quinta-feira, 12 de julho de 2012

7. Jerry


                              4.Jerry

              
Entrei em casa, arrumei a casa, estava animada hoje, terminei tudo quando minha mãe chego.
-Oi mãe –falei sentada no sofá olhando TV.
-Nossa, veio a faxineira aqui? O que houve?
-Ué, resolvi arrumar a casa –sorri e me bocejei – vou indo dormir, te amo –me levantei e subi as escadas, entrei no banheiro, fiz minas higiene, e voltei para o meu quarto e me deitei na cama e adormeci.

Acordei disposta para o outro dia, me arrumei, penteei meu cabelo, e desci até a cozinha preparei meu café da manhã, era torradas com suco de laranja, terminado de comer, peguei mina mochila e sai de casa, Luca já me esperava ali fora, sorri e caminhei até ele e o abracei e beijei, entrei em seu carro e partimos até a escola, Chegando na sala de aula com Luca, sentei-me ao lado de Luca
               -Helena, foi nessa aula de Quimica  que nós nos conhecemos.
               -Você se lembra?
               -Obvio,como eu ia esquecer o melhor dia da minha existência?!
               -Você é muito lindo sabia?
               -Sim.-ele me puxou e me beijou suavemente , quando o professor bateu com a régua na nossa classe.
               -Sala de aula não é lugar de se engolir vivo, Senhor e Senhora Monroe.
               Eu acho que corei ,morri de vergonha quando ele falou Senhor e Senhora Monroe,imagina? Eu casada com Luca, enfim a aula acabou e fomos para os nossos armários.
               -Qual é a sua próxima aula?
               -Artes.-sorri.
               -Ah.- ele choramingou.
               -Que foi?-afaguei seu cabelo perfeito.
               -Vou sentir saudades.
               -Eu também.-aproximei meus lábios nos seus tracei meus dedos em seus cabelos puxando-o para mais perto de mim,ele também me puxava e me apertava contra ele , sentia seus músculos se contraindo contra meus peitos.
               Ele se afastou.-como de costume.- Vá para aula.
               -Tudo bem.-mordi meus lábios.
               Chegando na sala vi Robert sentado na nossa classe ele estava muito mais sexy que Luca.-eu tinha que admitir isso.
               -Oi Robert.-sorri , eu estava muito feliz de ver Robert , ele era muito importante,me fazia feliz.
               -Oi Srta Monroe.-ele riu.
               Me Sentei ao seu lado,seu cheiro era muito bom.
               -Então o que vamos pintar hoje?
               -Qualquer coisa,ah mas eu queria que você fosse lá em casa hoje e trouxesse seus materiais de pintura.
               -Agora estou curioso,pena que não posso ler sua mente e nem te hipnotizar para me falar a verdade.-ele riu.
               -Você pode ler mente e hipnotizar as pessoas?
               -Ler mentes não foi só um jeito de falar, mas hipnotizar sim.-ele sorriu.
               -Como Funciona?
               -Funciona o que?
               -Esse negocio de hipnotizar as pessoas,pode fazer isso com qualquer pessoa?Toda sua  familia pode?-Me senti uma boba com essas perguntas
               -Não,só eu, hipnotizar,sim eu posso hipnotizar qualquer pessoa,menos você.
               -Eu?Porque?
               -Não sei mas hipnotizar eu nunca tentei.
               -Então lá em casa,você pode tentar?
               -Será adorável.
               Quando acabou a aula Robert,-de costume-me levou para a minha casa.Entrando em casa falei:
               -Fica ai na sala,que eu já volto.   
            Ele assentiu,subi as escadas e peguei os materiais de pintura,desci as escadas cheia de  coisas e acabei tropeçando e cai,mas antes de eu rolar a escada toda Robert conseguiu me pegar pela cintura.-nossos olhos se encontraram e ficaram se fitando por minutos,era como aqueles filmes românticos,quando o olhar de um homem e uma mulher se encontram e eles de beijam, mas não podia beijar ele, nunca.
            -Vou te levar até o sofá.-num piscar de olhos já estávamos no sofá juntos.-tá doendo aonde?
