sexta-feira, 20 de julho de 2012

16.A festa de Freddie.

Ficamos olhando o filme até 19:00 da noite.
-ROB -soltei um berro ao me deparar que havia esquecido de ligar para Freddie, para falar quem eu convidei.
-O que houve Helena? -Rob parecia confuso, ignorando a pergunta de Rob, corri até meu telefone e disquei apressadamente o numero da casa de Freddie.
-Atende...Atende -eu caminhava para um lado e outro -Alô? Freddie? -parei quando escutei uma voz.
-Oi Helena -ele parecia tranquila, eu imediatamente falei.
-Freddie me desculpa, eu esqueci de te ligar...
-Está tudo bem Helena, não é sua culpa -ele tentava me acalmar.
-Ah Freddie, obrigada por me entender, bom eu convidei: Aria, Andy, Brenda, Caroline, Diego, Eduardo, Felipe, Gabriela, Miley, Monica, Olivia, Patrick, Victória e Zoey, pode ser essas pessoas, mais quem você já sabe?
-Claro Helena, você pode convidar quem você quiser.
-Tudo bem, mas vai só essas pessoas, pode ser? O resto é com você
-Claro -ele apenas concordou.
-Ah Freddie...Posso fazer os convites?
-Pode Helena, O que mais vai querer fazer? Limpar minha bunda quando eu for no banheiro? -nós dois rimos.
-Claro que não Freddie -ele riu -bom obrigada por ter me entendido.
-Claro, amigos são para isso.
-Sim, bom Freddie vou desligar para poder fazer os convites, tchau -desliguei o telefone e me virei e me deparei com a figura de Rob em minha frente, no mesmo instante me sobressaltei, ele apenas riu.
-Deixa eu advinha eu vou ajudar com os convites -ele perguntou sorrindo torto.
-Obvio, você e o Luca, aproposito vou ligar para ele agora -quando fui pegar meu celular no bolso não o encontrei.
-Você quer isso? -Rob falou levantando o meu celular no ar.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

16. A festa de Freddie.

fui até meu armário e escolhi minha roupa, escolhi uma roupa básica de ficar em casa, era uma blusa do Mickey , um short preto e um all star.
Caminhei até o banheiro e liguei o chuveiro esperei a água esquentar e ficar do jeito que eu gosto, quando ela enfim acertou na temperatura, tirei minhas roupas e entrei no chuveiro, enxaguei meu cabelo e depois meu corpo, terminando meu banho desliguei o chuveiro, me enrolei na toalha, sai do banheiro e passei meu creme de baunilha e vesti minha roupa, penteei meu cabelo e sequei ele com secador, depois que ele secou um pouco.
Peguei um caderno e desci até a sala onde Rob estava sentado olhando televisão, caminhei até o telefone de casa e peguei-o, me virei e me sentei na mesa e comecei a pensar em quem convidar.
-Você vai me convidar não é? -Rob perguntou.
-Não -fui fria.
-Por que? -ele falou em tom de tristeza.
-To brincando, obvio -eu sorri.
Virei meu rosto para a lista telefônica que eu havia pegado e disquei a primeira pessoa da minha lista telefônica e disquei o numero de Aria, minha amiga, quando eu ainda morava em Hollywood.
-Alô? Aria? -eu perguntei quando alguém atendeu.
-Oi, quem fala?
-É a Helena, Aria é você? -perguntei confusa com a voz.
-Sim, Helena meu Deus quanto tempo -Aria parecia surpresa.
-Pois é, então Aria eu estou te ligando para te convidar para a festa de Freddie, lembra do Freddie?
-Claro, cabelos longos, loiros, olhos azuis...Como eu iria esquecer -ela riu.
-Ele é inesquecível -eu ri junto -Então você vem? -perguntei.
-Claro, te vejo na festa -ela disse.
-Claro, tchau Aria -eu falei me despedindo dela.
Desliguei o telefone e coloquei "OK" ao lado de seu nome, a próxima era Andy, a gente era bem amiga quando eu ainda estudava em Hollywood, mas todos diziam que ela tinha inveja de mim, por que eu era a mais popular e que todos gostavam de mim, mas eu não me importava muito com popularidade, eu me importava mais com nossa amizade e eu aposto que ela também, então disquei o seu numero.
-Alô? Andy?
-Oi, quem fala?
-Sou eu a Helena.
-Ah...Oi Helena, quanto tempo -Andy pareceu surpresa.
-Muito, Bom eu te liguei para te convidar para a festa de Freddie.
-Freddie? -ela perguntou.
-Sim, não se lembra dele? Ele passava as ferias conosco no meu sitio -contei a ela as lembranças.
-Ah, o Freddie, lembro sim, cara quanto tempo que eu não vejo ele, é claro que eu vou -ela falou com entusiasmo.
-Eu te espero, tchau Andy foi bom falar com você.
-Pois é, tchau Helena. -Ela desligou e depois fui eu.
Olhei o próximo da lista era Brenda, disquei seu numero e falei para ela vir na festa, e assim fiz com todos, terminando me levantei e me sentei ao lado de Rob, ele estava vendo um programa de terror, parecia que na casa onde a família morava havia espíritos que assombravam por lá.
-Como você consegue ver esses filmes? -perguntei com medo.
-Por que eu sei que é mentira...Ou não, BU -ele gritou ao meu lado, eu no mesmo instante pulei,
-Seu maldito -falei empurrando ele, ele rapidamente me puxou para um abraço.
-Sua medrosa -ele sussurrou.
-Sou mesma -admiti, ouvi sua risada.
-Mas então, que roupa eu posso usar na festa de Freddie? -Rob perguntou.
-Tanto faz, você fica lindo de qualquer jeito -admiti.
-Helena mentir é feio -ele disse e riu.
-Não é mentira, e você saberia se fosse mentira, por que eu sou péssima mentindo -admiti.
-É mesmo -ele concordou
-Hein? -Bati em seu peito musculoso, ele riu
-Shh, vamos olhar -ele cochichou, eu reprimi uma risada.
Ficamos ali no sofá juntos e abraçados


terça-feira, 17 de julho de 2012

16. A festa de Freddie.

ah não -Rob resmungou.
-Robert -repreendi-o
-Tudo bem -ele cedeu e se agachou e largou o pequeno Barney que saiu correndo para os braços de Freddie que no mesmo instante o agarrou no colo.
-Tchau Freddie -Eu acenei e dei um cotovelada no braço de Rob.
-Ah, Tchau -Rob acenou igualmente.
-Tchau -Freddie falou e se virou.
Nos viramos e eu custei para virar o Rob também, depois que finalmente virei Rob caminhamos até seu carro, enquanto caminhamos até o carro acabei escorregando em um barro e caindo de bunda no chão, fazendo que minha calça sujasse, rapidamente Rob já estava ao meu lado me levantando.
-Você está bem? -Ele perguntou enquanto me levantava.
-Sim, mas minha roupa não -falei enquanto via minha calça.
-Quando chegarmos em casa eu lavo essa calça e você toma um banho -ele sorriu.
-Obrigada -estava caminhando em direção a porta do passageiro mas ele me puxou.
-Onde você pensa que está indo? -ele peguntou.
-Para o carro? -respondi como uma pergunta retorica.
-Não você não vai entrar no carro.
-Por que? -franzi o cenho.
-Por que seu traseiro está sujo, e você vai sujar meu carro, então eu vou te levar.
Ele me jogou em suas costas antes de eu discutir com ele, ele começou a correr muito rápido e fechei meus olhos para não acontecer um desastre.
-Pode abris os olhos -Rob afirmou-me, desci de suas costas e abri meus olhos com cuidado, eu já estava na frente de minha casa, me aproximei da porta e abri-la entrei correndo para meu quarto, tirei minha calça e coloquei outra, abri a porta e entreguei a calça a Rob que me esperava.
Depois que entreguei a calça a Rob, fechei a porta e a tranquei, escolhi a roupa

segunda-feira, 16 de julho de 2012

16. A festa de Freddie

-Oi Barney-Rob falou acenando para o filhote que logo em seguida começou a tentar latir- que eu fiz de errado? –Rob perguntou confuso.
-Nada, ele não te conhece ainda, por isso latiu para você está-te estranhando-ouvi a voz de Freddie virei meu rosto ele estava vindo em nossa direção.
-Rob segura o Barney-eu falei esticando o cachorro á Rob
-Eu não, capaz de ele me engoli vivo-Rob falou se recusando a segurar o filhote.
-Rob ele é só um filhote.
-Tudo bem-ele disse cedendo e pegando o filhote no colo.
-FREDDIE-eu gritei e depois corri e o abracei-que bom te ver –sussurrei em seu ouvido.
-Eu também Helena –ele sussurrou e beijou minha bochecha –estava morrendo de saudades.
-Então está pronto para sua grande festa? –me afastei e falei abrindo os braços com mão de Jazz.
-Ai meu Deus Helena! –ele me repreendeu.
-Que foi –perguntei sorrindo.
-Cuidado com o que você vai fazer –ele falou sacudindo os dedos.
-Eu sei me cuidar, mas agora eu quero que você convide seus convidados, ou seja faz uma lista de convidados.
-Tudo bem, mas eu quero que você também faça –ele sorriu.
-Por que?
-Assim não vai dar tanto trabalho para mim –ele sorriu.
-Tudo bem, mas quando eu acabar a lista eu vou ligar para você e falar quem eu possivelmente vou convidar e você fala se pode ou não.
-Que isso Helena.
-Você é o dono da festa, você que decide quem vai ou não.
-Claro –ele sorriu –Então o Rob se deu bem com Barney? –Freddie disse em tom de ironia apontando para Rob e Barney, me virei e vi a cena de Rob brincando com Barney, muito linda.
-Você tinha razão –Falei para Freddie –então Rob quem é que ia te devorar mesmo? –perguntei em tom de ironia, ele só ria.
-Helena, eu tenho que entrar para fazer os convidados-ele falou apontando o dedo para a porta de sua casa.
-Tudo bem, eu vou para minha casa fazer os convites, foi bom te ver -falei abraçando-o -Rob larga o Barney -pedi a ele.
-Ah não -Rob resmungou.

16. A festa de Freddie

-Julieta, ela já está no avião para Flórida... -senti as lagrimas vindo me segurei.
-Mas...Como? Ela não ia ficar uma semana? -Rob pareceu confuso.
-Foi o que eu pensei, mas parece que ela não se importa com meus sentimentos.

