quinta-feira, 12 de julho de 2012

3.Vida real


                         3.Vida real         

        Agora estava pronta para a vida real , me levantei e me arrumei rápidamente
  • , coloquei uma calça jeans preta , uma camisa manga comprida azul bebe e um casaco roxo,e tênis,  desci as escadas minha mãe estava no sofá sentada.
  •         -Porque ainda está aqui?
  •         -Eu quero me despedir de minha filha querida -ela sorriu.
  •         -Mãe...
  •         -Ta bom, eu quero ver se você está bem, antes de eu partir.
  •         -Mãe eu sei me cuidar não preciso de guarda-costas- bufei.
  •         Sentei na mesa e comecei a prepara meu cereal.
  •         -Mãe vá para o trabalho, você vai se atrasar.
  •         -Mas e você?
  •         -Eu estou bem e vou ficar bem -afirmei.
  •         Ela concordou mesmo não querendo e foi para o trabalho, ao caminho ela deixou uma carta cair eu ia avisar-la  mas ela já estava indo para o trabalho peguei a carta e li.
  •          Querido John.
  •         Preciso de sua ajuda, minha filha está em perigo, tem vampiros atrás dele, quero que você cuide dela, como um guarda-costas, te pago qualquer coisa, mas por favor cuide de minha filha.
  •           Julieta.
  •          Eu cuspi o leite que estava em minha boca , eu não acredito que minha mãe ia chamar um guarda-costas, ela não confia em mim?
  •          Guardei a carta na mochila e fui caminhando até a escola, já que meu carro foi brutalmente destruído.

            Chegando na escola estava congelando. Procurei Luca , mas  não o encontrei , minha primeira aula era Biologia ,a aula que eu sento com Luca , rezei que ele tivesse por lá , chegando na sala ele estava lá nos seu canto me fitando quando olhei, desvie os olhos e mordi meus lábios. Sentei do seu lado eu estava realmente nervosa, não sabia como ele reagiria com minhas perguntas...
  •          -Oi , tudo bem? –escutei sua voz maravilhosa, sem me conter soltei um sorrisinho, me virei e vi seus lábios perfeitos, foi difícil para mim responder a pergunta dele.
  •          -Oi , mais ou menos –gaguejei.
  •          -Porque? O que houve?-ele me deu um meio sorriso.
  •          -Prefiro falar depois que eu tiver certeza.
  •          -Tudo bem.
  •          -Ah Luca , posso lhe fazer uma pergunta?
  •          -Claro.
  •          -Você tem um irmão?
  •          -Tenho meus irmãos, você  não os viu? Eles estudam aqui no colégio...
  •          -Não, to falando algum que não estude aqui - interrompi-o
  •          -Ah...Sim -ele franziu o cenho e soltou um sorriso.
  •          -E qual é o nome dele?
  •          -Robert –congelei quando ele falo o nome do garoto dos meus sonhos, ele realmente existia.
  •          O sinal finalmente tocou, Luca pediu para almoçar comigo eu disse que sim, lógico.
  •          -Então Robert não vem para cá nunca?
  •          -Vem sim, talvez daqui uma semana -ele deu de ombros.
  •          Semanas?
  •          -Vocês se dão bem?
  •          -Claro-ele sorriu- você não vai comer nada? -ele perguntou-me.
  •         -Sim.-me levantei e fui até o bufe que tinha por lá e peguei uma pêra e bife com arroz.-E você não vai comer nada?
  •         -Não estou com fome.
  •         Comecei a comer, eu estava nervosa que quase engasguei.
  •         -Come devagar –ele riu
  •         -Vou tentar.
  •         Ele deu um sorriso.
  •         -Mas então como está sua mãe?
  •         -Está melhor, a gente está se dando bem, agora eu entendi porque ela não me criou quando pequena.
  •         -Porque? -ele pareceu se interessar.
  •         -Jura que não conta a ninguém?
  •         Ele assentiu. Eu respirei fundo e falei.
  •         -Ela disse que não era bom eu ir morar com ela porque ela estava namorando um...vampiro e ela tinha medo que ele me matasse -eu fitava concentrada em sua reação.
