quinta-feira, 12 de julho de 2012

8.Sinto sua falta



                        5.Sinto sua falta.
     Manquei até a sair do hospital.
     -Vamos para casa filha.
     -Eu vou com o Luca –bufei.
     -A pé?
     -Sim, tenho que me acostumar com a tala.
     -Tudo bem.
     Eu e Luca caminhamos silenciosamente, fiquei pensando em Robert, eu sentia sua falta, das nossas brincadeiras.
     -Eu vou acabar com Jerry –Luca falou.
     -Luca...
     -Helena ele matou meu irmão e te machucou.
     -Mas você é diferente –peguei seu braço.
     -Desculpa Helena, mas eu vou atrás dele –ele puxou o braço e saiu correndo.
     -Luca, Luca! –eu gritava na solidão, e virei e caminhei sem prestar atenção no chão, e não queria que Luca fizesse aquilo, ele era diferente, eu estava tão distraída que tropecei em alguma coisa e cai no chão –Droga –eu tinha me cortado minha mãe, olhei para o chão para ver no que eu tinha tropeçado, era algo que estava enterrado, comecei a cavar para ver o que era, percebi que era uma pessoa, cavei mais depressa, reconheci quem era. Eu não acreditem.
     -Robert, Robert acorda, por favor –mexia seus ombros –Acorda por favor- ele não respondia, passei a mão nas lagrimas e me deparei com meu corte, estava sangrando, pensei em algo que provavelmente ajudaria Robert, procurei algo afiado, achei o caco que eu tinha me cortado, peguei-o e passei pelo eu pulso, cortando-o, o sangue começou a sair –me enjoei, mas eu tinha que ser forte, era a vida de Robert em risco- coloque eu pulso, derramando sangue em sua boca.
      -Vamos Robert – eu continuava a colocar o sangue em sua boca. Mas ele continuava de olhos fechados.
      -Robert, Robert – eu aumentava minha voz.
     De repente , ele agarrou meu pulso, eu e assustei, tentei puxar meu pulso, mas ele o segurou e começou a sugar meu sangue. Eu estava ficando tonta, doía, parecia que algo me beliscava, mas eu fazia tudo por ele.
     -Robert, tá ficando melhor.
     -Helena –ele sussurrou.
     -Robert – eu sorri.
     -Helena tira seu pulso, tape seu sangue.
     -Rob...
     -Agora – ele aumentou a voz.
     Tirei meu pulso, Robert rasgou uma parte da minha camisa e enrolou em meu pulso sangrento.
      Eu ajudei-o a levantar do chão.
      -Obrigada Helena – ele me abraçou.
      -Que bom que você está melhor, fiquei tão preocupada quando Luca me falou que você tinha morrido.
       -Luca? Cadê ele?
       -Ah... Eu tentei impedi-lo, mas ele foi...
       -Droga –ele me colocou em suas costas, corremos, em uma velocidade extraordinária.
       -Você sabe onde ele está? –sussurrei.
       -Sim, vampiros podem sentir a presença de outros.
       -Como está sua perna?
       -Está melhor.
       -Luca te largou aqui?
       -Sim.
       -Não acredito que ele fez isso com você.
       -Deixa, não precisa se preocupar.
       -Mas...
       -Robert, se ele não tivesse me deixando aqui eu não te encontraria. Já estamos chegando?
       -Sim.
       -Ah...Robert, eu senti sua falta.
      -Eu também.
      -Eu pensei que você não ia mais voltar, você tinha que ver meu desespero –eu ri.
      -Por que está rindo?
      -É que eu...Pensei que não iria mais te ver e você me faz rir.
      -Só por isso? –ele desafiou.
      -Bom....também por que eu te amo –eu sorri.
      Eu percebi que ele deu u sorrisinho malicioso.
      -O cheiro de Luca já está perto.
      Corremos na mesma velocidade, tive que fechar meus olhos, vento batia em meus olhos e lacrimejava –doía.
      Paramos de frente para uma casa, cinza com as janelas em perfeito estado, era uma casa muito linda.
      -Que casa linda –comentei descendo das costas de Robert.
      -É mesmo –ele se virou para mim e segurou meus braços – você fica aqui tá bem?
