -Claro –eu sorri pegando em sua mão –depois nós nos vemos Lauren.
  •       Descemos as escadas tranquilos.
  •       -Temos que falar á Rob que Lauren é vampira.
  •       -Depois...primeiro –ele disse fechando meus olhos com suas mãos –uma surpresa –ele disse sussurrando em meu ouvido, estremeci com sua voz perfeita.
  •       -Eu estou com medo –eu ri.
  •       -Não fique –ele riu.
  •       -Onde estamos? –eu sentia que estava pisando em gramas.
  •       -Logo você vai saber –ele riu maliciosamente.
  •       -Eu espero que seja bom –eu ri.
  •       -E vai ser, pronto agora você pode abrir.
  •       Quando abri meus olhos, estávamos dentro de uma floresta escura, rodeada de arvores e um monte de pétalas de rosas no chão espalhadas, e logo depois uma mesa com uma pano vermelho, duas velas, e uma comida deliciosa, tinha flores penduradas, era um local perfeito, eu quase chorei de emocionada.
  •        -Não tivemos nosso primeiro encontro ainda não é? –Luca disse sorrindo e pegando minha mão e me levando até a cadeira, puxou-a para eu me sentar, logo depois estava se sentando em minha frente.

        -Você que fez tudo isso?
  •         -Bom tive ajuda de Megan e Rosie-ele sorriu.

     -Só podia ter toque feminino -eu ri -mas você fez a comida ou foram elas também.
     -Não a comida fui eu -ele disse confiante de si mesmo.
     -Ai que medo -eu brinquei.
     -A para de fazer teatro e come -ele riu, assenti e dei uma garfada na galinha desfiada com um molho  muito delicioso, antes de colocar o garfo em minha boca percebi que Luca me fitava, eu ri um pouco  mas depois continuem com meu progresso de alimentação e engoli a galinha desfiada que por outro  lado estava maravilhosamente gostosa, no mesmo tempo arregalei os olhos e escutei Luca soltar uma  risada.
    -Meu Deus, isso é muito bom -eu sorri e continuei a comer.
    -Eu falei que eu sei cozinhar muito bem.
    -Nossa, como você sabe -eu continuei dar mais algumas garfadas até raspar o prato e me deparei como minha barriga doía, abracei minha barriga com minhas mãos.
    -Quer mais? -ele perguntou já sabendo a resposta.
    -Se eu quero mais? -eu ri -não, por favor -nós dois rimos -bom e agora? -perguntei aciosa.
    -Bom primeiro vou te ajudar a levantar -ele riu - e vou te levar para mais dentro da floresta e vou te mostrar um lugar muito perfeito, como um paraíso -ele sorriu maliciosamente.
    -Agora eu estou curiosa para ver esse paraíso -falei em tom de malicia, ele riu.
    Depois ele se levantou e ficou diante de mim e me colocou em seu colo, e fomos para mais dentro da floresta, eu sentia meu nervosismo eu não sabia o que me esperava por lá, Luca não correu, ele apenas caminhou como um humano qualquer faria, envolvi um dos meus braços em volta do seu pescoço e o outro deixei em seu peito de pedra maravilhoso.
    -Já estamos chegando? -parecia aquelas crianças quando estão viajando.
    -Calma Helena, quero que tudo fique perfeito, então se acalme e apreciei a paisagem -eu ri.
    -Acho que agora eu posso caminhar sozinha -falei tentando descer do seu colo mas ele não deixou e me contraiu mais contra seu corpo
    -Nada disso, hoje e sempre na verdade você é minha princesa, e deve ser tratada como uma -eu correi diante das palavras que ele havia dito.
    -Mas você não acha que eu sou muito pesada? -ele riu.
    -Helena, para mim você é leve como uma pena. -eu levantei uma sobrancelha
    -Jura? Então você pode me levar só com uma mão?
    -Com dedos também -ele sorriu.
    -Serio? Então tenta -eu sorria.
    -Não quero te machucar.
    -Você não vai me machucar.
    -Tem certeza?
    -Eu confio em você.