            -Um pouco na testa.
            Ele aproximou seus lábios na minha testa –seus lábios eram tão macios e vermelhos.
            -Melhorou?-ele riu.
            -Claro.-eu sorri- bom vamos lá então,me hipnotize.-ele riu.
            Ele se levantou e me colocou em sua frente e então seus olhos cinzas mudaram para um azul bem claro e suas pupilas diminuíam e aumentavam e veio umas pequenas veias.Ele estava olhando bem profundo.
            -Você vai me trazer um copo de água agora.-Eu não me mexi,pelo estranho que parece seus olhos estavam muito lindos.
            Ele voltou ao normal.
            -Viu?Eu não consegui fazer isso contigo
            -Adorei isso,mesmo você não conseguindo –eu ri- Bom agora vamos pintar algo?
           -Adoraria. -ele sorriu maliciosamente.
           -Então fica ai na frente, vou te pintar -sorri, peguei meu quadro de pintura e a posiocinei em sua frente e comecei a pintar cada traço lindo e perfeito de seu rosto delicado.
           -Posso ver?-ele pediu.
           -Não ria.
          -Está ótima. -ele riu.
          -Fala serio. –dei um soco em seu braço.
          -Eu to falando serio.
          -Agora é a minha vez.
          -Tudo bem.
          Ele me pintou,seu desenho era muito perfeito.
         -Você desenha muito,já está me humilhando – me sentei de cabeça baixa.
         Ele levantou minha cabeça –ele estava a centímetros dos meus lábios,nós nos fitamos.
         -Helena eu sei que você é péssima.
         Joguei uma almofada em sua cara.
         -Hein,mas é verdade.
         Eu fui para dar um tapa no seu braço mas ele segurou meu braço.
       -Não é melhor ir para o puxão de cabelo?-ele riu.
       -Então ta –puxei-o pelo seu cabelo para o sofá.Ele acabou parando em cima de mim.-Ah não eu conheço essa cara –Ele começou a fazer cócegas em mim,eu tentava empurrá-lo,colocando minhas mãos em sua barriga, mas eu era frágil de mais.
        Ele então saiu de cima de mim.
        -Eu to com fome.–falou ele colocando a mão na barriga.
        -No armário tem um saco de salgadinhos pega um.-me sentei com os braços envolvendo minhas pernas.
        -Você vai ficar aqui para dormir?
        -Obvio...ah não.
        -Porque?
        -Luca,ele vai vir dormir contigo.
        -Ele ta vindo não é?
        -Sim,já vou.-ele foi indo para a porta,puxei seu braço.
        -Não,sinceramente eu queria que você ficasse.
        -Eu também,mas já vou indo.-ele puxou minha cintura e aproximou seus lábios na minha bochecha.-Tchau.
        Me joguei no sofá,com alguns salgadinhos,quando Luca entrou pela janela,ele me abraçou pelas costas.
        -Oi meu amor.-disse ele beijando minhas bochechas.
        Ele se mudou de lugar e se sento do meu lado.
        -Eu tava pensando,quero que você conheça minha família.
       -Serio?Não acha que...
      -Não,não vai acontecer nada de mais,quero que você conheça minha família Helena.
      -Mas,se eles não gostarem de mim?Me acharem muito humana?!
      -É isso que eu mais gosto em você Helena,e você vai continuar assim meu anjo.-ele me envolveu em seus braços , estava procurando seus lábios , encontrei-os e aproximei os meus em seus lábios gelados e macios.Quando ele não me afasta minha mãe atrapalha.
      -Oi filha –disse ela abaixando a voz.
      Nós nos separamos rapidamente,ele estava rindo,dei um tapa nele.
      -Oi mãe.
      -Desculpa atrapalhar vocês –ela reprimiu um riso.
      -Tudo bem,mãe.
      -Eu já vou subir e dormir.
      Quando ela subiu,me enterrei no sofá,morta de vergonha.
      -Que vergonha –sussurrei.
      Ele me abraçou.
      -Bom –fui me levantando – Vamos dormir?
      -Claro –ele riu.