      Assenti –mentindo- olhei Robert indo para a casa, ele caminhava em silêncio, ele entrou pela porta, abrindo-a devagar, ele revistava tudo antes de entrar. Esperei a distância correta para entrar. Me aproximei da casa cuidadosamente para não pisar em nenhum galho –de costume- chegando perto da casa me ajoelhem contra a parede de baixo de uma janela e observei a porta aberta, revistei se tinha alguém, estavam todos no chão parados, não sabia o por que, me levantei e sai correndo ainda em silêncio , desci cuidadosamente as escada, tinha um corredor que dobrava para outro, me encostei na parede e vi um homem, velho, barbudo com uma camisa toda manchada, ele estava de costas , acho que ele escutou minha respiração ofegante  pois ele se virou e encontrou me olha, me virei rapidamente –eu estava tremendo de medo.
      Mas não adiantou nada, ele veio vindo em minha direção, minha respiração aumentava de acordo com seus passos  iam aumentando, mas antes e ele e encontrar e provavelmente me matar, eu escutei uns barulhos autos e quando fui procurar ele , ele tinha sumido. Arregalei os olhos, um estante ele estava ali e outra hora não, sacudi a cabeça e analisei o lugar para ver se tinha mais alguém, negativo.
      Caminhei devagar tinha duas portas, uma delas estava trancada, batia nela para poder abrir mas escutei o trinco, me assustei e entrei na porta que estava aberta, espionei o cara que saía, reconheci o garoto era Jerry, seu olhar era furioso, ele subiu as escadas – me aliviei- na hora que fui subir as escadas algo segura me pulso.
      -Eu não te falei para esperar lá fora? –me aliviei em escutar a voz de Robert.
      -Você sabe que eu viria.
      -Mas você poderia morrer. E eu não viveria sem você.
      -Mas o Luca está lá, e eu o amo, preciso salvar sua vida.
      -Não é só questão do Luca, você corre um grande perigo de morrer.
      -Mas eu posso ser útil.
      -Eles podem te matar em segundos.
      -Deixa eu te ajudar? Por favor.
      -Tá bom, mais fica atrás de mim.
      Assenti, a gente caminhou em silêncio cuidando para não pisar em nada e fazer barulho, Robert entrou primeiro –ele estava muito protetor- ele foi segurar meu braço mais algo me pegou por traz fazendo a gravata e começou a falar.
      -Achei vocês.
      Reconheci a voz, era Jerry.
      -Larga ela –Robert gritou.
     -Não, dessa vez eu vou matar ela.
     -Eu. Disse. Para. Você. Lagar. Ela –Robert gritou pulando em cima de Jerry, com o impacto eu fui solta e caindo no chão, Robert estava em cima de Jerry , eles estavam brigando, Robert se movimentava muito rápido. Não conseguia ver aquilo, então decidi ser útil e peguei um pedaço de madeira e esperei Jerry virar para trás, ele estava sufocando Robert, não aguentei e acertei a cabeça de Jerry distraindo-o, mas acho que ele ficou com mais raiva, ele se virou seu olhar estava um vermelho vivo, muito forte que dava agonia. Ele grunhiu para mime mostrou seus dentes ele se aproximou de mim. Mas algo o fez parar, ele ficou paralisado com cara de dor, analisei-o todo o corpo e me deparei que tinha um pedaço de madeira cravando em sua barriga, olhei para Robert e sorri, ele sorriu de volta.
      -Obrigada –sussurrei.
      Ele piscou, nós entramos pela a mesma porta que Jerry saiu e avistamos um homem batendo em Luca, ele estava amarrado em uma cadeira.
      -Nã... -Quase gritei mas Robert colocou sua mão sobre meus lábios, eu só sentia as lagrimas escorrem dos meus olhos, Robert estava concentrado em Luca, mas sentiu as lagrimas quentes dos meus olhos em seus dedos finos, ele se virou e suspirou.
      -Não chore, tudo vai ficar bem...agora fica aqui –disse ele sussurrando, ele estava entrando dentro da sala, puxei seu braço.
      -Não vá.
      -Eu tenho que ir –ele beijou minha tesa e depois desapareceu, espionei e vi ele lá.
      -Olá, você não vai fazer nada com o meu irmão –disse Robert com tom de firmeza.
