- eu fechei meus olhos e sentia o vento em meu rosto e empurrando meus cabelos.
- -Chegamos -Luca falou, desci de suas costas e abri a porta, ela estava trancada.
- -LAUREN! -eu gritava -ABRE ESSA PORTA -ninguém respondeu, estranhei, Luca me empurrou cuidadosamente para o lado e empurrou a porta com o pé, analisamos toda sala, então nos separamos, eu fui para o segundo andar e eles dois ficaram no primeiro, eu procurei por todos os quartos, primeiro fui no seu quarto, lógico, não havia nada, só avistei uma estaca no chão, franzi o cenho, depois pensei -claro -murmurei e sai correndo para o banheiro -NÃO! -eu gritei e me joguei no chão ao lado de Lauren que estava no chão com uma estava enfiada na barriga, agarrei ela no mesmo estante, tentei com toda minha força para tirar mas Lauren agarrou meu pulso, me assutei tentei tirar minhas mão só que ela os segurava com força.
-Helena, me deixei EU MEREÇO MORRER- ela gritou.
-Não você não merece, Lauren eu vou te ajudar! -eu lutava contra sua força
-Helena, eu tenho que morrer, me deixe -ela me pediu, obviamente eu neguei.
-Lauren, você não pode morrer! -eu ainda lutava contra sua força.
-O que houve aqui? -ouvi a voz de Luca na porta.
-ME AJUDA -eu gritei, com os olhos cheios de lagrimas.
-HELENA! não! -ela continuava a gritar
-Luca segura os braços dela que eu retiro a estaca.
-EU.DISSE.NÃO -ela repetiu essas palavras com um tom de raiva e me empurrou, eu voei e bati contra a parede.
-O que está acontece aqui? -perguntou Devil.
-Devil ajuda aqui! -Luca pediu.
-NÃO, SAI, EU NÃO QUERO TE VER -Lauren gritava e contraía seus olhos.
Devil rapidamente fez o que Luca pedia, Luca segurou os braços de Lauren contra o chão, Devil com agilidade retirou a estacado coração de Lauren.
-EU NÃO PEDI PARA ME SALVAREM! -ela gritou e empurrou Luca -EU QUERIA MORRER!
-Lauren, se acalma -eu falava com minha voz falhava pela respiração ofegante.
-Helena? -ela rapidamente estava ao meu lado -o que eu fiz com você? -ela perguntou como uma pergunta retorica -me...me desculpa.
-Está tudo bem, mas por que você queria morrer? -enfim perguntei.
-Eu não sei...Eu só não queria....tinha medo de conhecer ele -ela apontou para Devil.
-E ainda sente medo?
-Provavelmente... -ela voltou a olhar Devil.
-Lauren, temos muito o que conversar, você me daria essa oportunidade? -Devil pediu a Lauren, ela só assentiu e eles dois foram para o quarto dela.
-Você está bem mesmo? -Luca já estava ao meu lado, seus olhos transmitia preocupação, para não deixa-lo mais preocupado menti:
-Sim -eu forcei um sorriso.
-Helena se eu não te conhecesse bem eu acreditaria nessa de você "estar bem", onde doí? -ele perguntou.
-Na cabeça e nas costas principalmente -falei gemendo um pouco.
-Eu vou te ajudar -ele disse carregando no seu colo protetor.
-Luca, não precisa me levar para o médico, por favor -implorei a ele.
-Tudo bem, mas EU vou cuidar de você -ele falou com enfase a palavra eu.
-Você -eu confirmei.
-O que houve aqui? -era a terceira vez que eu e Luca escutamos isso, não nos contemos e rimos, Rob franziu o cenho sem entender o motivo da graça.
-Depois a gente explica, agora vai lá e arruma a cama da Helena, por favor -luca pediu enquanto me pegava do chão.
Quando Luca me pegou no colo me aninhei em seu peito musculoso, ali era tão aconchegante que nem me dava vontade de me deitar na cama, ele tentava me colocar na cama mas eu hesitava, ele ria com meus resmungos.
-Helena, deite na cama -eu lutava contra sua força, eu só ouvia as risadas reprimidas de Rob, quando fui vencida por Luca, peguei um almofada e joguei na cara de Rob.
-O que eu fiz? -ele ainda ria.
-Você sabe -eu ria, mas ainda sentia dor.
-Quer alguma coisa? Para dor ? -Luca estava ao meu lado de joelhos.
-Me traz meu remédio, e traz água junto -eu sorri e ele se levantou e saiu do quarto.
-Então...Pode me dizer o que aconteceu no banheiro, aqui, agora? -ele riu e eu não me contive e acabei rindo com as lembranças.
-Lauren tentou se matar -o sorriso de Rob se desfez e surgiu uma testa franzida.
-Por que? -ele perguntou se aproximando de mim e se sentando ao meu lado.-Ela não queria conhecer Devil -me virei me gemendo com dor.
-Espera eu te ajudo -ele colocou a mão em minha cintura e me ajudou a virar, nesse exato momento nossos olhos se encontram, eu não conseguia me concentrar em mais nada e sim em seus olhos, todos os barulhos, ruídos, respiração desapareceram, só conseguia me fitar em seus olhos, ele soltou um sorriso perfeito com covinhas que me fez estremecer, sorri de volta -sabe? você fica engraçada assim.
-Como assim? -franzi o cenho ainda sorrindo.
-Com o cabelo todo desgranhado -ele riu, eu levantei meu punho e soquei seu braço, ele obviamente não sentiu nada -mas também de um jeito lindo -ele sorriu e se afastou de mim.
-Obrigada? -nós dois rimos.
-Eu ainda estou encabulado com uma coisa -ele falou olhando para o chão.
-O que? -perguntei curiosa.