-Helena não diga isso, ela com certeza a ama e muito -ele disse e afagou meu braço.
-Mas eu queria muito abraçar ela, beijar ela, sentir o calor do seu corpo, seu sorriso, seu cheiro de morango, eu queria ter pelo menos falado em sua frente o quanto eu a amo, falar eu te amo.
-Você sabe o por que de ela ter ido mais cedo? -Rob perguntou enquanto dirigia.
-Sim, por causa do seu emprego, ela ia ficar uma semana aqui mas o chefe dela adiantou as coisas.
-Então não é culpa dela e sim do chefe.
-Rob -repreendi-o -não é culpa de ninguém -cruzei os braços.
-Se é assim.
-É ali -apontei para uma casa azul meio grande, janelas cor branca com plantas que circulavam a soleira da janela um canteiro ao lado da casa cheio de plantas e flores, a mãe de Freddie adorava plantar, havia duas arvores que de lá brotavam laranjas, e havia um muro pequeno grande na frente de sua casa com uma portinha no meio, o cachorro de Freddie, Barney, ele estava em frente a portinha relaxando, quando avistou nosso carro começou a soltar latidos fracos, logo depois que desci do carro ele percebeu que era eu começou a banar o pequeno rabo, muito fofo, eu queria correr até lá e agarra-lo e enche-lo de beijos, Barney era um yorkshire filhote, quando finalmente cheguei no muro nem abri a porta, apenas pulei o muro e recebi os beijos e carinhos de Barney, ele estava alegre hoje em me ver, pulava em cima de mim pedindo carinho, logicamente agarrei ele -Oh Barney, meu bebe você é tão lindo, ah vei aqui -eu fala com uma voz fina e beijava e agarrava o filhote.
-Helena assim você mata o pobre coitado -Rob protestou.
-Ciume? -eu ri -Olha Barney, novo amiguinho -eu continuava a falar com aquela voz fina.

sábado, 14 de julho de 2012

16. A festa de Freddie

Sai do quarto, passando pelo espelho me analisei, eu estava com os olhos completamentes vermelho, e com uma cara chorona, enxuguei as lagrimas e comecei a rir pesando em lembranças e percebi que minha cara de choro tinha mudado.
Desci as escadas, Rob se virou e me olhou com um olhar sério.
-Você demorou -ele falou se levantando -mulheres -ele bufou.
-Como? -perguntei batendo a bolça em sua nuca.
-Ai -ele gemeu e coçou sua nuca -vamos logo -ele disse indo em direção da porta.
Só assenti com a cabeça e andamos em silêncio até seu carro, abri minha porta e entrei, logo depois Rob já estava ao meu lado.
-Então...-ele começou -Por que estava chorando?
-Você? Ouviu? -eu perguntei gaguejando.
-Sim -ele pareceu se divertir com isso -Bom na verdade -ele disse ligando o carro -eu só ouvi as lagrimas.
-Ah -foi a unica coisa inteligente que saiu da minha boca -vamos visitar Freddie em sua casa.
-Claro, mas você ainda não me respondeu.
-Responde o que? -enrolei.
-A minha pergunta.
-Qual pergunta -eu reprimia uma risada.
-Que eu fiz para você -ele bufou.
-Eu não quero compartilhar.
-Por que? Eu compartilhem meu coração com você...Lembra? -Droga ele é esperto.
-Hein, isso é trapaça.
-Nada disso, Agora sem enrrolação por que você estava chorando?
-

sexta-feira, 13 de julho de 2012

16. A festa de Freddie,

(...) concentrado na televisão, ele vai esperar, me virei e fui até o quarto de Lauren.
-O que foi? -perguntei entrando no quarto, em uma fração de segundos ela me empurrou na cama e fechou a porta.
-Eu preciso falar com você, mas Rob não pode descobrir nada, você não vai contar nada há ele -ela me pediu.
-Eu não conto agora me fala o que é de urgência importância? -perguntei preocupada.
-É assim...A Julieta vai partir hoje.
-O que? Mas...
-Helena você sabia que ela partiria.
-Mas não agora, eu pensei que seria uma semana.
-Ela pediu para eu te dizer para você não ir na casa dela.
-POR QUE? -eu aumentei a voz.
-Eu não sei -eu percebi que Lauren estava escondendo algo de mim.
-Lauren você está me escondendo algo?
-Eu? não -ela gaguejou.
-Ah por favor diz que não é tragédia.
-Basicamente, não sei se para você vai ser uma tragédia...ela já se foi.
-Como assim? Me explica isso Lauren -eu me levantei da cama.
-Ela já se foi para Flórida -ela suspirou.
-O QUE? -eu gritei -mas eu nem me despedi dela -eu falei olhando para o chão -como ela pode? -eu murmurei a mim mesma.
-Teve um imprevisto e ela teve que partir hoje, ela disse que queria te abraçar, sentir seu cheiro antes de partir, mas o chefe dela não deixou ela vir aqui para se despedir.
-Eu vou ligar para ela -eu falei sacando meu celular do bolso.
-Helena acho melhor não -Lauren falou pegando meu celular.
-Lauren eu vou ligar para minha mãe, eu vou falar com ela -eu falei em um tom severo -agora me devolve o celular -eu pedi com a mão esticada.
-Mas...-ela se negava.
-Lauren é meu celular e minha mãe -minha voz estava mais firme.
-O que você vai falar com ela? Que eu contei toda a verdade para você?
-Não, eu quero saber se ela vai mentir para mim -eu falei ainda com a mão esticada.
-Tudo bem -ela cedeu e largou o meu celular na minha mão.
-Obrigada -falei pegando o celular e discando o numero do celular da Julieta, demorou um pouco mais ela enfim atendeu.
-Alô? -escutei sua voz, meu coração se apertou, eu segurava as lagrimas.
-Mãe, onde você está? -perguntei com voz de choro.
-Eu estou na casa da Madison lembra? -ela mentiu.
-Então estou indo te visitar -menti.
-Você não pode -ela foi rápida na resposta.
-Por que? -perguntei.
-Por que eu não estou em casa agora.
-E onde você está? -perguntei já sabendo a resposta.
-Filha...
-Você está no avião indo para Flórida -eu respondi minha pergunta.
-Como você sabe?
-Por que você mentiu para mim -ignorei sua pergunta.
-Eu pensei que se você não soubesse da verdade ia ficar tudo bem, eu inventaria uma desculpa para você não ir me visitar.
-Mãe, eu queria me despedir de você.
-Eu também, eu queria estar com você agora -eu não conteve e comecei a derramar as lagrimas.
-Mãe eu te amo muito, eu sinto sua falta.
-Filha eu também te amo.
-Mesmo a gente brigando, discutindo muito você sabe que eu sempre te amei não é?
-Eu sei minha princesa.
-Eu queria estar com você agora -a cada palavra que eu falara derramava mais lágrimas.
-E você está -franzi o cenho -eu estou no seu coração para sempre e em todos os momentos, não se esquece disso minha princesa.
-Nunca -confirmei.
-Filha eu te amo...
-Mãe? Mãe? Você está ai? -eu não escutava nada, respirei fundo e enxuguei  minhas lagrimas - Caiu.
-Minha pequena calma -Lauren falou me abraçando.
-Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram, Lauren eu sonhei que eu abraçava minha mãe, beijava seu rosto enchia-a de carinho antes de ela partir, mas eu fui iludida pelo sonho.
-Helena, chore desabafe -eu gemia por causa da dor da saudade.
-Lauren -falei saindo dos braços dela -eu vou tentar pensar em outra coisa, esquecer isso -falei enxugando as lagrimas e sorrindo