  •          Ele congelou.
  •          -Eu tenho que ir.-ele se levantou.
  •          -Espera-puxei seu braço.-Aonde você vai?
  •          -Não.Te.Interessa –ele sussurrou puxando seu braço.
  •          Eu o fitei com torpor, aonde será que ele ia?  Eu falei algo errado?
             Eu fui para minha próxima aula. Essa aula eu estava sozinha , como era novata não tinha mais ninguém para fazer dupla comigo. Quando o professor entrou ele tinha uma novidade.
  •          -Alunos tem uma nova pessoa se juntando conosco hoje, ele se chama Robert Munroe o irmão de Luca Munroe –levantei minha cabeça que estava abaixada sobre a mesa -Sente-se do lado da Srta.Fox.
  •          Ah, tá de brincadeira comigo né? 
  •          Ele veio na minha direção,ele era igual o menino dos meus sonhos, ele se sentou ao meu lado, meu coração acelerou brutalmente, eu tentava controlar minha respiração.
  •          -Oi-disse uma voz maravilhosa, era tão mais maravilhosa que do Luca , era ele ,me virei, e avistei seus lábios vermelhos.
  •         -Oi -gaguejei um pouco, como? Como ele podia existir?
  •         -Você é Helena certo?
  •         -Certo.
  •         -Você sabe me dizer porque o Luca foi embora? -Fui direta.
  •         -Problemas familiares.
  •         O silêncio tomou conta, contrai os labios.
  •         -O Luca falou que você só viria semana que vem -falei quebrando o silêncio.
  •         -Me adiantei -Ele sorriu, com uma covinha perfeita.
  •         Quando acabou a aula ele pediu para levar meus livros e eu aceitei.
  •         -Então você é irmão do Luca?
  •         -Sim-ele sorriu, dando espaço para as covinhas novamente.
  •         -Você está morando com quem?
  •         -Com Leon pai de Luca e Megan sua mãe.
  •         -Você parece familiar para mim -falei apreciando seus olhos azuis.
  •         -Serio? Porque você também é para mim, mas acho que é por que tem uma fotografia sua no quarto do Luca.
            -Como é? Tem uma fotografia minha no quarto do Luca? -sorri.
            -Sim, ué, vocês não são namorados? -ele franziu o cenho.
            -Ah, Não -corei.
  •         -Bom obrigada por levar meus livros até meu armário.-Peguei meus livros e coloquei no armário.-Tenho que ir agora...
  •         -Posso te acompanhar até sua casa? -ele me interrompeu.
  •         -Claro-Sorri, Caminhamos em silencio.
            Saindo do colégio, estava congelante hoje, o chão estava escorregadio, estava tomando muito cuidado para não escorregar e cair.
  •         -Você não tem carro? Sem ser grosseiro -Robert perguntou.
  •         -Está tudo bem,eu tinha mas um outro carro atropelou ele.
  •         -Você se feriu?
  •         -Não.
  •         -Que sorte. Bom você mora onde?
  •         -Naquela casa branca ali -apontei para minha casa.
  •         -Elegante –ele sorriu
  •         -Obrigada-Sorri de volta.
  •         Dei tchau a ele e entrei em casa o carro de Julieta já estava na garagem, entrei em casa numa boa, fechei a porta da casa só senti algo cobrir meus lábios e depois só uma escuridão que se formou diante dos meus olhos
  •         Acordei amarrada em um lugar estranho, comecei a gritar mas tinha algo em minha boca .Um homem alto,careca,olhos castanhos escuros e lábios vermelhos.
  •         -Olá princesa.-Não respondi.
  •         -EU DISSE OLA-ele gritou
  •         -Oi -eu gaguejava- porque eu estou aqui? -eu olhava para os lados aterrorizada;
  •         -Porque eu estou com fome, e também por que eu quero me divertir-Ele chegou no meu pescoço e sussurrou-não vai doer nada.