-Como você se machucou -ele levantou a cabeça e olhou para meus olhos, foi difícil responder
-Quando encontrei Lauren no chão eu tentem ajudar-la, mas ela não queria ela dizia "ME DEIXA, EU QUERO MORRER" e uma hora ela se irritou comigo tentando ajudar-la e acabou me empurrando e eu bati contra a parede.
-Ah...Eu sinto muito -ele falou e eu ri -mas eu creio que quando você tomar seu remédio vai melhorar e uma boa noite de sono irá ajudar-lá também -ele sorriu.
-Você parece um médico -eu fui sincera.
-Você acha que eu daria um bom médico? -ele disse e se levantando e fazendo uma pose me fazendo rir -sabe rir é um bom jeito de esquecer os problemas, então... -ele se aproximou de mim e começou a fazer cocegas, eu comecei a rir muito que a dor que eu sentia antes não era existente, ele tinha razão uma risada verdadeiro apagava as dores e os problemas.
-CHEGA POR FAVOR -eu gritava implorando a ele para parar com aquela tortura, ele ria -POR FAVOR -depois de alguns tapas e implorações ele enfim paro -puxa você adorar fazer cocegas em mim -falei com a respiração ofegante, eu olhava para ele, ele só ria.
-Sim, por que é hilário.
-Helena, demorei por que não achava seu remédio -Luca falou entrando no quarto.
-Luca me desculpa....Mas acho que não preciso mais de rémedio -olhei para Rob e pisquei.
-Mas vou deixar aqui quando quiser tomar.
-Eu já vou indo -Rob disse se levantando da cadeira e indo em direção da porta.
-Não espera -pedi a ele -fica aqui comigo -virei meu rosto a Luca -Luca eu te amo, mas olhe para você, está exausto, você cuida muito de mim, você precisa descansar, deixa que Rob cuida de mim -toquei sua mão, ele suspirou.
-Tudo bem , vou me render por que estou realmente exausto, depois nós nos vemos -ele se esticou e beijou minha testa, ele se levantou e se aproximou de Rob -cuide dela -ele sussurrou.
-Como minha vida dependesse disso -Rob respondeu sorrindo.
-Isso mesmo -Luca me olhou e respirou fundo e saiu do quarto, virei meu olhar para Rob que ainda fitava a porta, depois ele se aproximou de mim e se sentou na cadeira.
-Rob, você é meu irmão, deita aqui do meu lado -falei batendo na colcha da cama, ele levantou uma sobrancelha.
-Vou aceitar só por que está cadeira é desconfortável de mais -ele sorriu e deitou ao meu lado.
-Sabe eu me sinto mais tranquila com a morte de Nathan -nós dois estávamos fitando o teto enquanto falávamos -estranho por que eu não deveria ficar feliz pela morte de alguém, mas eu estou.
-Helena, ele não é uma pessoa que você tem que sentir pena, lembre-se ele é um monstro.
-Eu sei, mas sabe como eu sou com tudo isso.
-Sensível -ele respondeu.
-Isso mesmo -nós dois rimos - você acha que a Lauren e o Devil estão criando laços? -virei meu rosto para Rob, ele ainda fitava o teto, ele estava realmente muito lindo.
Eu conseguia ver-lo por dentro, além de sua beleza inigualável, cada traço do seu rosto perfeito, eu não entendia como alguém conseguia ter uma beleza como essa, mas tinha algo nele que ninguém sabe, além de mim, seu coração -eu sei que ele não tem coração por ser um vampiro, mas eu sei de algo ele tem, ele consegue se abrir comigo, ele era um garoto com seus próprios conceitos, sua próprias regras, seus próprios sentimos que ele lutava para conseguir e isso eu respeitava muito, mas o problema é que ele vive em um mundo que ninguém é capaz de entender exceto eu.
Ele virou o rosto e encontro o meu olhar, seus olhos cinzas, seu sorriso me encontraram.
-Eu espero que sim, por que eles são pai e filha, e um laço de amizade é muito importante para alguém que está com problemas, ou simplesmente perdia no seu próprio mundo -suas palavras foram tão tensas que as minhas saíram sem pensar.
-Isso parece você. É você?
-Basicamente -ele sorriu torto com seu sorriso perfeito e suas covinhas foram se dando lugar ao canto de seus lábios.
-Você quer me contar algo? -perguntei ainda desconfiada.
-Quantas vezes você já ouviu um "para sempre" que não durou nem uma semana -ele voltou a fitar o teto- e um "não vai durar muito" que durou para a vida toda. Será que tudo de bom, dura pouco mesmo? ou simplesmente não sabemos valorizar o bastante para que dure? Não se iluda com um "Feliz para sempre" eles costuma a ser somente palavras a serem jogadas aos ventos que somem junto a brisa que a leva -ele parou e respirou fundo contendo o choro - o meu maior medo foi realizado, acordei um dia e percebi que todos que eu amavam havia me esquecido, me deixado e marcas sentimentais são como ferida reais, quando não deixam marcas, deixam lembranças, isso quando não deixam as duas -ele suspirou - Deus criou a dor para nos tornarmos sentimentais, quebrar paradigmas, nos superarmos e sermos a fênix -ele virou sua cabeça e eu observei que ele chorava, que as feridas de seu coração foram tocadas, ele estava chorando muito, seu olhos vermelhos, me aproximei e abracei ele.
-Rob isso foi lindo...Você está se referindo a seus pais?
-Sim, eles me deixaram junto com minha dor. -ele me abraçava ainda mais forte, mas ainda mantendo o cuidado para não me matar, eu sentia a gota de suas lagrimas caindo em minha camisa, depois de um tempo abraçados eu cai em seu peito e acabei adormecendo.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
15. A procura de Devil.
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