    -Tudo bem, mas se eu te machucar me avise na hora que eu paro -assenti, de repente ele me jogou para um dos seu braços me levantando com uma de suas mãos, aquilo não me machucava, aquilo na verdade era realmente muito divertido, parecia que eu voava, depois ele trocou a mão toda, com um dos seus dedos, eu comecei a rir e cai em seu colo.
    -Você está bem? -Luca perguntou preocupado, eu só ria.
    -Se eu estou bem? Eu estou ÓTIMA -coloquei enfasei na palavra ótima -foi muito divertido, parecia que eu voava -falei sorrindo.
    -Helena, eu amo ver você sorrindo, seu sorriso é muito lindo e perfeito. -na mesma hora eu sorri corando.
    Depois de algumas trocas de selinhos e beijos enfim chegamos aonde íamos.
    -Pronto -ele disse me colocando de pé -o que achou?
    -É muito lindo -o lugar tinha uma vista de uma cachoeira perfeita, uns passarinhos cantando, verde para tudo que é lado, pedras lindas, e bem ali perto eu avistei um arco-iris que se refletia na água, e por lá era muito abafado -aqui está mais abafado.
    -Sim, por isso tem uma cachoeira -ele olhou para mim.
    -Não, Luca, de jeito nenhum -eu falei cruzando os braços.
    -Por que Helena, vai ser divertido, já fez isso?
    -Na verdade não, mas é perigoso e além de tudo está frio nós vamos congelar.
    -Não vamos, essa aguá é quente, do jeito que eu sei que você gosta -ele falou puxando minha mão eu hesitava com medo -calma Helena só quero que você sinta a água e ver como eu não estou mentindo -eu assenti e fui com ele, aproximei meus dedos na água, e o garoto tinha razão a água era quente, eu fiquei balançando minha mão pela água morna, aquilo era maravilhoso, de repente vejo que Luca não estava mais ao meu lado, me levantei e fiquei olhando para vê se eu o achava, mas nada , só senti uma mão em minhas costas me jogando na água, quando consegui voltar para a superfície era Luca, esse maldito me paga, então pensei em fazer um teatro, e comecei a fingir que me afogava eu descia para baixo da água, eu balançava meus braços.
    -LUCA -eu caí na água engolindo-a -Eu...NÃO SEI NA...DAR -eu engolia a água e uma hora eu decide afundar, como eu tinha feito aula de natação, conseguia ficar debaixo da água por um bom tempo, depois só ouvi um estouro na água e senti os braços de Luca me envolvendo e subindo para a superfície.
    -Você está bem? Me desculpa eu não sabia -eu tossia para fingir.
    -Luca...Você me paga -falei afundando sua cabeça -eu ria, depois ele voltou para a superfície com uma cara surpresa.
    -Hein! Você me enganou.
    -Você também -falei me agarrando em seus peito e ele me envolveu em seus braços.
    -Sabe você fica linda, assim -ele sorriu.
    -Você também -eu sorri e ele me puxou para um beijo, tracei meus dedos em seu cabelo puxando-o para mais perto de mim, nossos lábios se contraiam de um jeito perfeito, seus lábios macios, seu corpo de atleta, mas fomos interrompidos pelo barulho da cachoeira, com o susto eu corei e comecei a rir e enterrei minha cabeça em seu pescoço.
    -Vamos ver como é lá dentro? -Luca falou apontando para um pequena caverna que tinha debaixo da cachoeira, assenti, ele me jogou em suas costas e eu me abracei em seu pescoço, ele nadou como um vampiro lindo nadaria, em segundo estávamos lá dentro, por lá tinha umas pedras penduradas no teto, e o quer era mais lindo era a cor era um azul perfeito, desci das costas de Luca, a gente ainda pisamos em uma água rasa, caminhamos até chegar em um lugar que era mais iluminado com um luz forte e azul.
    -Meu Deus, isso é lindo -falei girando.
    -Não mais que você -Luca falou sorrindo e me puxando para um beijo, e depois ele me girou e como ficamos tontos caímos no chão , ele estava em cima de mim, obviamente ele não caiu com todos seu peso em cima de mim, nós dois rimos, e depois nos envolvemos em um beijo romântico, ele se apoiava na areia, e eu estava envolvendo meus braços em volta do seu pescoço, eu afagava sua cabeça, ele sorria, e depois ele se levantou e me puxou pela cintura me conduzindo até o canto onde a luz azul refletia mais e se sentou e me puxou para seu colo, ele me aninhou em seu colo e afagava minha cabeça.