  •         Arregalei os olhos, minha respiração estava ofegante, como esse homem chegou em minha casa? Tentei me mexer, mas estava amarrada, estava com muito medo quando ele aproximou sua boca do meu pescoço.Reprimi meus olhos , isso já ia acabar, eu já estaria morta, a dor já ia acabar, o sofrimento...Tudo, Mas eu abri meus olhos novamente ele não estava lá , Robert estava , ele tinha dado uma paulada na cara do homem alto, ele se aproximou de mim e me desamarrou, depois ele se virou e cravou um pedaço de madeira no coração do homem, e o sangue jorrou em meu rosto, eu não entendia nada mas ele era muito forte aponto de matar o homem na hora, fechei meus olhos ,Ele me pegou no colo e saímos correndo da casa.
  •          -Já pode abris os olhos.-sussurrou ele.
  •          -Posso?
  •          -Claro-Abri meus olhos, e vi seus olhos azuis.
  •          -Como sabia onde eu estava?
  •          -Quando eu estava saindo ouvi barulhos dentro de sua casa , estranhei então eu entrei e vi um homem ,segui ele ate aqui.
  •          -Ele era um vampiro? -eu não conseguia dizer essa palavra direito sem gaguejar.
  •          -Como você sabe disso? -ele franziu o cenho, mundando o humor, ficando mais serio.
  •          -Vamos para minha casa que eu te explico toda a história.
  •          Ele assentiu e me levou para minha casa.Chegando por lá, me sentei no sofá e ele ao meu lado.
  •          -A história é que minha mãe namorava um homem chamado Raphael e ele era um vampiro. -resumi a história rapidamente.
  •          -Raphael eu conheço ele, ele é... -Robert parou.
  •          -O que ele é... Alem de vampiro...
  •          -Eu não posso revelar, ...
  •          -O que ele é?
  •          -Helena, primeiro você tem que descobri o que eu sou.
  •          -Me fala o que você é.
  •          -Eu não posso...
  •          -O que você é? -ele fechou os olhos e respirou fundo -você é algum tipo de demônio?
  •          -Basicamente.
  •          -O que você é? -comecei a me assustar.
  •          -Eu...-ele parou -Eu não...
             -Fala! Confie em mim. -peguei em sua mão.
  •          -Eu sou...um vampiro -ele respirou fundo, retirei minhas mãos rapidamente, e fiquei em modo protetor.
             -Vampiro? -repeti.
             -Sim -ele me fitava, e ele aproximou sua mão para as minhas, mas eu me afastei.
             -O que foi? -ele me olhava com tristeza.
             -Eu temia por isso -ele se levantou e se virou.
             -Temia do que?
             -De você -ele se virou e me fitou - de você...Agora você tem medo de mim.
             -Não é bem assim...
             -Não? Então me explica por que eu não posso tocar em você -ele foi tocar em mim, mas acabei por impulso me afastando.
             -Isso é algo novo para mim, tente entender -eu pedia a ele.
             -Helena, se isso é ruim para você, imagina para mim? Não poder sair na luz do Sol? Não poder contar para as pessoas o que você realmente é, sem deixar-las com medo -ele apontou o dedo para mim.
             -Eu não...
             -Helena, confie em mim, eu nunca a machucaria.
             -Robert...
             -Por favor -ele me olhava com olhos de anjo, eu não aguentava olhar para seus olhos.
             Abaixei minha cabeça e assenti, ele em seguida aproximou seus dedos do meu rosto, alisando-os, levantei minha cabeça e vi ele sorrindo, sorri também.
            -Falei que podia cofiar em mim. -ele sorriu.
            -Claro -respirei fundo-Mas então...Como é isso?
  •          -Isso o que?
  •          -Ser vampiro.
  •          -Ah...Bom eu sou imortal, e é difícil eu ficar perto de você agora, ou perto de qualquer humano.
  •          -Por que?
  •          -Helena, você é humana, e humanos tem sangue pulsando,seu sangue faz arde minha garganta, eu estou fazendo um esforço possível para eu não te morder, mas acho que eu estou me saindo muito bem.
  •          -Também acho, mas desde quando você conhece o Raphael?
  •          -Desde 1994.
  •          -Você e vampiro desde quando? 