      Ele pegou minha mão e subimos juntos as escadas até meu quarto,fui até meu banheiro,coloquei meu blusão velho do ursinho Pooh e mais uma calça velha e escovei meus dentes,fui dormir.
      Ele se deitou ao meu lado e eu me enterrei em seus braços,seus braços musculosos e perfeitos. 
      Me levantei e olhei para meu quarto vazio,Luca não estava lá,estranhei,e avistei uma carta dele.
           Helena
Desculpa te deixar sozinha,não queria,você não sabe como é bom eu ficar com você.Mas para você não se sentir sozinha,Robert está indo ai.
     Luca
     Senti algo tapar meus olhos.
     -Advinha quem é?-sussurrou Robert.
     -Não sei,tem alguma dica?
     -É um vampiro muito sexy.-ele riu.
     Tirei suas mãos do meus olhos,me virei contra ele.
     -Está com fome?-perguntou ele.
     -Sim
     -Então vamos descer e comer,vou te esperar no carro.-Ele sorriu.
     Me arrumei rápido,coloquei uma blusa branca e uma calça jeans marrom e um tênis e casaco marrom.Desci as escadas,correndo,queria encontrar Robert novamente.
     Chegando lá não encontrei ninguém,estranhei porque era para Robert estar ali,fui olhar nos fundos,nada,abri a porta da frente nada.
      -Robert!Cadê você?-gritei.
      -Helena
      -Onde você ta?-gritei.
      -Corre,Helena.-gritou ele.
      -Correr?Correr para que?
      Ele não me respondeu,entrei em casa assustada e tranquei as portas e janelas,me joguei no sofá muito nervosa,comecei a escutar janelas quebrando –meu coração estava acelerando muito – subi as escadas curiosa,o barulho via do meu quarto,espiei de leve era um homem desconhecido brigando com Robert,mas Robert estava perdendo,eu não aguentava ver aquilo,depois eu vi que o homem pegou uma vareta e ia cravar no coração de Robert matando-o,quando vi aquilo me joguei em suas costas.
      -NÃO!-sai correndo gritando.
      -Helena saia daqui.
      -Não.
      -Helena você vai morrer.
      -Prefiro morrer do que deixar você morrer.
      -Não me salve.
      Antes de poder responde o homem me jogou contra a parede,eu voei contra a parede  batendo nos meus quadros.Minha respiração estava ofegante,minhas costas doía muito,ele só podia ser um vampiro para ter toda aquela força,ele estava vindo perto de mim,eu tentava me arrastar para trás mas não tinha força que me restava.
      -Menina insolente.-disse o homem - vou te matar.-disse ele gritando.
      Ele me segurou pelo pescoço e me atirou ao chão,e pegou sua estaca.
      -Eu posso te matar rapidamente,mas vou fazer com dor.
      Mexia minha cabeça para os lados,tudo doía ,meus pescoço,minhas pernas,minhas costas,não aguentava aquela dor,se era para passar aquela dor ,preferia morrer.
      -NÃO.-escutei a voz de Robert gritando,ele deu um chute no homem e ele vou contra a parede –É eu que você quer,não ela.-Robert agarrava o homem e o jogou contra a janela,eu estava no chão tonta,Robert chegou perto de mim me levantando.-Vai ficar tudo bem.
       A única coisa que eu vi ante de morrer foi seu rosto perfeito, toquei seu rosto e depois só vi preto, sentia muita dor, ardência ,não aguentava mais tudo quilo.

      Só ouvia a voz de Robert falando com o medico desesperadamente a única coisa que percebi era que ainda estava em seus braços, ele falava para ele salvar minha vida, fazer tudo que podia , que eu era muito importante para ele. Depois daquilo não escutei mais nada, ficou tudo mais preto do que já estava.

      Agora eu conseguia ouvi as pessoas mas ainda não via nada, não tinha força para abrir os olhos, só ouvia a voz de Luca ele falava:
      -Onde está Helena?
      -Ali dentro.- Respondeu Robert num tom tristonho
      -Ela está bem?
      -Não sei, não acordou desde ontem.
