16. A festa de Freddie.
16. A festa de Freddie
- Senti um arfar quente em minha cabeça, quando abrir totalmente os olhos percebi que tinha dormindo nos braços do Rob, tomei o maior cuidado para não acordar ele, mas uma parte de mim não queria sair dos braços dele, estavam muito aconchegantes, então decidi me enterrar mais em seus peito, fiquei pensando no que Rob havia me contado ontem sobre seus pais hoje eu decidi que queria saber mais, eu sei que isso seria complicado para Rob, mas ele precisa enfrentar o medo, a ferida, e eu sou a unica pessoa que ele confia a contar.
Depois de algum tempo Rob começou a se mexer, levantei minha cabeça e olhei para seu rosto ele me olhava, ele sorriu.
-Sabe você dormindo é muito linda...mas ver você roncando como trator é insuportável -ele riu, levatei meu braço e soquei seu braço.
-Eu não ronco -eu afirmei -seu chato -me afastei dos seus braços e deitei no meu travesseiro e me virei olhando para ele -então...
-O que você quer? -ele me perguntou sorrindo torto.
-Por que você acha que eu quero algo? -ele me olhou nos cantos dos olhos.
-E não quer? -ele desafiou.
-Bom...
-VIU EU SABIA -ele no mesmo instante gritou e meio que pulou na cama -então... o que você quer? -ele se ajeitou na cama e perguntou.
-Eu queria -me levantei e me sentei na cama, escorada na parede como ele -eu queria saber mais sobre seus pais -eu temia sobre sua reação.
-Claro... O que você deseja saber? -me surpreendeu ele não gaguejar, ele tratou o assunto normal.
-O que eles fizera com você? -perguntei ainda com medo.
-Eles...me abandonaram.
-Por que? -perguntei preocupada.
-Eu não sei, nunca soube, só sei que um dia eu e o Luca acordamos em casa e eu e ele fomos procurar eles por toda a casa, nós dois pensamos que eles tinham saído, então esperamos eles chegarem, mas eu percebi que já tinha chegado noite e eles ainda não haviam voltado, nós ficamos mais preocupado, eu descido sair de casa a procura deles, Luca queria sair também mas como eu era alguns minutos mais velho falei para ele ficar em casa, então eu sai para as ruas, perguntar se viam eles, pelos vizinhos foi a primeira alternativa, mas todos diziam o mesmo "Não sei, não vi eles hoje" estranhei por que exatamente todos falaram isso, eu pensei que meus pais falaram com todos os vizinhos que eu conhecia, mas será mesmo que eles faria isso comigo? Se sim eu não sabia o por que.
"Então eu sai pelas ruas fora do meu bairro a procura deles, eu era muito novo, tinha apenas 14 anos não sabia muito bem o perigo das ruas, então eu saía perguntando a todos, mas na volta para minha casa eu fui assaltado e espancado...Mas se não fosse os meu vizinhos eu estaria morto, eu só sentia dor, eu pensava que a morte estava chegando, mas eu fui salvo pelo meus vizinhos eu sou e sempre vou ser grato a eles, mas desde da quele dia eu nunca mais encontrei meus pais até uma noticia sair no jornal com a foto deles a noticia dizia "Uma família foi brutalmente assassinada essa noite, vitimas: Karen Carter, Stephan Mourou" Quando eu li aquela noticia, eu não conseguia formar forças para contar isso a Luca, mas depois percebi que ele estava atrás de mim lendo tudo, e ele estava derramando lagrimas junto comigo, me levantei e nós dois nos abraçamos, "Eu perdi tudo" o Luca dizia, "Não você não perdeu, você tem eu, seu irmão, e ninguém vai nós separar" nós dois derramávamos lagrimas uma na camisa do outro "Tudo vai ficar bem, se acalma" eu dizia e afagava a cabeça de Luca"
"Solidão é uma ilha com saudades do barco....Abandono é quando o barco parte e você fica, com seu coração quebrado, Helena é difícil suportar a dor da despedida, principalmente quando a partida é para nuca mais voltar.
-Rob... -eu puxei ele para um abraço.
-Helena, quando a dor não cabe no peito...ela transborda nos olhos -puxei ele para minha frente e vi ele derramar lagrimas, enxuguei elas rapidamente.
-Rob...Me desculpa -eu percebi que chorava também.
-Por que? -ele pareceu não entender.
-Por eu ter feito você falar isso, falar de sua dor, do seu sofrimentos, eu toquei em algo que não devia ser tocado, suas feridas -abaixei minha cabeça
-Helena...Para -ele me puxou para um abraço e eu me deitei em seu peito, ele afagava minha cabeça -você não é culpada de nada.
-Mas olha o que eu fiz com você...
-Helena você me faz feliz -ele não deixou eu terminar -agora pare de chorar, e vamos esquecer disso tudo, vamos nos concentrar em outra coisa, por favor -ele falou olhando em meus olhos.
-Tudo bem -eu forcei um sorriso.
-Nada disso eu quero ver um sorriso verdadeiro -ele me olhou com um olhar que era familiar, ele me jogou na cama e começou a fazer cocegas, eu não suportei a tortura e comecei a soltar risadas.
-PARA SEU LOUCO -eu gritava implorando, mas de costume ele não parou.
-Eu paro quando você concordar em sair dessa casa, e esquecer a dor.
-TUDO BEM AGORA... PARA -eu não conseguia responder direito com minha respiração ofegante, ele enfim parou e se levantou, eu ainda estava deitada na cama com meu arfar descontrolado, depois de um tempo na cama me levantei toda descabelada obviamente, eu ia pedir licença para Rob sair do quarto mas ele não estava mais por lá.
-ROB? ONDE VOCÊ ESTÁ ? -eu gritei desconfiada.
-Aqui -ele disse abrindo a porta -algum problema? -ele sorriu torto.
-Não, agora...-mas antes de eu terminar ele fechou a porta, eu franzi o cenho -então tá - me virei e abri meu guarda roupa e peguei a primeira roupa que avistei, primeiro olhei o clima, estava morno, o ar abafado e úmido, então decide escolher uma calça jeans com uma bota com franjas e uma regata simples, depois desfiz os nós que haviam no meu cabelo, depois dessa batalha contra os nós eu enfim terminei, peguei minha bolça e abri a porta do meu quarto e desci até as escadas.
-Helena? -escutei a voz de Lauren me chamar me virei.
-Sim?
-Pode vir aqui? -ela pediu e entrou para seu quarto, eu apenas olhei para a escada e vi Rob olhando concentrado olhando Tv
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