  •          -Eu virei vampiro dia 20 de novembro de 1969. -ele assentiu com a cabeça.
  •          -E como foi?
  •          -Foi terrível , o veneno é ardente , mas depois e mais fácil quando você se acostuma, depois que meu irmão, o Luca, me ajudou, mesmo ele não sendo um vampiro, ele sempre esteve ao meu lado, ele me ajudou a não matar pessoas inocentes, mas sabe, a cada dia eu sinto a necessidade de fazer isso, mas se não fosse pelo Luca, eu teria matado milhares de pessoas.
  •         -Isso é terrível -me assustei.
  •         -Terrível? Você ainda não sabe de nada -ele sorriu com um sorriso maléfico.
  •         -Me conte -estimulei-o
  •         -Acho melhor outro dia...
            -Por que? -franzi o cenho.
  •         -Oi crianças , Helena quem e seu amigo? -minha mãe falou entrando em casa, me virei rapidamente assustada
  •         -É o Robert.
  •         -Prazer Robert , sou Julieta.
  •         -Eu sei, prazer. -ele sorriu torto.
  •         Minha mãe falou que não estava com fome e que ia subir e tomar um remédio para dormir.
  •         -Era por isso que eu não queria lhe contar -ele cochichou em meu ouvido.
  •         -Você sabia que ela estava vindo?! -ele sorriu e deu de ombros
  •         -Eu estou intrigada com algo.
  •         -O que? -ele franziu o cenho.
  •         -Sobre o Luca , ele sumiu quando eu falei que o namorado da minha mãe era vampiro.
  •         -O Luca reage meio ruim com essa palavra.
  •         -Porque ele também e vampiro? -falei brincando
  •         -Acho melhor eu ir indo -ele se levantou.
  •         -Claro -sorri e me levantei, caminhei até a porta -te vejo amanha na escola - abracei ele e logo em seguida fechei a porta, caminhei até o banheiro, liguei o chuveiro e tomei uma ducha, hoje o dia foi cansativo, meus pulsos estavam marcados, com feridas, por causa das cordas, massagei meu pulso, terminando o banho, me enrolei na toalha, me sequei e coloquei meu pijama.
             Caminhei até meu quarto, arrumei minha cama e coloquei o despertador, me deitei e adormeci.
  •         
  •         Acordei com o Sol em meu rosto, esfreguei os olhos, ué meu despertador não tocou, peguei meu celular e olhei era  7:00, e o despertador só tocava 7:30.
            -Nossa acordei cedo -murmurei, tentei voltar a dormir mais não consegui, decidi me levantar, fui até o banheiro e lavei meu rosto, penteei o cabelo, desci as escadas e preparei meu café da manhã, peguei a panela e coloquei sobre o fogão, peguei dois ovos, hoje eu iria comer ovos com bancon.
            -Cheiro bom -fechei os olho sentindo o cheiro, peguei meu prato e coloquei os ovos e o bancon, coloquei em cima do balcão, peguei um copo e o suco de laranja, me servi e me sentei, liguei a TV, e comecei a asstir e comer, é bom acordar cedo alguns dias, você pode fazer as coisas com calma, nada apressada, hoje o dia estava agradavel, um sol radiante lá fora, pouco vento, brisas agradaveis.
  •           Terminando de comer, coloquei as coisas na pia, subi para meu quarto, arrumei minha cama, e escolhi a roupa, vesti-a, e depois peguei minha mochila, olhei o relógio era 7:25.
              Estava pronta para sair, mas me lembrei que Julieta trabalha hoje 7:30 e ela ainda estava dormindo, me virei e bati na porta do seu quarto e entrei.
              -Mãe, acorda -falei balaçando ela na cama
              -Não -ela resmugou.
              -Mãe já sao 7:25, você vai se atrasar, vamos acorde.
              -Me obrigue -ela resmungou.
              -Julieta, isso é um desafio? -falei sorrindo -então tá -caminhei até a janela abri a cortina deixando o sol cobrir o quarto, ela franziu o cenho e se virou, desci as escadas peguei uma panela e uma colher, subi até seu quarto e comecei a gritar.