      -Não deveria ter a deixado sozinha.
      -Não foi sua culpa. Tinha um vampiro na casa.
      -O que? E você deixou ele atacar Helena?-Só ouvi um barulho, parecia uma pessoa batendo na parede, conclui que era Luca, ele deve ter empurrado Robert na parede com raiva. 
       -Eu não podia fazer nada, ele me atacou , eu a avisei para ficar longe, ele ia me matar ,eu queria que ele me matasse ao invés dela.
       -Você , você é o culpado. -Disse Luca gritando.
       -Eu? O vampiro estava atrás de você e me atacou pensando que era você, eu ia morrer por você.
       -Eu vou entrar lá.
       -Você não vai querer ver aquilo
      Eu só ouvi uma porta se abrir e ouvi sua voz perfeita. Ele encostou seus lábios na minha testa e segurou minhas mãos.
      -Você vai ficar bem meu amor.
      Eu queria responder falar eu estou bem ,garantir a ele para não se preocupar.
      -Eu não acredito que deixei você assim.
      “não, não foi sua culpa” era o que minha mente gritava.
      -Eu não sei o que eu vou fazer sem você
      -Você tem que sair. -ouvi a voz grossa de um homem.
      “não, deixei ele aqui!” eu pensava.
      -Não consigo. –respondeu ele. –Posso passar a noite aqui?
      -Se ela não acordar até amanhã sim.
      Ouvi o som da porta se fechar. Luca se aproximou de mim, conclui isso por causa de sua respiração
      -Você vai ficar bem, você vai. –Ele me beijou , esse beijo foi suave mas um pouco tenso, eu não queria que Julieta soubesse disso, ela ia chamar um guarda-costas para mim ou ia tentar matar Luca.
      -Espera um pouco, Robert venha aqui. –gritou Luca.
      -O que foi?
      -Escuta isso? É o coração dela.  Tá batendo , ela está viva.
      -Isso é muito bom, mas então ela tá inconsciente. Daqui a pouco a mãe dela vai ligar.
      -Ela tem que acordar antes disso.
      Passou algumas hora –eu acho não tenho certeza – eu estava conseguindo abrir meus olhos, abri uma fresta eu vi uma luz forte diretamente em meus olhos , fechei-os rapidamente.
     -Luca? –minha voz estava fraca e baixa.
     -Helena, Helena você está bem, fiquei tão preocupado.
    -Pode...diminuir a luz? -mina voz falhava.
    -Claro. –A luz ficou mais fraca , consegui abrir meus olhos , bem devagar.
    -Cadê Robert?
    -Na sala de espera. –Luca se levantou e colocou as mãos no bolso da calça –Eu não acredito que ele fez isso comigo.
    -Robert não fez nada com você.
    -Ele quase te matou.
    -Não foi culpa dele, se não fosse ele eu estaria morta agora, ele salvou minha vida.
    -Eu não vi por esse lado.
    -Pode chama-lo –minha voz estava fraca.
    Luca o chamou, Robert entrou na sala todo preocupado
    -Helena, finalmente acordou, fiquei tão preocupado, porque você fez isso comigo?
    -Ele ia te matar, não podia viver sem você-percebi que Luca bufou. Ignorei.
    -Mas você é diferente de mim, eu posso morrer você não.
    -Não fala isso, você faz parte de mim agora.
    -Helena você é apenas uma humana, eu poderia matar ele, se ele te matasse, ele quase fez isso, você não se curaria fácil.
    -Eu faria tudo de novo.
    -Mas não vai fazer, eu não vou permitir-falou Robert com firmeza.
    Levantei-me da cama e abracei meus joelhos.
    -Eu já estou bem, quero ir para a casa.
    -Vou falar com o Doutor – falou Robert.
    Robert saiu da sala, fiquei fitando Luca.
    -Fiquei muito tempo desacordada?
    -Dois dias.
    Levantei-me e cambaleei até Luca. Peguei suas mãos.
    -Você está bem?
    -Estou. -franziu a testa.
    -Eu sei que você não está bem. Conte-me, qual é o problema?