quinta-feira, 12 de julho de 2012

16. A festa de Freddie.

                      16. A festa de Freddie


  • Senti um arfar quente em minha cabeça, quando abrir totalmente os olhos percebi que tinha dormindo nos braços do Rob, tomei o maior cuidado para não acordar ele, mas uma parte de mim não queria sair dos braços dele, estavam muito aconchegantes, então decidi me enterrar mais em seus peito, fiquei pensando no que Rob havia me contado ontem sobre seus pais hoje eu decidi que queria saber mais, eu sei que isso seria complicado para Rob, mas ele precisa enfrentar o medo, a ferida, e eu sou a unica pessoa que ele confia a contar.
    Depois de algum tempo Rob começou a se mexer, levantei minha cabeça e olhei para seu rosto ele me olhava, ele sorriu.
    -Sabe você dormindo é muito linda...mas ver você roncando como trator é insuportável -ele riu, levatei meu braço e soquei seu braço.
    -Eu não ronco -eu afirmei -seu chato -me afastei dos seus braços e deitei no meu travesseiro e me virei olhando para ele -então...
    -O que você quer? -ele me perguntou sorrindo torto.
    -Por que você acha que eu quero algo? -ele me olhou nos cantos dos olhos.
    -E não quer? -ele desafiou.
    -Bom...
    -VIU EU SABIA -ele no mesmo instante gritou e meio que pulou na cama -então... o que você quer? -ele se ajeitou na cama e perguntou.
    -Eu queria -me levantei e me sentei na cama, escorada na parede como ele -eu queria saber mais sobre seus pais -eu temia sobre sua reação.
    -Claro... O que você deseja saber? -me surpreendeu ele não gaguejar, ele tratou o assunto normal.
    -O que eles fizera com você? -perguntei ainda com medo.
    -Eles...me abandonaram.
    -Por que? -perguntei preocupada.
    -Eu não sei, nunca soube, só sei que um dia eu e o Luca acordamos em casa e eu e ele fomos procurar eles por toda a casa, nós dois pensamos que eles tinham saído, então esperamos eles chegarem, mas eu percebi que já tinha chegado noite e eles ainda não haviam voltado, nós ficamos mais preocupado, eu descido sair de casa a procura deles, Luca queria sair também mas como eu era alguns minutos mais velho falei para ele ficar em casa, então eu sai para as ruas, perguntar se viam eles, pelos vizinhos foi a primeira alternativa, mas todos diziam o mesmo "Não sei, não vi eles hoje" estranhei por que exatamente todos falaram isso, eu pensei que meus pais falaram com todos os vizinhos que eu conhecia, mas será mesmo que eles faria isso comigo? Se sim eu não sabia o por que.
    "Então eu sai pelas ruas fora do meu bairro a procura deles, eu era muito novo, tinha apenas 14 anos não sabia muito bem o perigo das ruas, então eu saía perguntando a todos, mas na volta para minha casa eu fui assaltado e espancado...Mas se não fosse os meu vizinhos eu estaria morto, eu só sentia dor, eu pensava que a morte estava chegando, mas eu fui salvo pelo meus vizinhos eu sou e sempre vou ser grato a eles, mas desde da quele dia eu nunca mais encontrei meus pais até uma noticia sair no jornal com a foto deles a noticia dizia "Uma família foi brutalmente assassinada essa noite, vitimas:  Karen Carter,  Stephan Mourou" Quando eu li aquela noticia, eu não conseguia formar forças para contar isso a Luca, mas depois percebi que ele estava atrás de mim lendo tudo, e ele estava derramando lagrimas junto comigo, me levantei e nós dois nos abraçamos, "Eu perdi tudo" o Luca dizia, "Não você não perdeu, você tem eu, seu irmão, e ninguém vai nós separar" nós dois derramávamos lagrimas uma na camisa do outro "Tudo vai ficar bem, se acalma" eu dizia e afagava a cabeça de Luca"
    "Solidão é uma ilha com saudades do barco....Abandono é quando o barco parte e você fica, com seu coração quebrado, Helena é difícil suportar a dor da despedida, principalmente quando a partida é para nuca mais voltar.
    -Rob... -eu puxei ele para um abraço.
    -Helena, quando a dor não cabe no peito...ela transborda nos olhos -puxei ele para minha frente e vi ele derramar lagrimas, enxuguei elas rapidamente.
    -Rob...Me desculpa -eu percebi que chorava também.
    -Por que? -ele pareceu não entender.
    -Por eu ter feito você falar isso, falar de sua dor, do seu sofrimentos, eu toquei em algo que não devia ser tocado, suas feridas -abaixei minha cabeça
    -Helena...Para -ele me puxou para um abraço e eu me deitei em seu peito, ele afagava minha cabeça -você não é culpada de nada.
    -Mas olha o que eu fiz com você...
    -Helena você me faz feliz -ele não deixou eu terminar -agora pare de chorar, e vamos esquecer disso tudo, vamos nos concentrar em outra coisa, por favor -ele falou olhando em meus olhos.
    -Tudo bem -eu forcei um sorriso.
    -Nada disso eu quero ver um sorriso verdadeiro -ele me olhou com um olhar que era familiar, ele me jogou na cama e começou a fazer cocegas, eu não suportei a tortura e comecei a soltar risadas.
    -PARA SEU LOUCO -eu gritava implorando, mas de costume ele não parou.
    -Eu paro quando você concordar em sair dessa casa, e esquecer a dor.
    -TUDO BEM AGORA... PARA -eu não conseguia responder direito com minha respiração ofegante, ele enfim parou e se levantou, eu ainda estava deitada na cama com meu arfar descontrolado, depois de um tempo na cama me levantei toda descabelada obviamente, eu ia pedir licença para Rob sair do quarto mas ele não estava mais por lá.
    -ROB? ONDE VOCÊ ESTÁ ? -eu gritei desconfiada.
    -Aqui -ele disse abrindo a porta -algum problema? -ele sorriu torto.
    -Não, agora...-mas antes de eu terminar ele fechou a porta, eu franzi o cenho -então tá - me virei e abri meu guarda roupa e peguei a primeira roupa que avistei, primeiro olhei o clima, estava morno, o ar abafado e úmido, então decide escolher uma calça jeans com uma bota com franjas e uma regata simples, depois desfiz os nós que haviam no meu cabelo, depois dessa batalha contra os nós eu enfim terminei, peguei minha bolça e abri a porta do meu quarto e desci até as escadas.
    -Helena? -escutei a voz de Lauren me chamar me virei.
    -Sim?
    -Pode vir aqui? -ela pediu e entrou para seu quarto, eu apenas olhei para a escada e vi Rob olhando concentrado olhando Tv

6.Conhecendo a família.

Eu e Rob ficamos olhando televisão, por algumas horas, eu estava afagando seus cabelos pretos e macios, quando a campainha toca.

 -Quem é? -ele perguntou ainda rindo e se espreguiçou se levantando do sofá.
-Não, sei, mas aposto que você sabe -fui até a porta, como uma mendiga, abria-a e era Freddie.
-Ah, Freddie -dei-me um tapa em minha testa- me desculpa, eu esqueci.
-Tudo bem -ele deu um sorriso tristonho, com a cabeça baixa e deu meia volta.
-Não -puxei seu braço-eu irei com você, faria qualquer coisa para ver alguém com a tesoura em seu cabelo- acho que só eu ri da minha piada sem graça- Entre -falei indicando para que ele entrasse.
-Eu vou me vestir.
Ele entrou e parou no meio da sala quando viu Rob no sofá e sussurrou no meu ouvido:
-Quem é ele?
-Meu amigo- eu sorri.
-Venha aqui, senta aqui do meu ladinho-disse Rob, batendo no sofá.
-Se comporte -eu ri.
Subi rapidamente para meu quarto, entrando por lá, com rapidez, tirei meu pijama  e vesti minha camiseta preferida, uma camiseta manga comprida gola V cor azul bebe e minha calça jeans, e minha bota Ugg, cor beje. Sentei-me na cadeira diante do espelho e penteei meu cabelo, desfazendo os nós que haviam nele, logo depois peguei meu rímel e passei em meus cílios, abri minha gaveta e peguei minha pulseira que meu pai havia me dado de presente coloquei em meu pulso, levantei-me me olhando uma ultima vez no espelho, e depois me virei e peguei minha bolsa, que estava sobre minha cama, respirei fundo e sai do meu quarto.
Desci as escadas, parando na sala e falei:
-Vamos Freddie -ele assentiu, e se levantou e me guiou até seu carro e abriu a porta para mim.
-Primeiro as feias, depois os horrorosos -ele riu e eu dei um tapa em seu ombro.


Chegando no cabeleireiro, Freddie mostrou ao homem como ele queria que sue corte ficasse. Saquei minah câmera da bolsa e comecei a filmar Freddie cortando o cabelo.
-Helena, eu vou ficar gatinho?-ele piscou e passou a língua nos lábios- Helena, porque você está gravando?  
-Para memorizar um momento histórico como este! -eu sorri.
O homem já estava acabando de cortar o cabelo de Freddie, troquei o modo video da câmera para o modo foto. Quando ele terminou o cabelo Freddie o bagunçou todo, seu cabelo castanho loiro e seus olhos azuis, ele estava realmente lindo.
-Ficou bonito -elogiei-o-Vou tirar uma foto -falei mirando a câmera em seu rosto, ele bagunçou mais o seu cabelo e sorriu torto com covinha se formando no canto de seus lábios, foi difícil para mim se concentrar na fotografia. Desviei meus pensamentos de seu rosto perfeito e consegui tirar a foto.
-Obrigada, me sinto estranho -ele riu.
-Claro, você tinha o cabelo maior que o meu -eu ri.
-Eu era uma verdadeira mulher -nós dois rimos.
Entramos no carro e fomos para casa, no caminho paramos no drive trhu do McDonald's e pedimos para viagem dois hambúrgueres, duas porções de batatas, dois refrigerantes e dois milk shakes, a moça se curvou e entregou nossos pacotes, quando ela se esticou aproximou seus lábios ao ouvido de Freddie e sussurrou:
-Meu número de telefone está ai, é só me ligar -eu vi a cara de espanto de Freddie, eu senti a raiva subir e não me controlei:
-Com licença querida, mas ele não é boi para agradar vaca! -a mulher me olhou e arregalou os olhos- Ah, obrigada pela comida. -Ela se afastou e Freddie arrancou com o carro. Olhei para ele e ele estava apavorado.
-Essa mulher é louca...Ah, obrigada -ele gaguejou.
-Amigos são para isso -falei abrindo a sacola com as porções de batata frita, peguei uma batata e alcancei na boca de Feddie, nós dois rimos com as lembranças da mulher.
Ficamos conversando muito, falamos de sua banda.
-E a Supernatural? -eu ri.
-Está bem, gravamos um CD, depois eu te entrego -ele riu.
-Queria te ver tocando -suspirei.
-Ué é só aparecer qualquer dia desses lá em casa, que eu toco para você.
-Assenti, pegamos nossos Milk Shakes e fomos para a casa, chegando por lá Freddie foi até a soleira da porta e falou.
-Deixa que eu abro para você -falou ele colocando a mão na maçaneta, porem ela não abriu.
-O inteligencia, como você vai abrir a porta se ela ta trancada? -eu ri.
-Eu sabia disso - ele fez uma pose.
Abri a porta e peguei a minha câmera e tirei a foto do seu novo cabelo.
-Eu tenho que ir agora -disse Freddie.
-Ah, tem mesmo?
-Sim, mas foi legal hoje, eu queria poder repetir isso mais vezes.
-Eu também -eu sorri - ah Freddie, amanha você arrasar no colégio -ele riu.
Me despedi de Freddie, me virei Rob estava no sofá, soltei um grito.
-O que foi? -ele pergunto
-Você me assusto -atirei nele o travesseiro que estava ao meu lado.
-Rob, temos o resto do dia juntos né?
-Sim...por que?
-Vou te ajudar a achar uma namorada para você -eu sorri.
-Helena...
-Você tem que superar o medo.
-Tudo bem -ele concordou - onde vamos? -disse ele levantando-se do sofá.
-Ao parque.
Ele desligo a televisão e apagou as luzes e foi direto para o carro.
-Primeira as damas -ele sorriu.
-Obrigada -puxei minha blusa para o lado, como uma "princesa"