      -Você que pensa – ele deu um soco em Robert, ele voou longe, ele caiu com as mãos na barriga, ele socou a parede e saiu gritando e deu um soco no homem alto, o homem cuspiu um dente, e caiu com a mão na barriga, antes que o homem caísse no chão Roberto segurou em sua frente e disse:
       -Você vai soltar eu irmão agora e vai esquecer tudo –ele estava hipnotizando o homem  logo após o homem foi até as cordas que prendia Luca e as cortou, depois Luca se levantou e ficava fitando Robert surpreso e depois Robert chega perto do homem e fala:
       -Obrigada por sua ajuda –Robert arranco a cabeça do homem, suspirei essa imagem não era boa. Depois Luca falou:
       -Não acredito que você está vivo, senti tanta sua falta – ele correu e abraçou Robert, essa cena era tão linda que comecei a chorar, Luca ouviu meu choro.
       -Helena está aqui?
       -Sim –ele respondeu.
       Luca saiu correndo e ele me avistou e me abraçou e aproximou seus lábio nos meus, fazia um bom tempo que não nos beijávamos, seus lábios macios e doces , contornavam minha boca, tracei meus dedos em seu cabelo, puxando-o para mais perto de mim mas ele afastou-se.
     -Helena senti tanta sua falta- respirei fundo para me concentrar em suas palavras, e só depois eu vi que ele estava com seu peito nu e perfeito.      
     -Sim, Luca eu encontrei Robert-falei com entusiasmo.
     -E onde ele estava?
     -Enterrado em folhas eu tropecei nele.
     -Ela salvou minha vida –disse Robert – com seu sangue –ele suspirou.
     -Você sugou o sangue dela? –perguntou Luca confuso, escutamos o chão tremer e as paredes caírem.
     -Depois eu te explico Luca , primeiro vamos sair daqui –falei.
    Ele assentiu, Luca me carregou para fora da casa – primeiro por causa da tala e segundo por que eu corro muito devagar e quando corro eu caio- a casa estava desabando. Estranho porque aquela casa era tão perfeita, mas acho que as aparências enganam –essa frase encachou perfeitamente no momento.
     Saindo da casa, nós paramos e viramos e vimos aquela casa perfeita desabar em pedacinhos.
     Luca olhou meu pulso e perguntou:
     -Com você se corto –ele franziu o cenho.
     -Logo após que você me deixou sozinha na floresta eu tropecei no corpo de Robert e cai no caco de vidro do chão.
     -E com Robert sugou seu sangue?
     -Eu cortei meu pulso e coloquei o sangue que escorria na boca de Robert.
     -Então ele não te mordeu?
     -Não Luca. Você acha que Robert faria uma coisa dessas?
     -Desculpe.
     Encostei meus lábios nós lábios de Luca, seus lábios eram muito macios, seus lábios estavam se contraindo contra os meus, mas ele se afastou – temos que ir.
      Ele me jogou em suas costas nuas , me agarrei em seu peito de pedra , Robert e Luca correram muito rápido, parecia que estávamos voado.

      Quando chegamos em casa, desci das costas de Luca, eu estava muito tonta que cai para trás, Robert e Luca falaram ao mesmo tempo.
      -Você está bem?
      -Estou só um pouco tonta, não me acostumo com isso –eu sorri.
      Entrando em casa Robert diz:
      -Já vou indo...
     -Robert espera, fica, não te vejo a tanto tempo.
     -Mas você tem o Luca.
     -Eu sei mas o Luca eu vejo sempre e você não –me virei para Luca- Luca eu te amo mas eu estou morrendo de saudades de Robert.
     -Tudo bem meu amor –Ele me deu um selinho
     Ele saiu a minha casa e Robert entrou sentando-se no sofá.
     -Oi baby, o que vamos fazer hoje?
     -Panquecas?–eu ri.
     -Eu adoraria –ele se levantou e pegou seu avental que dizia “O papai que manda” – Eu adoro esse avental- disse ele fazendo uma pose.
     -Então vamos fazer panquecas papai –eu disse batendo no seu avental.
     Nós levantamos e fomos até a cozinha.
     -Para animar isso –ele pegou o controle do Ipod e ligou, ele me puxou e me enrolou em seus braços e ele começou a dançar, ele me girou e quando fui voltar para seus braços, eu voltei rápido de mais e acabei batendo em seu peito.