    -Luca isso tudo parece um sonho -eu sorria.
    -Parece mesmo -ele falou olhando para o lugar.
    -Como você descobriu esse lugar.
    -Quando eu ainda não tinha te conhecido, eu procurava um lugar que eu poderia ficar sozinho, que me acalmasse, eu estava andando de carro por ai, eu estava estressando, pela morte da minha irmã -meu coração apertou quando ele disse isso -então eu achei uma floresta, entrei nela e comecei a caminhar ainda estressado e triste, eu comecei a caminhar sem ter rumo, até que eu avistei essa cachoeira eu fiquei maravilhado com tudo isso que pensei que se eu mergulhasse eu me acalmasse, então decide pular na cachoeira e fiquei nadando, nadei até ficar em baixo da cachoeira e como eu pensei que tivesse uma parede para eu me escorar acabei caindo para trás e achando essa maravilha. -ele sorriu -Helena e agora que eu encontrei você, você me acalma, me mostra um mundo que eu sempre quis viver, um amor que eu nunca senti e nunca encontrei, Helena eu te amo. -percebi que Luca estava chorando.
    -Luca...Você está chorando? Pensei que vampiros não chorassem.
    -Acho que é este anel -ele falou.
    -Não pode ser -estiquei meu braço e tirei o anel de seu dedo, e suas lagrimas não tinham parado de escorrerem -Como isso pode ser possível?
    -Eu acho que é por que eu nunca me senti assim, nunca senti um sentimento tão forte como esse -eu sorri e corando, percebi que chorava também, me aproximei meus lábios nos deles e o beijei delicadamente, ele me abraçava, mas ele interrompeu com suas palavras -Helena eu to adorando tudo isso, mas temos que ir está ficando tarde.
    -Eu queria ficar mais -eu fiz beicinho, e ele aproximou seus lábios nos meus.
    -Outro dia nós ficamos mais -ele sorriu.
    Ele se levantou e me ajudou a levantar, caminhamos até a água bater em nossas cinturas e começamos a nadar até chegar aonde Luca havia me empurrado, ele subiu primeiro, eu como uma abobada, não conseguia subir, depois das risadas de Luca, ele me ajudou a levantar, e me carregou no colo como ela havia dito, eu era a princesa dele e ele era meu príncipe, ele em um estante já estávamos na porta de minha casa ele me colocou no chão de pé, mas como eu estava tonta com a "corrida" acabei levando um tombo e caindo de bunda no chão, o Luca rapidamente me segurou.
    -Você está bem? -Ele me analisou dos pés a cabeça e me ajudou a levantar.
    -Estou sim, só que é difícil me acostumar -cambaleei até a porta e a abri -LAUREN -gritei -chegamos.
    -Meu Deus, vocês estão molhados, por que? -Lauren se surpreendeu.
    -Eu e o Luca fomos nadar...
    -Nesse frio?
    -Calma, por lá estava muito abafado -eu falei subindo as escadas -Luca vem comigo, eu te empresto umas roupas.
    -Acho que as suas não ia servir em mim Helena -ele riu.
    -Não são as minhas, são as do meu pai seu idiota -eu ri e logo depois ele já estava ao meu lado, entrei em meu quarto, abri a ultima gaveta.
    -Todas essas roupas são do seu pai? -ele apontou para a gaveta repleta de roupas.
    -Sim.
    -Por que você guarda?
    -Recordação, se eu sinto saudades dos abraços dele, e do cheiro dele, eu pego uma camisa e abraço e sinto o seu cheiro tem dias que eu até uso -eu ri com as lembranças, estiquei minha mão e peguei um moletom que meu pai usava um monte, eu amava aquela moletom, peguei a calça de abrigo e uma cueca nova, que ainda estava na embalagem, rasguei ela e joguei uma cueca para o Luca.
    -Por que essa embalagem ainda estava lacrada? -Luca franziu o cenho.
    -Meu pai não teve tempo de abrir -fechei a gaveta me levantei e me virei para o Luca -Eu tomo banho primeiro, depois você -eu sorri, ele resmungou -qual é o problema?