8.Sinto sua falta



                        5.Sinto sua falta.
     Manquei até a sair do hospital.
     -Vamos para casa filha.
     -Eu vou com o Luca –bufei.
     -A pé?
     -Sim, tenho que me acostumar com a tala.
     -Tudo bem.
     Eu e Luca caminhamos silenciosamente, fiquei pensando em Robert, eu sentia sua falta, das nossas brincadeiras.
     -Eu vou acabar com Jerry –Luca falou.
     -Luca...
     -Helena ele matou meu irmão e te machucou.
     -Mas você é diferente –peguei seu braço.
     -Desculpa Helena, mas eu vou atrás dele –ele puxou o braço e saiu correndo.
     -Luca, Luca! –eu gritava na solidão, e virei e caminhei sem prestar atenção no chão, e não queria que Luca fizesse aquilo, ele era diferente, eu estava tão distraída que tropecei em alguma coisa e cai no chão –Droga –eu tinha me cortado minha mãe, olhei para o chão para ver no que eu tinha tropeçado, era algo que estava enterrado, comecei a cavar para ver o que era, percebi que era uma pessoa, cavei mais depressa, reconheci quem era. Eu não acreditem.
     -Robert, Robert acorda, por favor –mexia seus ombros –Acorda por favor- ele não respondia, passei a mão nas lagrimas e me deparei com meu corte, estava sangrando, pensei em algo que provavelmente ajudaria Robert, procurei algo afiado, achei o caco que eu tinha me cortado, peguei-o e passei pelo eu pulso, cortando-o, o sangue começou a sair –me enjoei, mas eu tinha que ser forte, era a vida de Robert em risco- coloque eu pulso, derramando sangue em sua boca.
      -Vamos Robert – eu continuava a colocar o sangue em sua boca. Mas ele continuava de olhos fechados.
      -Robert, Robert – eu aumentava minha voz.
     De repente , ele agarrou meu pulso, eu e assustei, tentei puxar meu pulso, mas ele o segurou e começou a sugar meu sangue. Eu estava ficando tonta, doía, parecia que algo me beliscava, mas eu fazia tudo por ele.
     -Robert, tá ficando melhor.
     -Helena –ele sussurrou.
     -Robert – eu sorri.
     -Helena tira seu pulso, tape seu sangue.
     -Rob...
     -Agora – ele aumentou a voz.
     Tirei meu pulso, Robert rasgou uma parte da minha camisa e enrolou em meu pulso sangrento.
      Eu ajudei-o a levantar do chão.
      -Obrigada Helena – ele me abraçou.
      -Que bom que você está melhor, fiquei tão preocupada quando Luca me falou que você tinha morrido.
       -Luca? Cadê ele?
       -Ah... Eu tentei impedi-lo, mas ele foi...
       -Droga –ele me colocou em suas costas, corremos, em uma velocidade extraordinária.
       -Você sabe onde ele está? –sussurrei.
       -Sim, vampiros podem sentir a presença de outros.
       -Como está sua perna?
       -Está melhor.
       -Luca te largou aqui?
       -Sim.
       -Não acredito que ele fez isso com você.
       -Deixa, não precisa se preocupar.
       -Mas...
       -Robert, se ele não tivesse me deixando aqui eu não te encontraria. Já estamos chegando?
       -Sim.
       -Ah...Robert, eu senti sua falta.
      -Eu também.
      -Eu pensei que você não ia mais voltar, você tinha que ver meu desespero –eu ri.
      -Por que está rindo?
      -É que eu...Pensei que não iria mais te ver e você me faz rir.
      -Só por isso? –ele desafiou.
      -Bom....também por que eu te amo –eu sorri.
      Eu percebi que ele deu u sorrisinho malicioso.
      -O cheiro de Luca já está perto.
      Corremos na mesma velocidade, tive que fechar meus olhos, vento batia em meus olhos e lacrimejava –doía.
      Paramos de frente para uma casa, cinza com as janelas em perfeito estado, era uma casa muito linda.
      -Que casa linda –comentei descendo das costas de Robert.
      -É mesmo –ele se virou para mim e segurou meus braços – você fica aqui tá bem?
      Assenti –mentindo- olhei Robert indo para a casa, ele caminhava em silêncio, ele entrou pela porta, abrindo-a devagar, ele revistava tudo antes de entrar. Esperei a distância correta para entrar. Me aproximei da casa cuidadosamente para não pisar em nenhum galho –de costume- chegando perto da casa me ajoelhem contra a parede de baixo de uma janela e observei a porta aberta, revistei se tinha alguém, estavam todos no chão parados, não sabia o por que, me levantei e sai correndo ainda em silêncio , desci cuidadosamente as escada, tinha um corredor que dobrava para outro, me encostei na parede e vi um homem, velho, barbudo com uma camisa toda manchada, ele estava de costas , acho que ele escutou minha respiração ofegante  pois ele se virou e encontrou me olha, me virei rapidamente –eu estava tremendo de medo.
      Mas não adiantou nada, ele veio vindo em minha direção, minha respiração aumentava de acordo com seus passos  iam aumentando, mas antes e ele e encontrar e provavelmente me matar, eu escutei uns barulhos autos e quando fui procurar ele , ele tinha sumido. Arregalei os olhos, um estante ele estava ali e outra hora não, sacudi a cabeça e analisei o lugar para ver se tinha mais alguém, negativo.
      Caminhei devagar tinha duas portas, uma delas estava trancada, batia nela para poder abrir mas escutei o trinco, me assustei e entrei na porta que estava aberta, espionei o cara que saía, reconheci o garoto era Jerry, seu olhar era furioso, ele subiu as escadas – me aliviei- na hora que fui subir as escadas algo segura me pulso.
      -Eu não te falei para esperar lá fora? –me aliviei em escutar a voz de Robert.
      -Você sabe que eu viria.
      -Mas você poderia morrer. E eu não viveria sem você.
      -Mas o Luca está lá, e eu o amo, preciso salvar sua vida.
      -Não é só questão do Luca, você corre um grande perigo de morrer.
      -Mas eu posso ser útil.
      -Eles podem te matar em segundos.
      -Deixa eu te ajudar? Por favor.
      -Tá bom, mais fica atrás de mim.
      Assenti, a gente caminhou em silêncio cuidando para não pisar em nada e fazer barulho, Robert entrou primeiro –ele estava muito protetor- ele foi segurar meu braço mais algo me pegou por traz fazendo a gravata e começou a falar.
      -Achei vocês.
      Reconheci a voz, era Jerry.
      -Larga ela –Robert gritou.
     -Não, dessa vez eu vou matar ela.
     -Eu. Disse. Para. Você. Lagar. Ela –Robert gritou pulando em cima de Jerry, com o impacto eu fui solta e caindo no chão, Robert estava em cima de Jerry , eles estavam brigando, Robert se movimentava muito rápido. Não conseguia ver aquilo, então decidi ser útil e peguei um pedaço de madeira e esperei Jerry virar para trás, ele estava sufocando Robert, não aguentei e acertei a cabeça de Jerry distraindo-o, mas acho que ele ficou com mais raiva, ele se virou seu olhar estava um vermelho vivo, muito forte que dava agonia. Ele grunhiu para mime mostrou seus dentes ele se aproximou de mim. Mas algo o fez parar, ele ficou paralisado com cara de dor, analisei-o todo o corpo e me deparei que tinha um pedaço de madeira cravando em sua barriga, olhei para Robert e sorri, ele sorriu de volta.
      -Obrigada –sussurrei.
      Ele piscou, nós entramos pela a mesma porta que Jerry saiu e avistamos um homem batendo em Luca, ele estava amarrado em uma cadeira.
      -Nã... -Quase gritei mas Robert colocou sua mão sobre meus lábios, eu só sentia as lagrimas escorrem dos meus olhos, Robert estava concentrado em Luca, mas sentiu as lagrimas quentes dos meus olhos em seus dedos finos, ele se virou e suspirou.
      -Não chore, tudo vai ficar bem...agora fica aqui –disse ele sussurrando, ele estava entrando dentro da sala, puxei seu braço.
      -Não vá.
      -Eu tenho que ir –ele beijou minha tesa e depois desapareceu, espionei e vi ele lá.
      -Olá, você não vai fazer nada com o meu irmão –disse Robert com tom de firmeza.
      -Você que pensa – ele deu um soco em Robert, ele voou longe, ele caiu com as mãos na barriga, ele socou a parede e saiu gritando e deu um soco no homem alto, o homem cuspiu um dente, e caiu com a mão na barriga, antes que o homem caísse no chão Roberto segurou em sua frente e disse:
       -Você vai soltar eu irmão agora e vai esquecer tudo –ele estava hipnotizando o homem  logo após o homem foi até as cordas que prendia Luca e as cortou, depois Luca se levantou e ficava fitando Robert surpreso e depois Robert chega perto do homem e fala:
       -Obrigada por sua ajuda –Robert arranco a cabeça do homem, suspirei essa imagem não era boa. Depois Luca falou:
       -Não acredito que você está vivo, senti tanta sua falta – ele correu e abraçou Robert, essa cena era tão linda que comecei a chorar, Luca ouviu meu choro.
       -Helena está aqui?
       -Sim –ele respondeu.
       Luca saiu correndo e ele me avistou e me abraçou e aproximou seus lábio nos meus, fazia um bom tempo que não nos beijávamos, seus lábios macios e doces , contornavam minha boca, tracei meus dedos em seu cabelo, puxando-o para mais perto de mim mas ele afastou-se.
     -Helena senti tanta sua falta- respirei fundo para me concentrar em suas palavras, e só depois eu vi que ele estava com seu peito nu e perfeito.      
     -Sim, Luca eu encontrei Robert-falei com entusiasmo.
     -E onde ele estava?
     -Enterrado em folhas eu tropecei nele.
     -Ela salvou minha vida –disse Robert – com seu sangue –ele suspirou.
     -Você sugou o sangue dela? –perguntou Luca confuso, escutamos o chão tremer e as paredes caírem.
     -Depois eu te explico Luca , primeiro vamos sair daqui –falei.
    Ele assentiu, Luca me carregou para fora da casa – primeiro por causa da tala e segundo por que eu corro muito devagar e quando corro eu caio- a casa estava desabando. Estranho porque aquela casa era tão perfeita, mas acho que as aparências enganam –essa frase encachou perfeitamente no momento.
     Saindo da casa, nós paramos e viramos e vimos aquela casa perfeita desabar em pedacinhos.
     Luca olhou meu pulso e perguntou:
     -Com você se corto –ele franziu o cenho.
     -Logo após que você me deixou sozinha na floresta eu tropecei no corpo de Robert e cai no caco de vidro do chão.
     -E com Robert sugou seu sangue?
     -Eu cortei meu pulso e coloquei o sangue que escorria na boca de Robert.
     -Então ele não te mordeu?
     -Não Luca. Você acha que Robert faria uma coisa dessas?
     -Desculpe.
     Encostei meus lábios nós lábios de Luca, seus lábios eram muito macios, seus lábios estavam se contraindo contra os meus, mas ele se afastou – temos que ir.
      Ele me jogou em suas costas nuas , me agarrei em seu peito de pedra , Robert e Luca correram muito rápido, parecia que estávamos voado.