     -Você é muito forte,  rápido de mais –ele riu da minha cara.
     -Eu sei, agora me passa a massa que eu fiz.
     Ele dançou até pegar a massa, levantei uma sobrancelha e depois soltei uma risada, ele pego a massa e me alcançou o pote com a massa, coloquei na frigideira, depois senti Robert chegando por trás e colocou suas mãos na minha barriga e começou a fazer cócegas.
      -Para com isso –eu tentava tirar suas mãos da minha barriga, mas não conseguia.
      -O papai está com fome –me virei e fiquei batendo nele, o que era inútil porque ele não sentia nada.
      Ele segurou meus braços e ficamos nos fitando, seus olhos eram de uma cor tão perfeita. Percebi que ele estava tentando me hipnotizar.
      -Você não consegue –eu ri.
      -Eu sei, mas eu gosto de ficar olhando para você –ele sorriu.
      -Por quê? –perguntei
      -Sinto sua falta –ele suspirou- quando eu fui enterrado eu pensei que nunca mais poderia te ver.
      -Robert –abracei-o –mas agora você me tem –levantei as cabeça –e nunca vai me perder.
      -Tem certeza? Por que o jeito que você é desastrada...
      Levantei meu punho e bati em seu braço.
      -Vou voltar com as panquecas.
     Ele sentou-se à mesa, me fitando, comecei a fazer as panquecas-Robert me fazia felizes, os momentos que eu passava com ele eram especiais e únicos.
    -Está pronto Robert –falei levando os pratos á mesa.
    -Vamos comer? –falei pegando os talheres.
    Comemos as panquecas, eu acho que se meu ai fizesse ficaria melhor.
    -Então o que achou?
    -Horríveis –ele riu – estou brincando, estava ótima.
    -Eu sei – me virei girando a toalha.
    -Seduziu agora – ele riu batendo palma.
    -Seu bobo – joguei a toalha em seu colo –agora vem me ajudar.
    Ele resmungou mais venho, terminando a louça enfim perguntei.
    -Vai dormir aqui hoje?
    -Vou...Ah, Freddie está vindo aqui , vou subir e fazer alguma coisa lá em cima –ele me abraço –boa noite.
     Freddie estava vindo aqui? Por quê? Só escutei a companhia. Abri a porta.
     -Oi Freddie –eu sorri.
     -Oi Helena –ele sorriu – eu queria te pedir uma ajuda.
     -Fala –estendi a mão para ele entrar.
     -Assim-ele foi se sentando- eu queria cortar meu cabelo.
     Levantei a sobrancelha-Serio? Por quê?
     -É que esses dias eu estava na casa dos meus tios e o gado deles, o Esmugo, eu e sentei na poltrona e joguei meus cabelos para trás e eu senti algo puxar meu cabelo...
     -E era o Esmugo certo?-eu ri.
     -Sim –ele riu.
    -Então o gato puxou seu cabelo-falei resumidamente.
    -Sim, e doeu –ele riu-então eu queria saber oque você acha de eu cortar o cabelo?
    -Eu acho uma boa ideia, assim o gato não te machuca mais-eu ri.
    -Obrigada Helena, você vem comigo?
    -Claro, amanha?
    -Sim-ele sorriu.
    Quando Freddie estava saindo de casa às luzes de apagam.
    -Droga –exclamei –me ajuda achar uma lanterna.
    -Tudo bem.
    Caminhei dificilmente-por causa do escuro e da tala-caminhei com as mãos na frente, tentando não bater em nada.
     -Achou? –perguntei-a Freddie.
     -Nada.
     Andei para trás falado com Freddie.
     -Freddie você está com medo?
     -Não e você?
     -Não, por que estaria?-Falei com tom de riso, comecei a andar para trás –com medo- quando senti algo encostar em minhas costas, dei um grito e Freddie também.
     -Algo encostou em mim –falei.
     -Em mim também-Freddie admitiu.
     -O que você acha que encostou em você? –perguntei.
     -Não sei, mas não estou com medo.
     -Também não -menti.
     -Achei! –exclamou Freddie.
     -Ele ligou-a e se virou e a luz foi na minha cara e nós dois gritamos.
     -Seu medroso-eu falei.
     -Você também
     -Ilumina ali-falei apontando para o armário.