              -Vamo acorde! Mãe você está atrasada, acorda -falei batendo na panela e gritando.
              -Ta, ta eu acordo, mas chega com esse barulho irritante -gritou ela me olhando.
              -Anda vai se arrumar, você vai se atrasar -falei, e ela se levantou e foi até o banheiro - e nada de voltar a dormir -falei, e ela me mostrou a lingua e fechou a porta.
              As vezes eu pareço a mãe e ela a filha, ri do meu pensamento, olhei o relógio já era 7:28
              -Droga -resmunguei, desci as escadas rapidamente, abri a porta, caminhei apressadamente.
              -Não vou chegar a tempo -murmurei.
              -Quer uma carona? -escutei a voz de Robert, virei o rosto e ele estava do meu lado com o carro.
              -Como...claro -entrei dentro do carro e ele acelerou para o colégio -anel novo? -falei apontando para seu dedo.
              -Novissimo -ele riu -esse anel é antigo, mas ele é ótimo.
              -Por que ta usando um anel?
              -Lembra que eu te falei que vampiros não podem sair no sol? Então...Esse anel deixa eu sair no sol-ele sorriu.
              -Serio? Mas...como?
              -É enfeitiçado -ele pisco pra mim.
              -Mas então se você tirar ele e estiver no sol, o anel para de fucionar?
              -Sim.
  •          -Luca está bem? -perguntei.
             -Está sim -ele sorriu.
             -Você acha que hoje ele vai tar no colegio?
  •          -Não sei -falou ele, entrando no estaciomando do colegio -olha a hora.
             -7:30 Nossa, que rapido, obrigada -falei tirando o cinto e saindo do carro, caminhei apressada com Robert ao meu lado, estavamos indo para a aula de arte, chegamos antes que a professora chegasse, me sentei no meu lugar, e suspirei.
              -Conseguimos -sorri. -ah...
  •           -Que foi? -perguntou Robert.
              -Você acha que ele está bravo comigo?
              -Por que ele estaria?
              -Por eu ter falado de vampiro...
              -Não Helena, Luca não ficaria bravo contigo por causa disso tá? -ele levantou me queixo e sussurrou -Ninguém está bravo como você Helena -sorri timidamente.
  •           -Helena, você está bem? -ele perguntou-me ao final da aula.
  •           -Claro -minha voz falhou.
  •           -Eu sei que você não está bem, agora diga-me por que?
  •           -Por que o que?
  •           -Você está assim? Triste -ele disse me olhando fundo nos olhos.
  •           -Não sei.
  •           -Serio? -Robert perguntou.
  •           -Acho que eu sei, mas eu não sei o por que.
  •           -É por causa do Luca?
  •           -Acho que sim.
  •           -Quer vir aqui na minha casa? -Rob perguntou com pura inocência.
  •           -Por que? -franzi o cenho.
  •           -Luca provavelmente vai estar por lá -ele sorriu.
  •           -Claro -eu sorri.
  •           Depois que o dia infeliz acabou, liguei para minha mãe, avisando-a que eu iria ir na casa de Robert, arrumei minhas coisas e caminhei junto a ele até seu carro, entrando nele, ele dirigiu tranquilamente, mesmo eu querendo que ele fosse o mais rápido possível, ele parou na frente de uma casa enorme, sua cor era de um castanho avermelhado, um portão logo em frente preto e gigante, muros com arbustos na frente, as janelas eram de uma cor preta fosca, de repente o portão foi aberto dando espaço a entrada principal de sua casa, ele estacionou na garagem que as paredes eram de um tom de vinho, tinha duas garagens, provavelmente para os carros de Luca e Robert, ele saiu do carro, fiz o mesmo e cambaleei atras dele, ele abriu uma porta preta, com alguns desenhos na porta, entrando dei de cara com uma sala enorme, onde havia uma lareira, dois sofás grandes, uma televisão de plasma, um armário cheio de bebidas, e uma escadaria no centro, Robert caminhou até o centro da casa.
                -Sente-se, vou chamar o Luca -ele sorriu, e fiz o que ele havia pedindo, ele subiu as escadas, gritando "Luca? Você está em casa?"