      Quando chegamos em casa, desci das costas de Luca, eu estava muito tonta que cai para trás, Robert e Luca falaram ao mesmo tempo.
      -Você está bem?
      -Estou só um pouco tonta, não me acostumo com isso –eu sorri.
      Entrando em casa Robert diz:
      -Já vou indo...
     -Robert espera, fica, não te vejo a tanto tempo.
     -Mas você tem o Luca.
     -Eu sei mas o Luca eu vejo sempre e você não –me virei para Luca- Luca eu te amo mas eu estou morrendo de saudades de Robert.
     -Tudo bem meu amor –Ele me deu um selinho
     Ele saiu a minha casa e Robert entrou sentando-se no sofá.
     -Oi baby, o que vamos fazer hoje?
     -Panquecas?–eu ri.
     -Eu adoraria –ele se levantou e pegou seu avental que dizia “O papai que manda” – Eu adoro esse avental- disse ele fazendo uma pose.
     -Então vamos fazer panquecas papai –eu disse batendo no seu avental.
     Nós levantamos e fomos até a cozinha.
     -Para animar isso –ele pegou o controle do Ipod e ligou, ele me puxou e me enrolou em seus braços e ele começou a dançar, ele me girou e quando fui voltar para seus braços, eu voltei rápido de mais e acabei batendo em seu peito.
     -Você é muito forte,  rápido de mais –ele riu da minha cara.
     -Eu sei, agora me passa a massa que eu fiz.
     Ele dançou até pegar a massa, levantei uma sobrancelha e depois soltei uma risada, ele pego a massa e me alcançou o pote com a massa, coloquei na frigideira, depois senti Robert chegando por trás e colocou suas mãos na minha barriga e começou a fazer cócegas.
      -Para com isso –eu tentava tirar suas mãos da minha barriga, mas não conseguia.
      -O papai está com fome –me virei e fiquei batendo nele, o que era inútil porque ele não sentia nada.
      Ele segurou meus braços e ficamos nos fitando, seus olhos eram de uma cor tão perfeita. Percebi que ele estava tentando me hipnotizar.
      -Você não consegue –eu ri.
      -Eu sei, mas eu gosto de ficar olhando para você –ele sorriu.
      -Por quê? –perguntei
      -Sinto sua falta –ele suspirou- quando eu fui enterrado eu pensei que nunca mais poderia te ver.
      -Robert –abracei-o –mas agora você me tem –levantei as cabeça –e nunca vai me perder.
      -Tem certeza? Por que o jeito que você é desastrada...
      Levantei meu punho e bati em seu braço.
      -Vou voltar com as panquecas.
     Ele sentou-se à mesa, me fitando, comecei a fazer as panquecas-Robert me fazia felizes, os momentos que eu passava com ele eram especiais e únicos.
    -Está pronto Robert –falei levando os pratos á mesa.
    -Vamos comer? –falei pegando os talheres.
    Comemos as panquecas, eu acho que se meu ai fizesse ficaria melhor.
    -Então o que achou?
    -Horríveis –ele riu – estou brincando, estava ótima.
    -Eu sei – me virei girando a toalha.
    -Seduziu agora – ele riu batendo palma.
    -Seu bobo – joguei a toalha em seu colo –agora vem me ajudar.
    Ele resmungou mais venho, terminando a louça enfim perguntei.
    -Vai dormir aqui hoje?
    -Vou...Ah, Freddie está vindo aqui , vou subir e fazer alguma coisa lá em cima –ele me abraço –boa noite.
     Freddie estava vindo aqui? Por quê? Só escutei a companhia. Abri a porta.
     -Oi Freddie –eu sorri.
     -Oi Helena –ele sorriu – eu queria te pedir uma ajuda.
     -Fala –estendi a mão para ele entrar.
     -Assim-ele foi se sentando- eu queria cortar meu cabelo.
     Levantei a sobrancelha-Serio? Por quê?
     -É que esses dias eu estava na casa dos meus tios e o gado deles, o Esmugo, eu e sentei na poltrona e joguei meus cabelos para trás e eu senti algo puxar meu cabelo...
     -E era o Esmugo certo?-eu ri.
     -Sim –ele riu.
    -Então o gato puxou seu cabelo-falei resumidamente.
    -Sim, e doeu –ele riu-então eu queria saber oque você acha de eu cortar o cabelo?
    -Eu acho uma boa ideia, assim o gato não te machuca mais-eu ri.
    -Obrigada Helena, você vem comigo?
    -Claro, amanha?
    -Sim-ele sorriu.
    Quando Freddie estava saindo de casa às luzes de apagam.
    -Droga –exclamei –me ajuda achar uma lanterna.
    -Tudo bem.
    Caminhei dificilmente-por causa do escuro e da tala-caminhei com as mãos na frente, tentando não bater em nada.
     -Achou? –perguntei-a Freddie.
     -Nada.
     Andei para trás falado com Freddie.
     -Freddie você está com medo?
     -Não e você?
     -Não, por que estaria?-Falei com tom de riso, comecei a andar para trás –com medo- quando senti algo encostar em minhas costas, dei um grito e Freddie também.
     -Algo encostou em mim –falei.
     -Em mim também-Freddie admitiu.
     -O que você acha que encostou em você? –perguntei.
     -Não sei, mas não estou com medo.
     -Também não -menti.
     -Achei! –exclamou Freddie.
     -Ele ligou-a e se virou e a luz foi na minha cara e nós dois gritamos.
     -Seu medroso-eu falei.
     -Você também
     -Ilumina ali-falei apontando para o armário.
     Procurei outra lanterna, achei uma e peguei, iluminei a cara de Freddie.
     -Vamos procurar o interruptor-sugeriu Freddie.
     Assenti, descemos as escadas que dava para o porão.
     -Isso dá medo–comentou Freddie.
     -Medroso –falei, caminhamos até achar o interruptor , no caminho encostei em algo grudento e soltei um grito , só escutei o riso de Freddie –O que é isso?
      -Depois o bebe sou eu, é só teia de... aranha –ele gritou e me abraçou.
      -Vamos sair daqui? –sugeri.
      -É uma boa ideia, mas eu não quero te deixa esse escuro.
      -Tudo bem-peguei sua mão - vamos ser fortes.
      Ele assentiu, caminhamos de mãos dadas tremendo e rindo um pouco.
      -Aqui!-exclamei, levantando a alavanca vermelhas as luzes voltaram.
      -Isso!-Freddie levantou as mãos –bate aqui –ele falou com uma voz engraçada, não resiste e bati em suas mãos rindo.
      -Vamos subir agora? Isso da arrepios –Freddie estremeceu.
      Assenti subimos as escadas juntos, chegando na sala suspirei.
      -Conseguimos-quando falei isso a luz caiu novamente – ah mais que droga!- mas antes de eu ter que descer até o porão a luz volta.
      -Viu não fique irritada-Freddie falou afagando meu ombro, eu ri.
     
      -Vou indo, amanha vou cortar meu cabelo-ele piscou.
      Ele estava saindo de casa, mas ele parou na soleira da porta e se virou e franziu o cenho.
      -O que houve? –perguntei assustada.
      -O que houve com sua perna? –perguntando ele olhando para a tala.
     Demorei um pouco para pensar em  uma mentira convincente.
     -Eu cai.
     -Caiu? Aonde?
     -Eu cai... De uma  janela.
     -E agora você está bem?
     -Estou não precisa se preocupar.
     -Tudo bem.
     -Tudo bem, agora tenho que ir, tchau Helena –disse ele saindo de casa. Me deitei no sofá, fechei os olhos.
    