    -Queria tomar com você -eu ri.
    -Outro dia, quando Lauren não estiver em casa -sorri e me dirigi até o banheiro.
    Peguei uma toalha e joguei em cima do box, liguei o chuveiro e esperei a água esquentar, demorou um pouco, eu já estava acostumada, enquanto a água esquentava, tirei minha roupa, eu percebi que tinha uns roxos em meu pescoço, como eu estava com uma blusa de gola, eu não tinha percebido, eu comecei a me assustar quando vi mais hematomas em cima do meus seios.
    -O que é isso? -murmurei.
    -Eu te avisei -me virei era Nathan, tapei meus seios, assustada.
    -O que você está fazendo aqui? -Perguntei assustada.
    -Se você não trazer Luca nem Robert, eu vou te machucar, veja você mesmo o que eu já fiz com você e eu posso fazer coisas piores -ele colocou seu dedo em meu pescoço -eu posso te matar, entendeu? Me traga Luca e Robert ou você já sabe.
    -SAI DAQUI -eu gritei.
    -O que houve Helena? -Luca perguntou entrando no banheiro, meus olhos estavam cheias de lagrimas, corri e abracei Luca, ele afagava minha cabeça -Helena, o que houve?
    -Nathan -baixei meus braços e mostrei a Luca os Hematomas -ele fez isso.
    -Já chega, eu vou matar ele -Luca se virou e estava indo em direção da porta mas segurei seu braço.
    -Não Luca, é isso que ele quer -as lagrimas continuavam a escorrer.
    -Helena ele está te machucando, eu não vou permitir isso.
    -Não, não vai, por favor -eu pedia a ele.
    -Helena...
    -Se você for você vai morrer e eu  não vivo sem você, se você morre eu morro.
    -Não Helena, não diga isso.
    -Se você for atrás dele eu...-olhei para os lados e avistei uma tesoura- eu me mato -me aproximei da bancada e peguei a tesoura e deixei ela diante de mim, com a ponta em direção do meu coração.
    -Helena, você não vai fazer.
    -Se você for eu me mato -eu repeti as palavras que havia dito minutos antes, eu estava mesmo convencida em me matar se ele fosse, eu não aguentaria viver sem ele, aproximei com rapidez a tesoura até meu coração mas Luca segurou minha mão, eu fazia força para tirar sua mão, mas ele era mais forte e jogou a tesoura para o chão.
    -Não Helena, eu não vou atrás dele e você também não vai se matar.
    -Promete? -meus olhos ainda escorriam.
    -Eu prometo, você sabe que eu faria tudo por você.
    -Então tá, mas se você for atrás dele eu não penso duas vezes e pego aquela faca e enfio em meu coração -Luca me puxou para um abraço.
    -Helena para de me deixar preocupada, tome seu banho eu vou esperar aqui na cama.
    -Não, não senta na cama -pedi a ele.
    -Por que? -ele franziu o cenho
    -Por que você está molhado -ele riu.
    -Ta bom, eu vou te esperar de pé -ele beijou minha testa -agora tome seu banho meu anjo.
    Assenti e fechei a porta e voltei a tirar a roupa, olhei a água estava perfeita, do jeito que eu amo, entrei debaixo da ducha, isso estava me acalmando, me fazia esquecer dos problemas, da dor, dos hematomas, eu não aguentava mas Nathan, eu queria de uma vez matá-lo, mas isso era impossível, primeiro por que eu sou uma humana e segundo Robert e Luca não são fortes o bastante para mata-lo.
    -Que droga -dei um soco na parede, me arrependi de ter feito isso por que me machucou -Ai, que droga, só estou me machucando hoje -murmurei acariciando minha mão machucada.
    Terminando o banho fechei o chuveiro e puxei minha toalha e enxuguei meu rosto, me enrolei na toalha e sai do boxe, abri minha porta e avistei Luca escorando na parede, eu sorri.
    -Já pode tomar seu banho.
    -Helena, você fica tão linda de toalha -Luca sorriu.
    -Obrigada -eu corei na hora -agora vá tomar seu banho -eu ri.
    -Claro mandona -ele andou até a porta e parou ao meu lado e aproximou seu lábios no meu ouvido e sussurrou -Linda -eu corei na hora, e depois ele continuou a andar até a porta, depois só escutei o barulho do chuveiro.