    -O vampiro que quase tirou sua vida. Você tem que me falar como ele era.
    -Eu não...
    -Helena, eu preciso saber como ele é, para matar-lo.
    -Não, você não é assim, você não vai matar-lo
    -Por quê?Se ele quase tirou sua vida.
    -Ele é diferente de você.
    -Eu deveria me vingar. -ele virou o rosto.
    -Não você não deveria você é melhor que ele. -virei seu rosto.
    -Mas,você quase morreu...
    -Mas eu não morri –respondi com firmeza.
    De repente Robert entra na sala.
    -Você pode já ir embora,só tem que assinar algumas papeladas -Robert falou entrando no quarto.
    -Claro,eu vou lá assinar as papeladas.
   Quando sai Luca estava fitando o chão ,eu fiquei preocupada se o Luca ia fazer alguma bobagem.
   -Olá Helena Fox?
   -Sim,aonde eu assino as papeladas?
   -Que papelada?
   -Ué não veio um homem alto, musculoso?
   -não,senhora.

  -Droga - sussurrei, sai correndo até meu quarto.- Como pude ser tão burra –chegando no meu quarto Luca e Robert não estavam mais lá.-droga - precisava sair dali,eu não acredito que Luca ia fazer aquilo,mesmo eu pedido para não fazer.
  Sai correndo do prédio, mas fui esbarrada por dois seguranças enormes de peles morenas,eles eram muito grandes.
  -Desculpa moça, mas você não pode sair.
  -Por quê?-eu gritava.
  -Você não recebeu alta.
  -Como?O que?-Estava com falta de ar.
  -Moça, você só pode sair se estiver recuperada.
  -Mas eu estou bem, não vê?
  Ele levantou uma sobrancelha, acho que escabelada e gritando não iria parecer que eu estava bem.
  -Por favor é importante, eu preciso sair.
  -Acho que não.
  Revirei os olhos.
  -Tudo bem –sorri ironicamente bem, caminhei até meu quarto,eles estavam me encarando, sai correndo para o outro corredor, procurando por outra saída não achei corri muito eu ouvia os homens correndo atrás de mim, quase tropecei quando fui entrar em uma sala, eu fiquei espionando os homens que estavam me procurando,me aliviei quando eles desistiram, sai cuidadosamente da sala, revistei o corredor por onde os homens passaram, estava tudo livre, me virei para sair e acabei batendo em um garoto, levantei minha cabeça, era ele... o vampiro que quase tirou minha vida.
  -O que você está fazendo aqui?-Eu falava ofegante.
  -Você ainda está viva... -bufou ele 
  -Você ainda não me respondeu.
  -Primeiro eu estava atrás de Luca, mas agora eu quero você, percebi que você é muito especial para ele, e ele daria a vida dele por você.
  -Você não pode me machucar.
  -Posso sim.
  -Como?-me arrependi de perguntar aquilo.
  Ele pegou meu pescoço e começou a apertar ele, eu não conseguia respirar , eu me rebatia, aquela dor era horrível , mas tudo acabou quando ele me jogou no chão, eu estava com muita falta de ar e passava minha mão no meu pescoço, ele via para perto de mim eu mexia minha cabeça para os lados e me arrastava para trás.
   Ele me pegou pelas pernas,a circulação do meu sangue desceu para minha cabeça, eu tava completamente tonta.
   -Você vai morrer agora.-disse ele.
   Ele me jogou contra a janela , eu cai 2 andares, senti uma dor horrível olhei para o meu corpo, era minha perna eu tinha a quebrado, minha perna estava cheia de sangue, passei minha mão para ceder o sangue,fiquei enjoada, o vampiro pulou a janela e olhou para minha batendo palma.
   -Que beleza –exclamou ele – você sozinha e desprotegida, vou acabar com você.
   Ele pegou minha mão cheia de sangue e a cheirou, passou seus lábios na minha mão, eu sentia muita dor, mas consegui pegar um caco de vidro no chão e cravei em sua cabeça, ele caiu de lado com a mão na cabeça , me levantei dificilmente e manquei com muita dor até uma parte mas o vampiro pulou por cima de mim e começou a me pressionar no chão.