     -Robert-sussurrei assustada, me levantei rapidamente.
    -O que houve? –ouvi sua voz perfeita.
    -Desde que horas você está aqui?
    -Depois que você adormeceu, eu desci as escadas preocupado com você e sua demora.
     -Me desculpa.
     -Não é sua culpa –ele riu.
Assenti sorrindo-como foi o escuro para você? –perguntei.
     -Tudo bem-ele sorriu.
     -Tudo bem?-franzi o cenho.
     -Helena vampiros podem ver no escuro.
     -Sério? Que legal, deve ser ótimo ser um vampiro.
     Ele se levantou com um olhar preocupante.
     - O que foi? Falei algo errado?
     -Helena ser vampiro não é tudo isso
     -Então me conte como é ser um vampiro-propôs.
     -Te conto amanhã.
     -Por quê? –fiz beicinho.
     -Você tem que descansar.
     -Estou ótima.
     -Helena.
     -Robert.
     -Vá dormir Helena, eu juro que amanhã eu te conto.
     -Você jura?
     -Juro, ele cruzou os dedos.
     Subi as escadas, lentamente.
     -Anda Helena, eu sei que você pode fazer melhor - ele me empurrou –isso não funciona –ele me pegou no colo e subiu na escada rapidamente, acabei dormindo em seu colo.
      Acordei com dor por causa aminha perna.
      -Bom dia.
      -Bom dia, está com fome? –ele perguntou.
      -Um pouco–suspirei.
      -O que foi?
      -Estou curiosa.
      -Curiosa? Curiosa por quê? –ele franziu o cenho.
      -Sobre os vampiros.
      -Helena eu te conto depois que você comer.
      -Você disse depois que eu for dormir.
      -Você é teimosa hein, sim eu disse, mas também depois que comer, por favor por mim –ele fez beicinho, era um beicinho irresistível.
      -Tudo bem, mas depois você me conta –me levantei da cama, calcei minhas pantufas  e desci as escadas, Julieta não estava mais em casa, peguei o cereal no armário e leite me servi e sentei na mesa.
      -Agora me fala–exigi.
      -Tudo bem-ele cedeu.
      Coloquei o cereal e leite, misturei e dei minha primeira bocada prestando atenção nas palavras de Rob.
      -Você pensa que ser vampiro é ótimo não é?
      Assenti dando outra colherada no cereal – eu estava com fome.
  •       Mas não é tudo isso.
  • -Não? -franzi o cenho.
    -Não você se sente ilimitado a várias coisas.
    -Que coisas? -perguntei sem pensar.
    -A cede, a ardência na garganta que ela traz, você não pode sair no Sol, sem ser queimado e a dor é horrível pode chegar até seu falecimento -estremeci com as lembranças - mas o pior de tudo mesmo é a cede, ela te limita de várias coisas.
    "Como o amor, você não pode amar uma pessoa...humana -ele suspirou -por que a cada beijo que você dará nessa pessoa, ela corre um grande risco de morte e não é isso que você quer para a pessoa amada, a cada toque, a cada abraço nessa pessoa ela vai corre um grande risco de morrer, e você não aguentaria viver um segundo se quer de sua vida se perceber que sua amada foi morta....por você -eu percebi a intensidade das palavras de Robert e a dor em seus olhos.
    -Você já teve essa sensação? -perguntei novamente sem pensar.
    Ele apenas assentiu, eu congelei no mesmo estante.
    -E o que houve? -eu gaguejei.
    -Quando eu namorava Katherine, ela era humana, eu tinha medo de machuca-la, temia de seus beijos e seus abraços terminassem em sua morte, e um certo dia eu senti uma força que eu mesmo não sabia que existia em mim, uma força de me controlar diante dela, mas eu estraguei tudo.
    -Como?
    -Eu fui na casa dela em uma noite escura, onde no céu as estrelas dominavam, o vento estava gélido as flores caídas no chão algumas voava pelo vento que as guiava, eu queria fazer uma visita a ela eu cheguei em sua casa fui atendida por seus pais que logo me avisam que ela estava no quarto, pediram para eu subir eu assenti e subi as escadas temendo ainda o que ela queria, quando cheguei em seu quarto, ela me cumprimentou com um beijo eu a afastava e dizia " Katherine eu não estou preparado" e ela dizia "Eu confio em você, em sua força" ela passa as mãos nos meus músculos dos braços "Eu confio em seu amor" ela subiu a mão para meu peito, nesse momento eu senti que eu podia fazer isso sem feri-la, ela percebeu que eu me acalmei então ela se aproximou de mim e passou seus braços em volta do meu pescoço e beijava meu pescoço, eu ainda segurava não respirava, eu tentava em me concentrar em outra cheiro que havia no local, mas parecia impossível, depois ela aproximou seus lábios nos meus me tomando em um beijo, essa hora o cheiro de seu sangue me dominou eu tentei me controlar, para de pensar no seu sangue, em uma fração de segundos eu consegui, me acalmei e consegui me concentrar em seu amor.
    "Mas quando ela me conduziu para a cama, eu fiquei sobre ela tentando resisti ao seu sangue que pulsava por suas veias e ia até seus lábios, eu tentava resistir com todas minhas forças eu não queria matar o amor de minha vida, meu único amor, mas acabei não resistindo e fui dominado pela verdade, pelo o que eu era, um monstro, eu mordi ela, matando-a, ela se retorcia de dor, eu queria parar com aquilo mas eu não conseguia, cada vez ficava mais forte de me controlar, quando consegui parar era tarde de mais, eu a vi a cena que eu mais temia eu vi ela morta ali na cama, e tudo por minha culpa, eu me perguntava "o que eu fiz" "eu matei o amor da minha vida" e toda vez que eu revejo essa cena em meus pensamentos vem a mesma sensação de quando vi ela morta, a sensação de morrer.
    -Robert não fale isso -eu percebi que escorria uma lagrima em meus olhos.
    -Helena, eu nunca vou me perdoar, eu tirei a vida da pessoa que eu mais amei em minha vida -ele se enterrou em meus braços.
    -Robert você é forte agora -falei afagando sua cabeça -e eu tenho certeza que quando você se apaixonar vai conseguir se controlar, vai conseguir, sabe por que? por que você é forte, é diferente, você vai conseguir amar alguém sem machuca-la.
    -Você tem certeza? -ele virou o olhar para meu rosto.
    -Absoluta -eu sorri.

7. Jerry


                              4.Jerry

              
Entrei em casa, arrumei a casa, estava animada hoje, terminei tudo quando minha mãe chego.
-Oi mãe –falei sentada no sofá olhando TV.
-Nossa, veio a faxineira aqui? O que houve?
-Ué, resolvi arrumar a casa –sorri e me bocejei – vou indo dormir, te amo –me levantei e subi as escadas, entrei no banheiro, fiz minas higiene, e voltei para o meu quarto e me deitei na cama e adormeci.

Acordei disposta para o outro dia, me arrumei, penteei meu cabelo, e desci até a cozinha preparei meu café da manhã, era torradas com suco de laranja, terminado de comer, peguei mina mochila e sai de casa, Luca já me esperava ali fora, sorri e caminhei até ele e o abracei e beijei, entrei em seu carro e partimos até a escola, Chegando na sala de aula com Luca, sentei-me ao lado de Luca
               -Helena, foi nessa aula de Quimica  que nós nos conhecemos.
               -Você se lembra?
               -Obvio,como eu ia esquecer o melhor dia da minha existência?!
               -Você é muito lindo sabia?
               -Sim.-ele me puxou e me beijou suavemente , quando o professor bateu com a régua na nossa classe.
               -Sala de aula não é lugar de se engolir vivo, Senhor e Senhora Monroe.
               Eu acho que corei ,morri de vergonha quando ele falou Senhor e Senhora Monroe,imagina? Eu casada com Luca, enfim a aula acabou e fomos para os nossos armários.
               -Qual é a sua próxima aula?
               -Artes.-sorri.
               -Ah.- ele choramingou.
               -Que foi?-afaguei seu cabelo perfeito.
               -Vou sentir saudades.
               -Eu também.-aproximei meus lábios nos seus tracei meus dedos em seus cabelos puxando-o para mais perto de mim,ele também me puxava e me apertava contra ele , sentia seus músculos se contraindo contra meus peitos.
               Ele se afastou.-como de costume.- Vá para aula.
               -Tudo bem.-mordi meus lábios.
               Chegando na sala vi Robert sentado na nossa classe ele estava muito mais sexy que Luca.-eu tinha que admitir isso.
               -Oi Robert.-sorri , eu estava muito feliz de ver Robert , ele era muito importante,me fazia feliz.
               -Oi Srta Monroe.-ele riu.
               Me Sentei ao seu lado,seu cheiro era muito bom.
               -Então o que vamos pintar hoje?
               -Qualquer coisa,ah mas eu queria que você fosse lá em casa hoje e trouxesse seus materiais de pintura.
               -Agora estou curioso,pena que não posso ler sua mente e nem te hipnotizar para me falar a verdade.-ele riu.
               -Você pode ler mente e hipnotizar as pessoas?
               -Ler mentes não foi só um jeito de falar, mas hipnotizar sim.-ele sorriu.
               -Como Funciona?
               -Funciona o que?
               -Esse negocio de hipnotizar as pessoas,pode fazer isso com qualquer pessoa?Toda sua  familia pode?-Me senti uma boba com essas perguntas
               -Não,só eu, hipnotizar,sim eu posso hipnotizar qualquer pessoa,menos você.
               -Eu?Porque?
               -Não sei mas hipnotizar eu nunca tentei.
               -Então lá em casa,você pode tentar?
               -Será adorável.
               Quando acabou a aula Robert,-de costume-me levou para a minha casa.Entrando em casa falei:
               -Fica ai na sala,que eu já volto.   
            Ele assentiu,subi as escadas e peguei os materiais de pintura,desci as escadas cheia de  coisas e acabei tropeçando e cai,mas antes de eu rolar a escada toda Robert conseguiu me pegar pela cintura.-nossos olhos se encontraram e ficaram se fitando por minutos,era como aqueles filmes românticos,quando o olhar de um homem e uma mulher se encontram e eles de beijam, mas não podia beijar ele, nunca.
            -Vou te levar até o sofá.-num piscar de olhos já estávamos no sofá juntos.-tá doendo aonde?
            -Um pouco na testa.
            Ele aproximou seus lábios na minha testa –seus lábios eram tão macios e vermelhos.
            -Melhorou?-ele riu.
            -Claro.-eu sorri- bom vamos lá então,me hipnotize.-ele riu.
            Ele se levantou e me colocou em sua frente e então seus olhos cinzas mudaram para um azul bem claro e suas pupilas diminuíam e aumentavam e veio umas pequenas veias.Ele estava olhando bem profundo.
            -Você vai me trazer um copo de água agora.-Eu não me mexi,pelo estranho que parece seus olhos estavam muito lindos.
            Ele voltou ao normal.
            -Viu?Eu não consegui fazer isso contigo
            -Adorei isso,mesmo você não conseguindo –eu ri- Bom agora vamos pintar algo?
           -Adoraria. -ele sorriu maliciosamente.
           -Então fica ai na frente, vou te pintar -sorri, peguei meu quadro de pintura e a posiocinei em sua frente e comecei a pintar cada traço lindo e perfeito de seu rosto delicado.
           -Posso ver?-ele pediu.
           -Não ria.
          -Está ótima. -ele riu.
          -Fala serio. –dei um soco em seu braço.
          -Eu to falando serio.
          -Agora é a minha vez.
          -Tudo bem.
          Ele me pintou,seu desenho era muito perfeito.
         -Você desenha muito,já está me humilhando – me sentei de cabeça baixa.
         Ele levantou minha cabeça –ele estava a centímetros dos meus lábios,nós nos fitamos.
         -Helena eu sei que você é péssima.
         Joguei uma almofada em sua cara.
         -Hein,mas é verdade.
         Eu fui para dar um tapa no seu braço mas ele segurou meu braço.
       -Não é melhor ir para o puxão de cabelo?-ele riu.
       -Então ta –puxei-o pelo seu cabelo para o sofá.Ele acabou parando em cima de mim.-Ah não eu conheço essa cara –Ele começou a fazer cócegas em mim,eu tentava empurrá-lo,colocando minhas mãos em sua barriga, mas eu era frágil de mais.
        Ele então saiu de cima de mim.
        -Eu to com fome.–falou ele colocando a mão na barriga.
        -No armário tem um saco de salgadinhos pega um.-me sentei com os braços envolvendo minhas pernas.
        -Você vai ficar aqui para dormir?
        -Obvio...ah não.
        -Porque?
        -Luca,ele vai vir dormir contigo.
        -Ele ta vindo não é?
        -Sim,já vou.-ele foi indo para a porta,puxei seu braço.
        -Não,sinceramente eu queria que você ficasse.
        -Eu também,mas já vou indo.-ele puxou minha cintura e aproximou seus lábios na minha bochecha.-Tchau.
        Me joguei no sofá,com alguns salgadinhos,quando Luca entrou pela janela,ele me abraçou pelas costas.
        -Oi meu amor.-disse ele beijando minhas bochechas.
        Ele se mudou de lugar e se sento do meu lado.
        -Eu tava pensando,quero que você conheça minha família.
       -Serio?Não acha que...
      -Não,não vai acontecer nada de mais,quero que você conheça minha família Helena.
      -Mas,se eles não gostarem de mim?Me acharem muito humana?!
      -É isso que eu mais gosto em você Helena,e você vai continuar assim meu anjo.-ele me envolveu em seus braços , estava procurando seus lábios , encontrei-os e aproximei os meus em seus lábios gelados e macios.Quando ele não me afasta minha mãe atrapalha.
      -Oi filha –disse ela abaixando a voz.
      Nós nos separamos rapidamente,ele estava rindo,dei um tapa nele.
      -Oi mãe.
      -Desculpa atrapalhar vocês –ela reprimiu um riso.
      -Tudo bem,mãe.
      -Eu já vou subir e dormir.
      Quando ela subiu,me enterrei no sofá,morta de vergonha.
      -Que vergonha –sussurrei.
      Ele me abraçou.
      -Bom –fui me levantando – Vamos dormir?
      -Claro –ele riu.
      Ele pegou minha mão e subimos juntos as escadas até meu quarto,fui até meu banheiro,coloquei meu blusão velho do ursinho Pooh e mais uma calça velha e escovei meus dentes,fui dormir.
      Ele se deitou ao meu lado e eu me enterrei em seus braços,seus braços musculosos e perfeitos. 
      Me levantei e olhei para meu quarto vazio,Luca não estava lá,estranhei,e avistei uma carta dele.
           Helena
Desculpa te deixar sozinha,não queria,você não sabe como é bom eu ficar com você.Mas para você não se sentir sozinha,Robert está indo ai.
     Luca
     Senti algo tapar meus olhos.
     -Advinha quem é?-sussurrou Robert.
     -Não sei,tem alguma dica?
     -É um vampiro muito sexy.-ele riu.
     Tirei suas mãos do meus olhos,me virei contra ele.
     -Está com fome?-perguntou ele.
     -Sim
     -Então vamos descer e comer,vou te esperar no carro.-Ele sorriu.
     Me arrumei rápido,coloquei uma blusa branca e uma calça jeans marrom e um tênis e casaco marrom.Desci as escadas,correndo,queria encontrar Robert novamente.
     Chegando lá não encontrei ninguém,estranhei porque era para Robert estar ali,fui olhar nos fundos,nada,abri a porta da frente nada.
      -Robert!Cadê você?-gritei.
      -Helena
      -Onde você ta?-gritei.
      -Corre,Helena.-gritou ele.
      -Correr?Correr para que?
      Ele não me respondeu,entrei em casa assustada e tranquei as portas e janelas,me joguei no sofá muito nervosa,comecei a escutar janelas quebrando –meu coração estava acelerando muito – subi as escadas curiosa,o barulho via do meu quarto,espiei de leve era um homem desconhecido brigando com Robert,mas Robert estava perdendo,eu não aguentava ver aquilo,depois eu vi que o homem pegou uma vareta e ia cravar no coração de Robert matando-o,quando vi aquilo me joguei em suas costas.
      -NÃO!-sai correndo gritando.
      -Helena saia daqui.
      -Não.
      -Helena você vai morrer.
      -Prefiro morrer do que deixar você morrer.
      -Não me salve.
      Antes de poder responde o homem me jogou contra a parede,eu voei contra a parede  batendo nos meus quadros.Minha respiração estava ofegante,minhas costas doía muito,ele só podia ser um vampiro para ter toda aquela força,ele estava vindo perto de mim,eu tentava me arrastar para trás mas não tinha força que me restava.
      -Menina insolente.-disse o homem - vou te matar.-disse ele gritando.
      Ele me segurou pelo pescoço e me atirou ao chão,e pegou sua estaca.
      -Eu posso te matar rapidamente,mas vou fazer com dor.
      Mexia minha cabeça para os lados,tudo doía ,meus pescoço,minhas pernas,minhas costas,não aguentava aquela dor,se era para passar aquela dor ,preferia morrer.
      -NÃO.-escutei a voz de Robert gritando,ele deu um chute no homem e ele vou contra a parede –É eu que você quer,não ela.-Robert agarrava o homem e o jogou contra a janela,eu estava no chão tonta,Robert chegou perto de mim me levantando.-Vai ficar tudo bem.
       A única coisa que eu vi ante de morrer foi seu rosto perfeito, toquei seu rosto e depois só vi preto, sentia muita dor, ardência ,não aguentava mais tudo quilo.