     Procurei outra lanterna, achei uma e peguei, iluminei a cara de Freddie.
     -Vamos procurar o interruptor-sugeriu Freddie.
     Assenti, descemos as escadas que dava para o porão.
     -Isso dá medo–comentou Freddie.
     -Medroso –falei, caminhamos até achar o interruptor , no caminho encostei em algo grudento e soltei um grito , só escutei o riso de Freddie –O que é isso?
      -Depois o bebe sou eu, é só teia de... aranha –ele gritou e me abraçou.
      -Vamos sair daqui? –sugeri.
      -É uma boa ideia, mas eu não quero te deixa esse escuro.
      -Tudo bem-peguei sua mão - vamos ser fortes.
      Ele assentiu, caminhamos de mãos dadas tremendo e rindo um pouco.
      -Aqui!-exclamei, levantando a alavanca vermelhas as luzes voltaram.
      -Isso!-Freddie levantou as mãos –bate aqui –ele falou com uma voz engraçada, não resiste e bati em suas mãos rindo.
      -Vamos subir agora? Isso da arrepios –Freddie estremeceu.
      Assenti subimos as escadas juntos, chegando na sala suspirei.
      -Conseguimos-quando falei isso a luz caiu novamente – ah mais que droga!- mas antes de eu ter que descer até o porão a luz volta.
      -Viu não fique irritada-Freddie falou afagando meu ombro, eu ri.
     
      -Vou indo, amanha vou cortar meu cabelo-ele piscou.
      Ele estava saindo de casa, mas ele parou na soleira da porta e se virou e franziu o cenho.
      -O que houve? –perguntei assustada.
      -O que houve com sua perna? –perguntando ele olhando para a tala.
     Demorei um pouco para pensar em  uma mentira convincente.
     -Eu cai.
     -Caiu? Aonde?
     -Eu cai... De uma  janela.
     -E agora você está bem?
     -Estou não precisa se preocupar.
     -Tudo bem.
     -Tudo bem, agora tenho que ir, tchau Helena –disse ele saindo de casa. Me deitei no sofá, fechei os olhos.
    
     -Robert-sussurrei assustada, me levantei rapidamente.
    -O que houve? –ouvi sua voz perfeita.
    -Desde que horas você está aqui?
    -Depois que você adormeceu, eu desci as escadas preocupado com você e sua demora.
     -Me desculpa.
     -Não é sua culpa –ele riu.
Assenti sorrindo-como foi o escuro para você? –perguntei.
     -Tudo bem-ele sorriu.
     -Tudo bem?-franzi o cenho.
     -Helena vampiros podem ver no escuro.
     -Sério? Que legal, deve ser ótimo ser um vampiro.
     Ele se levantou com um olhar preocupante.
     - O que foi? Falei algo errado?
     -Helena ser vampiro não é tudo isso
     -Então me conte como é ser um vampiro-propôs.
     -Te conto amanhã.
     -Por quê? –fiz beicinho.
     -Você tem que descansar.
     -Estou ótima.
     -Helena.
     -Robert.
     -Vá dormir Helena, eu juro que amanhã eu te conto.
     -Você jura?
     -Juro, ele cruzou os dedos.
     Subi as escadas, lentamente.
     -Anda Helena, eu sei que você pode fazer melhor - ele me empurrou –isso não funciona –ele me pegou no colo e subiu na escada rapidamente, acabei dormindo em seu colo.
      Acordei com dor por causa aminha perna.
      -Bom dia.
      -Bom dia, está com fome? –ele perguntou.
      -Um pouco–suspirei.
      -O que foi?
      -Estou curiosa.
      -Curiosa? Curiosa por quê? –ele franziu o cenho.
      -Sobre os vampiros.
      -Helena eu te conto depois que você comer.
      -Você disse depois que eu for dormir.
      -Você é teimosa hein, sim eu disse, mas também depois que comer, por favor por mim –ele fez beicinho, era um beicinho irresistível.
      -Tudo bem, mas depois você me conta –me levantei da cama, calcei minhas pantufas  e desci as escadas, Julieta não estava mais em casa, peguei o cereal no armário e leite me servi e sentei na mesa.
      -Agora me fala–exigi.
      -Tudo bem-ele cedeu.
      Coloquei o cereal e leite, misturei e dei minha primeira bocada prestando atenção nas palavras de Rob.