                 Fiquei observando a casa, ela era realmente muito grande, as paredes eram antigas, mas modernas ao mesmo tempo, suas cores era um castanho avermelhado, a casa era quente, por causa da lareira, voltei a minha cabeça novamente para a escada, e encontrei a figura parada de Luca me fitando, me sobressaltei no sofá.
                 -Você me assuntou -abaixei minha cabeça.
                -O que você está fazendo aqui? -ele falou com a voz severa e seria.
  •             -Eu queria saber por que você saiu correndo da escola ontem?
               -Não é da sua conta -ele se enfureceu.
               -Tarde de mais, já é da minha conta -me levantei -Me fala.
               -Eu sai por que eu quis.
               -Você saiu logo depois que eu falei vampiro.
               -Eu não gosto dessa palavra.
               -Por que? Por que seu irmão é vampiro?
              -Como você sabe? -ele se surpreendeu.
              -Ele me contou.
              -O que exatamente ele disse -Ele perguntou.
              -Ele apenas disse que ele era um vampiro, só isso, agora vai me dizer por que você me odeia ou está bravo comigo?
              -Eu nunca fiquei bravo com você e te odeio, e nem poderia.
              -Como assim?
              -Helena você é a pessoa mais maravilhosa, corajosa, linda, esperta, forte, confiante, inteligente, que eu conheço -ele parou e respirou fundo-, seus olhos são tão brilhantes, eu tenho que fazer o minimo de esforço para não ficar hipnotizado por eles -ele se aproximava de mim, até chegar a centímetros do meu rosto -Helena você é tudo que eu preciso, sem você eu não vivo, eu sei pode soar clichê e idiota, mas é a mais pura verdade, você não sai da minha cabeça um minuto se quer, você é como fogo, seu fogo me ilumina, ilumina minha vida, sem você ela não faria sentindo algum -ele segurou meu rosto e olhou fundo em meus olhos - Helena,eu não sei bem como é isso....mas eu te amo.
               Senti meu coração disparar desesperadamente, brutalmente, eu não controlava mais minha respiração, não me importava com mais nada, o que fazia minha cabeça girar era Luca, ele estar em minha frente, segurando meu rosto com seu toque suave, seus olhos verdes, me fazia ficar tonta, o som de sua voz era como uma melodia da minha musica favorita, eu percebi que eu o amava mais que tudo nesta vida, apenas respondi:
                -Também te amo.
                Ele sorriu e se aproximou de mim, Eu estava um pouco apreensiva no começo quando ele começou a se aproximar de mim, afinal toda vez que ele chegava perto, meu coração queria pular de meu peito,  , até que uma dose de doce paixão nossos lábios se encontraram, foi como se meu corpo não me obedecesse mais, não resistia aquele encontro de desejos. A força do amor era mais forte que eu, o céu parecia ter descido sobre nós. Não podia conter a alegria de beijar o homem que me fez conhecer o sentido de amar, E então seus lábios gelados, de mármore se pressionaram nos meus, o sangue queimou embaixo da minha pele, queimou nos meus lábios.
    Minha respiração saiu num suspiro selvagem.
    Meus dedos traçaram-se nos cabelos dele, puxando-o para mais perto de mim, 
    senti minhas mãos suarem frio enquanto fechava meus olhos, meus lábios se encaixaram perfeitamente aos dele conforme ele virou sua cabeça de lado e eu ao lado contrario, depois tombei minhas mãos no seu pescoço e o segurei firme, ele afastou seu rosto ele me fitava, depois sorrimos, e nos juntamos em um abraço forte e reconforte.
  •            -Então...agora a gente namora? -perguntei corando.
               -Ainda não...-ele agarrou minha mão e me puxou até o seu carro
  •            Eu não tive tempo de falar, eu não entendia nada, ele me levou até seu carro e abriu a porta para mim, entrei e ele logo depois estava ao meu lado e saiu da garagem.
               -O que você está fazendo? -eu perguntei confusa.
               -Você vai ver... -ele disse isso e partiu estrada a fora.

Nenhum comentário:

Postar um comentário