      Só ouvia a voz de Robert falando com o medico desesperadamente a única coisa que percebi era que ainda estava em seus braços, ele falava para ele salvar minha vida, fazer tudo que podia , que eu era muito importante para ele. Depois daquilo não escutei mais nada, ficou tudo mais preto do que já estava.

      Agora eu conseguia ouvi as pessoas mas ainda não via nada, não tinha força para abrir os olhos, só ouvia a voz de Luca ele falava:
      -Onde está Helena?
      -Ali dentro.- Respondeu Robert num tom tristonho
      -Ela está bem?
      -Não sei, não acordou desde ontem.
      -Não deveria ter a deixado sozinha.
      -Não foi sua culpa. Tinha um vampiro na casa.
      -O que? E você deixou ele atacar Helena?-Só ouvi um barulho, parecia uma pessoa batendo na parede, conclui que era Luca, ele deve ter empurrado Robert na parede com raiva. 
       -Eu não podia fazer nada, ele me atacou , eu a avisei para ficar longe, ele ia me matar ,eu queria que ele me matasse ao invés dela.
       -Você , você é o culpado. -Disse Luca gritando.
       -Eu? O vampiro estava atrás de você e me atacou pensando que era você, eu ia morrer por você.
       -Eu vou entrar lá.
       -Você não vai querer ver aquilo
      Eu só ouvi uma porta se abrir e ouvi sua voz perfeita. Ele encostou seus lábios na minha testa e segurou minhas mãos.
      -Você vai ficar bem meu amor.
      Eu queria responder falar eu estou bem ,garantir a ele para não se preocupar.
      -Eu não acredito que deixei você assim.
      “não, não foi sua culpa” era o que minha mente gritava.
      -Eu não sei o que eu vou fazer sem você
      -Você tem que sair. -ouvi a voz grossa de um homem.
      “não, deixei ele aqui!” eu pensava.
      -Não consigo. –respondeu ele. –Posso passar a noite aqui?
      -Se ela não acordar até amanhã sim.
      Ouvi o som da porta se fechar. Luca se aproximou de mim, conclui isso por causa de sua respiração
      -Você vai ficar bem, você vai. –Ele me beijou , esse beijo foi suave mas um pouco tenso, eu não queria que Julieta soubesse disso, ela ia chamar um guarda-costas para mim ou ia tentar matar Luca.
      -Espera um pouco, Robert venha aqui. –gritou Luca.
      -O que foi?
      -Escuta isso? É o coração dela.  Tá batendo , ela está viva.
      -Isso é muito bom, mas então ela tá inconsciente. Daqui a pouco a mãe dela vai ligar.
      -Ela tem que acordar antes disso.
      Passou algumas hora –eu acho não tenho certeza – eu estava conseguindo abrir meus olhos, abri uma fresta eu vi uma luz forte diretamente em meus olhos , fechei-os rapidamente.
     -Luca? –minha voz estava fraca e baixa.
     -Helena, Helena você está bem, fiquei tão preocupado.
    -Pode...diminuir a luz? -mina voz falhava.
    -Claro. –A luz ficou mais fraca , consegui abrir meus olhos , bem devagar.
    -Cadê Robert?
    -Na sala de espera. –Luca se levantou e colocou as mãos no bolso da calça –Eu não acredito que ele fez isso comigo.
    -Robert não fez nada com você.
    -Ele quase te matou.
    -Não foi culpa dele, se não fosse ele eu estaria morta agora, ele salvou minha vida.
    -Eu não vi por esse lado.
    -Pode chama-lo –minha voz estava fraca.
    Luca o chamou, Robert entrou na sala todo preocupado
    -Helena, finalmente acordou, fiquei tão preocupado, porque você fez isso comigo?
    -Ele ia te matar, não podia viver sem você-percebi que Luca bufou. Ignorei.
    -Mas você é diferente de mim, eu posso morrer você não.
    -Não fala isso, você faz parte de mim agora.
    -Helena você é apenas uma humana, eu poderia matar ele, se ele te matasse, ele quase fez isso, você não se curaria fácil.
    -Eu faria tudo de novo.
    -Mas não vai fazer, eu não vou permitir-falou Robert com firmeza.
    Levantei-me da cama e abracei meus joelhos.
    -Eu já estou bem, quero ir para a casa.
    -Vou falar com o Doutor – falou Robert.
    Robert saiu da sala, fiquei fitando Luca.
    -Fiquei muito tempo desacordada?
    -Dois dias.
    Levantei-me e cambaleei até Luca. Peguei suas mãos.
    -Você está bem?
    -Estou. -franziu a testa.
    -Eu sei que você não está bem. Conte-me, qual é o problema?
    -O vampiro que quase tirou sua vida. Você tem que me falar como ele era.
    -Eu não...
    -Helena, eu preciso saber como ele é, para matar-lo.
    -Não, você não é assim, você não vai matar-lo
    -Por quê?Se ele quase tirou sua vida.
    -Ele é diferente de você.
    -Eu deveria me vingar. -ele virou o rosto.
    -Não você não deveria você é melhor que ele. -virei seu rosto.
    -Mas,você quase morreu...
    -Mas eu não morri –respondi com firmeza.
    De repente Robert entra na sala.
    -Você pode já ir embora,só tem que assinar algumas papeladas -Robert falou entrando no quarto.
    -Claro,eu vou lá assinar as papeladas.
   Quando sai Luca estava fitando o chão ,eu fiquei preocupada se o Luca ia fazer alguma bobagem.
   -Olá Helena Fox?
   -Sim,aonde eu assino as papeladas?
   -Que papelada?
   -Ué não veio um homem alto, musculoso?
   -não,senhora.