   -Santo Deus –gritou uma mulher. – saia de cima dessa menina.
    Ele se virou para a moça e grunhiu , eu vi algo cair no chão, acho que aquela mulher desmaio.
    -Por favor não faça nada com ela.
    -Primeiro vou te matar e depois cuido dela.
    -Não, ela é só uma mulher trabalhadora , ela não fez nada para você.
    -Cala a boca – ele pressionou meu rosto mais no chão, doeu muito, eu não aguentava mais.
    -Isto está entediante demais, vou te matar agora.
    -Não! – eu gritava – Socorro!
    Eu senti seus dentes encostando no meu pescoço,pressionei meus olhos.
    Mas não doeu, como Luca falou , não ardia, depois percebi que ele não estava mais em cima de mim.
    Passei os dedos em meu pescoço, não tinha sangue nem nada.
    Revistei o local e encontrei Robert.
    -Robert – gritava.
    -Helena?Helena , vou te salvar.
    Fiquei muito feliz em escutar a voz de alguém que eu conheço.
    -Luca cuide dele.
    Luca?Eles estava aqui.
    -Helena?Cadê você? –Robert gritava.
    -Aqui –minha voz falhou.
    Escutei passos vindo em minha direção.
    -Ai ta você –disse Robert me pegando no colo –Meu Deus o que ele fez com você?
    -Me leva para o...hospital –minha voz estava muito fraca.
    -Calma Helena mantenha os olhos abertos, Helena!
    Depois disso só vi preto tudo completamente escuro, a escuridão me dominava, a dor era horrível, tudo doía, ardia.
    Era exaustivo e doloroso lutar contra aquilo, eu não ia aguentar eu era apenas humana , uma humana frágil e fútil, não tinha mais que a força humana.Se eu deixasse a escuridão me tomar Luca,Robert,Julieta todos que eu amava eu faria os sofres.Eu estava lutando contra a escuridão, era muito difícil resistir.A dor me dominava, não conseguia gritar.Estava igual da outra vez só que agora era mais serio,mais doloroso.


    Estava acontecendo a mesma coisa que antes, eu não conseguia abrir meus olhos, a dor era inevitável. Eu escutava umas vozes “acorde Helena, tudo vai ficar ótimo”,”anda, vamos” .
    Era possível eu não acordar mais, desta vez era totalmente diferente, a dor era diferente, quanto mais as horas se passavam mais minha dor aumentava.
    -Helena! Helena, pode me ouvir?
     Era Luca falando comigo, eu queria responder que sim, mas minha dor iria gritar.

     Poderia ter se passado semanas ou dias, mas a dor nunca diminuía. Eu queria abrir meus olhos, mas não conseguia, não importava o esforço.
     -Luca –disse Julieta- Você pode ouvir o coração dela?
     -Eu não tinha pensado nisso -houve um silêncio- o coração, está batendo!
     -Ela está viva? –perguntou Julieta.
     -Provavelmente. –respondeu Luca.

     Por um milagre a dor está diminuindo, não ardia, nem doía tanto como antes.
     Consegui mexer meus dedos, Luca tocou neles.
     -Heleno amor, você tá ai?
     Eu consegui mexer minhas mãos até encostar nas do Luca.
     -Helena, amor, você pode me responder?
     Abri uma fresta dos meus olhos, doía um pouco, depois consegui abrir totalmente.Olhei pelo canto dos olhos, Luca estava do meu lado.
     -Helena?Helena você está bem?
     -Luca –minha voz falhou.
     -Calma, você tem que descansar.
     -Onde está Julieta? –minha voz estava fraca.
     -Dormiu na cadeira.
     -Ela está bem?
     -Ótima e você? –Ele estava muito preocupado.
     -Luca...-minha voz falhava- posso dormir?
     -Claro vou ficar aqui. –disse ele apontando para a cadeira ao lado
     Assenti. Ele se sentou, fitando-me preocupado. Fechei meus olhos e tentei dormir, mas era difícil, minha perna doía muito, tentava não me concentrar na dor.