    Me olhei no espelho eu estava vermelha igual a um pimentão.
    -Como o Luca pode mentir assim? -perguntei a mim mesma.
    Depois peguei minha calça jeans justa e depois uma blusa roxa meio justa e meia larguinho que vinha até meus dedos, e depois coloquei meu tênis, peguei minha escova e penteei meu cabelo e peguei o secados e sequei-o um pouco, depois de algum tempinho ele ficou mais seco, ainda estava molhado, só que nem tanto, terminando, me olhei no espelho, eu estava com cara de cansada , mas eu não estava, meus olhos estavam vermelhos por causa do choro, tentei enxugar o máximo que conseguia, depois ouvi a porta do banheiro sendo aperta me virei era Luca, ele estava só de toalha, fiquei tonta com aquele corpo perfeito, eu corei na hora, me virei e continuei a me observar.
    -Se quiser pode olhar -Luca falou rindo.
    -Luca...se veste -eu ri junto a ele.
    -Pronto -ele disse me abraçando e beijando meu pescoço.
    -Luca, vamos para sua casa agora? Contar a Rob sobre Lauren?
    -Vamos -ele sorriu, me virei e peguei sua mão, descemos as escadas.
    -Onde vocês vão? -Lauren perguntou enquanto ela assistia televisão, ela estava comendo pipoca.
    -Vamos ir na casa de Luca.
    -Ah, claro que legal, tchau -Lauren nem presto atenção no que eu tinha contado.
    -Ela não prestou atenção no que eu falei -eu suspirei e Luca riu.
    -É eu percebi -chegando no carro de Luca ele abriu a porta para mim como de costume e logo depois já estava ao meu lado no banco do motorista.
    Não demorou muito para chegarmos a casa de Luca, saímos do carro abraçados chegando na casa, Rob nos avistou e saiu correndo em nossa direção.
    -Eu já sei o que ela é...
    -Vampira -finalizei.
    -Ela é? Eu ia dizer mulher -ele riu.
    -Rob -dei um tapa em seu ombro.
    -Ai, isso doeu - Rob disse passando a mal no seu braço, fiz cara feia - tá não doeu, mas como assim ela é vampira? -Rob disse se virando e se sentando no sofá.
    -Sabe aquele diário? -Rob assentiu -Então nele contou tudo sobre a transformação dela, e depois eu achei em seu quarto frascos de sangue, e também ela admitiu tudo, e o mais incrível é...-eu fiz suspense.
    -O que?
    -Ela é a filha do Devil.
    -Meu Deus, e como ela morreu?
    -Uns vampiros pegaram ela...
    -Para poder ter o sangue da filha dos vampiros mais poderosos do mundo, só que um deles provavelmente mordeu ela sem saber quem ela era...
    -É isso mesmo, como você sabia?
    -Palpite, por que sempre é assim, ou não, mas agora eles estão a procura de outra filha...
    -Mas eles falaram que isso seria muito difícil.-eu expliquei a Rob
    -Ou não.



                             15.A procura de Devil

  • Depois da conversa com Rob, eu e Luca fomos para seu quarto, chegando lá me sentei na cama.
    -Luca, precisamos concertar o colar de Lauren, liga para seu amigo ai.
    -Tudo bem -ele esticou o braço para sua mesa e pegou seu celular e discou um numero -Alô Edward? Ah me desculpa, Dr. Edward -eu soltei uma risada -eu preciso de sua ajuda, sim na minha casa por favor, vou te esperar.
    -Quem é Edward?
    -É um homem que concerta relíquias antigas, ROB-Lucas gritou.
    -Me chamou? -Rob já estava na porta.
    -Sim, vá na casa de Helena e busque Lauren, rápido.
    -Rápido é comigo mesmo -Rob piscou e correu.
    -Você acha que o homem vai conseguir concertar?
    -Sim, mas se não, ele não vai parar até conseguir
    -Por que? -franzi o cenho.
    -Ele é fascinado pelo seu trabalho e se não consegue deixar seu cliente contente, ele vai persistir até conseguir.
    -Ele então é persistente.
    -Exatamente -Luca sorri torto.

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