      -Você pensa que ser vampiro é ótimo não é?
      Assenti dando outra colherada no cereal – eu estava com fome.
  •       Mas não é tudo isso.
  • -Não? -franzi o cenho.
    -Não você se sente ilimitado a várias coisas.
    -Que coisas? -perguntei sem pensar.
    -A cede, a ardência na garganta que ela traz, você não pode sair no Sol, sem ser queimado e a dor é horrível pode chegar até seu falecimento -estremeci com as lembranças - mas o pior de tudo mesmo é a cede, ela te limita de várias coisas.
    "Como o amor, você não pode amar uma pessoa...humana -ele suspirou -por que a cada beijo que você dará nessa pessoa, ela corre um grande risco de morte e não é isso que você quer para a pessoa amada, a cada toque, a cada abraço nessa pessoa ela vai corre um grande risco de morrer, e você não aguentaria viver um segundo se quer de sua vida se perceber que sua amada foi morta....por você -eu percebi a intensidade das palavras de Robert e a dor em seus olhos.
    -Você já teve essa sensação? -perguntei novamente sem pensar.
    Ele apenas assentiu, eu congelei no mesmo estante.
    -E o que houve? -eu gaguejei.
    -Quando eu namorava Katherine, ela era humana, eu tinha medo de machuca-la, temia de seus beijos e seus abraços terminassem em sua morte, e um certo dia eu senti uma força que eu mesmo não sabia que existia em mim, uma força de me controlar diante dela, mas eu estraguei tudo.
    -Como?
    -Eu fui na casa dela em uma noite escura, onde no céu as estrelas dominavam, o vento estava gélido as flores caídas no chão algumas voava pelo vento que as guiava, eu queria fazer uma visita a ela eu cheguei em sua casa fui atendida por seus pais que logo me avisam que ela estava no quarto, pediram para eu subir eu assenti e subi as escadas temendo ainda o que ela queria, quando cheguei em seu quarto, ela me cumprimentou com um beijo eu a afastava e dizia " Katherine eu não estou preparado" e ela dizia "Eu confio em você, em sua força" ela passa as mãos nos meus músculos dos braços "Eu confio em seu amor" ela subiu a mão para meu peito, nesse momento eu senti que eu podia fazer isso sem feri-la, ela percebeu que eu me acalmei então ela se aproximou de mim e passou seus braços em volta do meu pescoço e beijava meu pescoço, eu ainda segurava não respirava, eu tentava em me concentrar em outra cheiro que havia no local, mas parecia impossível, depois ela aproximou seus lábios nos meus me tomando em um beijo, essa hora o cheiro de seu sangue me dominou eu tentei me controlar, para de pensar no seu sangue, em uma fração de segundos eu consegui, me acalmei e consegui me concentrar em seu amor.
    "Mas quando ela me conduziu para a cama, eu fiquei sobre ela tentando resisti ao seu sangue que pulsava por suas veias e ia até seus lábios, eu tentava resistir com todas minhas forças eu não queria matar o amor de minha vida, meu único amor, mas acabei não resistindo e fui dominado pela verdade, pelo o que eu era, um monstro, eu mordi ela, matando-a, ela se retorcia de dor, eu queria parar com aquilo mas eu não conseguia, cada vez ficava mais forte de me controlar, quando consegui parar era tarde de mais, eu a vi a cena que eu mais temia eu vi ela morta ali na cama, e tudo por minha culpa, eu me perguntava "o que eu fiz" "eu matei o amor da minha vida" e toda vez que eu revejo essa cena em meus pensamentos vem a mesma sensação de quando vi ela morta, a sensação de morrer.
    -Robert não fale isso -eu percebi que escorria uma lagrima em meus olhos.
    -Helena, eu nunca vou me perdoar, eu tirei a vida da pessoa que eu mais amei em minha vida -ele se enterrou em meus braços.
    -Robert você é forte agora -falei afagando sua cabeça -e eu tenho certeza que quando você se apaixonar vai conseguir se controlar, vai conseguir, sabe por que? por que você é forte, é diferente, você vai conseguir amar alguém sem machuca-la.
    -Você tem certeza? -ele virou o olhar para meu rosto.
    -Absoluta -eu sorri.

Nenhum comentário:

Postar um comentário