     Dormi dificilmente, acordei com dor – um pouco, melhor que o dia passado- abri meus olhos suavemente, mexi minha cabeça procurando um rosto conhecido, me virei e minha mãe estava sentada do meu lado.
     -Bom dia querida – minha mãe sorriu.
     -Oi-sussurrei.
     -Você está melhor?
     Assenti, falar era ruim para mim.
     -Não quer falar comigo? Ainda está com raiva?
     -Não, só tenho dor-minha voz falhava.
     -Então vá dormir.
     Mexi a cabeça para os  lados.
     -Como está minha perna? –minha voz estava fraca.
     -Bem, só quebrada.
     -Onde está Luca?
     -Ali -ela apontou para a cadeira.
     -Luca? –minha voz transmitia dor.
    -Sim? –fiquei feliz em ouvir sua voz.   
    -Mãe.
    -Tudo bem, mas já volto. –minha mãe saiu do quarto.
    -Luca, cadê o vampiro?
    -Helena -ele levantou-se e veio até mim e sentou-se na cama- ele fugiu.
    -Fugiu como?
    -Robert estava lutando com ele, mas Jerry, acertou-o com um...machado. –sua expressão era horrível, se ele pudesse chorar ele choraria.
    -Cadê ele?
    -Helena –sua voz soou com dor.
    -Ele morreu?
    Ele assentiu. Como ele morreu, se ele era imortal. Não ele não. Minha mente gritava de dor. Senti as lágrimas escorrerem pelo meu rosto, eu era culpada, eu merecia morrer.
   -Eu devia ter morrido. –falei.
  -Não Helena, não fale isso –ele segurou meu rosto e enxugou minha lágrimas.
  -Mas é tudo minha culpa, sempre foi.
  -Helena, não é sua culpa.
  -Porque? Por que eu não morri? Preferia morrer a ter essa dor horrível.
  -Eu lamento muito que eu esteja causando tudo isso.
  -Luca...
  -Escuta, Helena eu que fiz isso com você. Jerry estava atrás de mim, e ele te machucou por minha culpa. Me perdoa?
  -Luca –levantei minhas mãos em seu rosto- pare de falar isso.
  -Helena, eu te amo muito.
  -Eu também te amo, mas eu acho que já estou bem para ir para casa.
  -Vou falar com o médico, pedir para ele te dar alta. –ele beijou minha testa e saiu do quarto.
  -Filha podemos conversar? –disse minha mãe entrando no quarto.
  -Claro.
  -Eu sei que você foi ataca por um vampiro, e quero que você fique longe de Luca.
  -Mãe...
  -Filha é para seu bem.
  -Bem? Você nem sabe que é bem. Você quer me separar da única coisa que me faz feliz nessa droga de cidade, nessa droga de vida?
  -Filha, eu sei o que é bom para você, e o Luca não é bom para você.
  -Como você sabe? Você nem me conhece. –bufei.
  -Ele vai te machucar, ele é o seu perigo
  -Meu perigo? Ele me protege do perigo.
  -Não é o que parece –ela atacou.
  -Mãe você não vai me separar dele.
  O silencio dominou, eu não acredito que minha mãe queria me separar de Luca, ela queria controlar minha vida, ela devia fazer o que é bom para mim, mas ela está fazendo o contrario.
   -Helena você recebeu alta – Disse Luca entrando no quarto.
   Assenti, estava feliz e triste, feliz por sair finalmente sair daquela cama deprimente e triste por Robert. Me levantei da cama, no começo fiquei tonta, fazia dias que não comia e nem bebia sentei na cama, dificilmente me levantei, quase cai mas Luca me segurou.
   -Você está bem?
   -Estou, só um pouco tonta.
   -Cinco dias sem comer nem beber é difícil –brincou ele.
   -Cinco dias? Nossa.
   Caminhei mancando dificilmente até a sala de espera.
   A  moça me chamou para fazer os últimos exames. Ela colocou uma tala na minha perna, era desconfortante mas melhor que ficar naquela cama.

Nenhum comentário:

Postar um comentário