  -Droga - sussurrei, sai correndo até meu quarto.- Como pude ser tão burra –chegando no meu quarto Luca e Robert não estavam mais lá.-droga - precisava sair dali,eu não acredito que Luca ia fazer aquilo,mesmo eu pedido para não fazer.
  Sai correndo do prédio, mas fui esbarrada por dois seguranças enormes de peles morenas,eles eram muito grandes.
  -Desculpa moça, mas você não pode sair.
  -Por quê?-eu gritava.
  -Você não recebeu alta.
  -Como?O que?-Estava com falta de ar.
  -Moça, você só pode sair se estiver recuperada.
  -Mas eu estou bem, não vê?
  Ele levantou uma sobrancelha, acho que escabelada e gritando não iria parecer que eu estava bem.
  -Por favor é importante, eu preciso sair.
  -Acho que não.
  Revirei os olhos.
  -Tudo bem –sorri ironicamente bem, caminhei até meu quarto,eles estavam me encarando, sai correndo para o outro corredor, procurando por outra saída não achei corri muito eu ouvia os homens correndo atrás de mim, quase tropecei quando fui entrar em uma sala, eu fiquei espionando os homens que estavam me procurando,me aliviei quando eles desistiram, sai cuidadosamente da sala, revistei o corredor por onde os homens passaram, estava tudo livre, me virei para sair e acabei batendo em um garoto, levantei minha cabeça, era ele... o vampiro que quase tirou minha vida.
  -O que você está fazendo aqui?-Eu falava ofegante.
  -Você ainda está viva... -bufou ele 
  -Você ainda não me respondeu.
  -Primeiro eu estava atrás de Luca, mas agora eu quero você, percebi que você é muito especial para ele, e ele daria a vida dele por você.
  -Você não pode me machucar.
  -Posso sim.
  -Como?-me arrependi de perguntar aquilo.
  Ele pegou meu pescoço e começou a apertar ele, eu não conseguia respirar , eu me rebatia, aquela dor era horrível , mas tudo acabou quando ele me jogou no chão, eu estava com muita falta de ar e passava minha mão no meu pescoço, ele via para perto de mim eu mexia minha cabeça para os lados e me arrastava para trás.
   Ele me pegou pelas pernas,a circulação do meu sangue desceu para minha cabeça, eu tava completamente tonta.
   -Você vai morrer agora.-disse ele.
   Ele me jogou contra a janela , eu cai 2 andares, senti uma dor horrível olhei para o meu corpo, era minha perna eu tinha a quebrado, minha perna estava cheia de sangue, passei minha mão para ceder o sangue,fiquei enjoada, o vampiro pulou a janela e olhou para minha batendo palma.
   -Que beleza –exclamou ele – você sozinha e desprotegida, vou acabar com você.
   Ele pegou minha mão cheia de sangue e a cheirou, passou seus lábios na minha mão, eu sentia muita dor, mas consegui pegar um caco de vidro no chão e cravei em sua cabeça, ele caiu de lado com a mão na cabeça , me levantei dificilmente e manquei com muita dor até uma parte mas o vampiro pulou por cima de mim e começou a me pressionar no chão.
   -Santo Deus –gritou uma mulher. – saia de cima dessa menina.
    Ele se virou para a moça e grunhiu , eu vi algo cair no chão, acho que aquela mulher desmaio.
    -Por favor não faça nada com ela.
    -Primeiro vou te matar e depois cuido dela.
    -Não, ela é só uma mulher trabalhadora , ela não fez nada para você.
    -Cala a boca – ele pressionou meu rosto mais no chão, doeu muito, eu não aguentava mais.
    -Isto está entediante demais, vou te matar agora.
    -Não! – eu gritava – Socorro!
    Eu senti seus dentes encostando no meu pescoço,pressionei meus olhos.
    Mas não doeu, como Luca falou , não ardia, depois percebi que ele não estava mais em cima de mim.
    Passei os dedos em meu pescoço, não tinha sangue nem nada.
    Revistei o local e encontrei Robert.
    -Robert – gritava.
    -Helena?Helena , vou te salvar.
    Fiquei muito feliz em escutar a voz de alguém que eu conheço.
    -Luca cuide dele.
    Luca?Eles estava aqui.
    -Helena?Cadê você? –Robert gritava.
    -Aqui –minha voz falhou.
    Escutei passos vindo em minha direção.
    -Ai ta você –disse Robert me pegando no colo –Meu Deus o que ele fez com você?
    -Me leva para o...hospital –minha voz estava muito fraca.
    -Calma Helena mantenha os olhos abertos, Helena!
    Depois disso só vi preto tudo completamente escuro, a escuridão me dominava, a dor era horrível, tudo doía, ardia.
    Era exaustivo e doloroso lutar contra aquilo, eu não ia aguentar eu era apenas humana , uma humana frágil e fútil, não tinha mais que a força humana.Se eu deixasse a escuridão me tomar Luca,Robert,Julieta todos que eu amava eu faria os sofres.Eu estava lutando contra a escuridão, era muito difícil resistir.A dor me dominava, não conseguia gritar.Estava igual da outra vez só que agora era mais serio,mais doloroso.


    Estava acontecendo a mesma coisa que antes, eu não conseguia abrir meus olhos, a dor era inevitável. Eu escutava umas vozes “acorde Helena, tudo vai ficar ótimo”,”anda, vamos” .
    Era possível eu não acordar mais, desta vez era totalmente diferente, a dor era diferente, quanto mais as horas se passavam mais minha dor aumentava.
    -Helena! Helena, pode me ouvir?
     Era Luca falando comigo, eu queria responder que sim, mas minha dor iria gritar.

     Poderia ter se passado semanas ou dias, mas a dor nunca diminuía. Eu queria abrir meus olhos, mas não conseguia, não importava o esforço.
     -Luca –disse Julieta- Você pode ouvir o coração dela?
     -Eu não tinha pensado nisso -houve um silêncio- o coração, está batendo!
     -Ela está viva? –perguntou Julieta.
     -Provavelmente. –respondeu Luca.

     Por um milagre a dor está diminuindo, não ardia, nem doía tanto como antes.
     Consegui mexer meus dedos, Luca tocou neles.
     -Heleno amor, você tá ai?
     Eu consegui mexer minhas mãos até encostar nas do Luca.
     -Helena, amor, você pode me responder?
     Abri uma fresta dos meus olhos, doía um pouco, depois consegui abrir totalmente.Olhei pelo canto dos olhos, Luca estava do meu lado.
     -Helena?Helena você está bem?
     -Luca –minha voz falhou.
     -Calma, você tem que descansar.
     -Onde está Julieta? –minha voz estava fraca.
     -Dormiu na cadeira.
     -Ela está bem?
     -Ótima e você? –Ele estava muito preocupado.
     -Luca...-minha voz falhava- posso dormir?
     -Claro vou ficar aqui. –disse ele apontando para a cadeira ao lado
     Assenti. Ele se sentou, fitando-me preocupado. Fechei meus olhos e tentei dormir, mas era difícil, minha perna doía muito, tentava não me concentrar na dor.
     Dormi dificilmente, acordei com dor – um pouco, melhor que o dia passado- abri meus olhos suavemente, mexi minha cabeça procurando um rosto conhecido, me virei e minha mãe estava sentada do meu lado.
     -Bom dia querida – minha mãe sorriu.
     -Oi-sussurrei.
     -Você está melhor?
     Assenti, falar era ruim para mim.
     -Não quer falar comigo? Ainda está com raiva?
     -Não, só tenho dor-minha voz falhava.
     -Então vá dormir.
     Mexi a cabeça para os  lados.
     -Como está minha perna? –minha voz estava fraca.
     -Bem, só quebrada.
     -Onde está Luca?
     -Ali -ela apontou para a cadeira.
     -Luca? –minha voz transmitia dor.
    -Sim? –fiquei feliz em ouvir sua voz.   
    -Mãe.
    -Tudo bem, mas já volto. –minha mãe saiu do quarto.
    -Luca, cadê o vampiro?
    -Helena -ele levantou-se e veio até mim e sentou-se na cama- ele fugiu.
    -Fugiu como?
    -Robert estava lutando com ele, mas Jerry, acertou-o com um...machado. –sua expressão era horrível, se ele pudesse chorar ele choraria.
    -Cadê ele?
    -Helena –sua voz soou com dor.
    -Ele morreu?
    Ele assentiu. Como ele morreu, se ele era imortal. Não ele não. Minha mente gritava de dor. Senti as lágrimas escorrerem pelo meu rosto, eu era culpada, eu merecia morrer.
   -Eu devia ter morrido. –falei.
  -Não Helena, não fale isso –ele segurou meu rosto e enxugou minha lágrimas.
  -Mas é tudo minha culpa, sempre foi.
  -Helena, não é sua culpa.
  -Porque? Por que eu não morri? Preferia morrer a ter essa dor horrível.
  -Eu lamento muito que eu esteja causando tudo isso.
  -Luca...
  -Escuta, Helena eu que fiz isso com você. Jerry estava atrás de mim, e ele te machucou por minha culpa. Me perdoa?
  -Luca –levantei minhas mãos em seu rosto- pare de falar isso.
  -Helena, eu te amo muito.
  -Eu também te amo, mas eu acho que já estou bem para ir para casa.
  -Vou falar com o médico, pedir para ele te dar alta. –ele beijou minha testa e saiu do quarto.
  -Filha podemos conversar? –disse minha mãe entrando no quarto.
  -Claro.
  -Eu sei que você foi ataca por um vampiro, e quero que você fique longe de Luca.
  -Mãe...
  -Filha é para seu bem.
  -Bem? Você nem sabe que é bem. Você quer me separar da única coisa que me faz feliz nessa droga de cidade, nessa droga de vida?
  -Filha, eu sei o que é bom para você, e o Luca não é bom para você.
  -Como você sabe? Você nem me conhece. –bufei.
  -Ele vai te machucar, ele é o seu perigo
  -Meu perigo? Ele me protege do perigo.
  -Não é o que parece –ela atacou.
  -Mãe você não vai me separar dele.
  O silencio dominou, eu não acredito que minha mãe queria me separar de Luca, ela queria controlar minha vida, ela devia fazer o que é bom para mim, mas ela está fazendo o contrario.
   -Helena você recebeu alta – Disse Luca entrando no quarto.
   Assenti, estava feliz e triste, feliz por sair finalmente sair daquela cama deprimente e triste por Robert. Me levantei da cama, no começo fiquei tonta, fazia dias que não comia e nem bebia sentei na cama, dificilmente me levantei, quase cai mas Luca me segurou.
   -Você está bem?
   -Estou, só um pouco tonta.
   -Cinco dias sem comer nem beber é difícil –brincou ele.
   -Cinco dias? Nossa.
   Caminhei mancando dificilmente até a sala de espera.
   A  moça me chamou para fazer os últimos exames. Ela colocou uma tala na minha perna, era desconfortante mas melhor que ficar naquela cama.